sábado, 20 de agosto de 2016

SONO

Tempos atrás quando li uma resenha do Kovacs, sobre o livro Sono,  lá no Skoob , comentei que ficara interessada e que nunca havia lido Murakami. Ele me desaconselhou a começar a ler o autor por esse livro aqui. Mas indisciplinada que sou, (e como todo bom mortal eu vou botar a culpa nos outros) vou dizer que o fiz porque a resenha dele me deixou muito curiosa foi exatamente o que fiz: comprei o bendito livro. Que tem uma edição bonitinha (linda mesmo) com um papel com um cheiro delicioso e extremamente agradável ao toque.  E foi mais um para a pilha. 


Até que num domingo à tarde procurando uma leitura rápida pra aquele dia, me lembro desse Sono aqui, e resolvo tirá-lo da prateleira. Nada preparou-me para esta experiência. Lembro de ter lido/ouvido em algum lugar que os livros Murakami tinham um quê de fantástico. Mesmo assim acho que esperava algo no estilo Ishiguro que li no comecinho do ano e que tanto me encantou.  

Quer saber? Não sei o que dizer a respeito desse livro aqui. Mas posso dizer que encontrar uma leitora como personagem principal já desperta algum interesse. Por tratar-se de um conto é uma narrativa curta, mas é instigante. Só que ao final da leitura não sei dizer se gostei ou não. Dá para acreditar em tamanha incoerência? Pois é, nem eu acredito, mas é bem assim. Talvez tenha que reler em breve...

Grifo: 
Ninguém da família se importava comigo. Por isso, eu podia ler à vontade do jeito que eu bem entendesse. 
Mas, naquela noite, consegui me concentrar na leitura de Anna Karenina. Consegui avançar as páginas totalmente absorta na leitura, sem me distrair. 

Título: Sono
Autor:  Haruki Murakami
Editora:  Alfagura
Pág: 120
Leitura:  09/07/2016
Tema:  Autores asiáticos
Sinopse:  É o décimo sétimo dia que não consigo dormir." 
Ela era uma mulher com uma vida normal. Tinha um marido normal. Um filho normal. Ela até podia detectar algumas fissuras nessa vida aparentemente perfeita, mas nunca chegou a pensar seriamente nelas. Até o dia em que deixou de dormir. Então, o mundo se revelou. Um mundo duplo de sombras e silêncio; um mundo onde nada é o que parece. E onde ela não pode mais fechar os olhos. Sono é um conto de Murakami inédito no Brasil, com ilustrações de Kat Menschik

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A ÚLTIMA CHANCE

Os poucos leitores que acompanham estas raras e ralas postagens já devem ter lido sobre minha predileção por Mitford, de Jan Karon,  sobre como o livro apareceu para mim e sobre como ele foi importante em um dos muitos momentos difíceis em que a gente (eu) passa pela vida. Mitford foi o livro que me fez entender o que era ler um livro que aquece a alma e o coração quando a gente precisa, um livro reconfortante é como o defino. E esse lero todo sobre o livro é para explicar porque comprei e li A última chance, de Karen Kingsbury. 

Tempos atrás estava à procura de algum livro parecido com aquele que tanto me encantou. Descobri que nos Estados Unidos havia uns livros que eram classificados como literatura inspiradora (tradução livre) do qual fazia parte os livros da Jan Karon, a autora da série Mitford e também os livros de Karen Kingsbury, tola que sou, achei que os livros eram no mesmo estilo e comprei logo dois livros da autora: esse A última chance, e Dois anos e uma eternidade (que vamos combinar têm umas capas horrorosas), mas eu acreditei. Não sem antes dar uma lida em algumas opiniões que encontrei na blogosfera. 

Não me dei muito bem desta vez, primeiro nenhum dos dois livros parecia fluir quando os retirava da prateleira. Até que decidi que era agora ou nunca e que o livro tinha que sair da pilha de uma vez por todas. 

E descubro que o livro não era para mim de modo algum. uma leitura difícil, arrastada e entremeada de torcidas de bico e muitos affs. Não direi que o livro é ruim, afinal quem sou eu para tachar este ou aquele livro de bom ou ruim? Mas posso dizer que não funcionou para mim. Achei a ideia e a proposta muita boas, mas a narrativa não me convenceu em momento algum. Não lembro de quando li outro livro em que nenhum dos personagens despertou a minha simpatia. O livro não tem um único momento de alegria ou alento, mesmo no final, pelo menos foi o sentimento dessa leitora aqui. E assim como posso dizer que é reconfortante?

Se pensas em ler não desista, o livro que eu não gosto pode ser justamente aquele que vai te encantar, vai saber. E se já leu e gostou talvez você possa me contar algo que me faça rever a minha opinião, e porque não?

Grifos (claro que tem)
O restante do versículo diz: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.
Você está mostrando a todo mundo o significado de Romanos 8,28. Ryan sorriu. — “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam.


Título: A última chance 
Autor:  Karen Kingsbury 
Editora:  Verus
Pág: 334
Leitura:  25/07 a 06/08/2016
Desafio Menos 1 livro na pilha
Sinopse:  Ellie tem quinze anos e um melhor amigo — e amor — chamado Nolan. Um dia antes de Ellie se mudar para o outro lado do país com o pai, ela e Nolan escrevem cartas um para o outro e as enterram debaixo de um velho carvalho. O plano é se reencontrar no mesmo lugar dali a onze anos para ler o que cada um escreveu — apenas para o improvável caso de eles perderem contato. Agora, conforme a data se aproxima, muita coisa mudou. Ellie abandonou sua fé e luta para criar a filha sozinha. Na correria do dia a dia, ela sempre encontra tempo para ver na TV seu antigo amigo Nolan, hoje um famoso jogador profissional de basquete, cuja fé em Deus é conhecida pela nação inteira. O que poucos sabem é que as perdas que ele sofreu na vida pesam em sua alma. Mesmo com toda fama e sucesso, Nolan se sente sozinho, assombrado pelo vazio que domina seu coração desde que sua melhor amiga foi embora. Tanto para a desiludida Ellie quanto para o intenso Nolan, o reencontro é mais do que uma promessa de adolescência — é a última chance de descobrir se é tarde demais para se entregar ao amor. Em A última chance, Karen Kingsbury nos brinda com uma história sobre perdas dolorosas, o poder da fé e as feridas que somente o amor pode curar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PARAFUSOS: MANIA, DEPRESSÃO, MICHELANGELO E EU

A capa linda foi o que primeiro chamou a minha atenção em Parafusos, de Ellen Forney. Depois os comentários e as avaliações de alguns amigos do Skoob despertaram a minha curiosidade, e   então um dia o livro "tava" na promoção e eu acabei por colocá-lo no carrinho de uma livraria virtual qualquer. 

E aí no Carnaval  quando sei não vou ler nada ou quase nada, como todo mundo que ama livros resolvo colocar na bagagem alguns, apenas alguns, livros para o período,  a maioria ligadas aos Desafios, lógico.  E veja só o que levei: 
Os vestígios do dia, de Kazuo Ishiguro (uma leitura em andamento) o livro escolhido para o mês dos asiáticos, temporariamente substituído por O gato Zen, de Kwong Kuen Shan e atropelado por Medo, do monge Thich Nhat Hanh. 
Tem também Lendo Lolita em Teerã, de Azar Nafisi (vai que eu dou conta do livro do Ishiguro, entro logo no mês das escritoras).
E se tudo correr melhor ainda encaro O leitor, de Bernhard Schlink (livro escolhido para o mês dos livros sobre holocausto), tem também Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector (para o Lendo Mais Mulheres no mês dos premiados pelo Jabuti), e ia esquecendo o Americanah (que não me larga desde dezembro, aff!) e lógico teve esse Parafusos, que foi o único dei conta nesses dias, porque era uma HQ - rs). 

Até hoje só havia lido uma HQ que foi Sant’Anna de Feira, Terra de Lucas, de Marcos Franco e Hélcio Rogério, que contava a história de um escravo rebelde. A profundidade e a quantidade de dados  e informações sobre o transtorno bipolar em Parafusos, seus tratamentos e número de portadores famosos me surpreendeu. Tive uma certa dificuldade no início para entrar na história, mas creio que é proposital, pois há uma alternância de sentimentos e pensamentos  que me faziam sentir como numa gangorra, num pula pula, ou mesmo numa montanha russa. Com  linguagem por vezes elétrica e errática, desenhos que complementam maravilhosamente a narrativa  ia me envolvendo mais e mais com a história da autora à medida que a história avançava.  

Também me chamou a atenção os trechos quase técnicos onde há toda ordem de explicações e explanações sobre a síndrome e os diversos tipos de tratamento. 

Resumindo gostei bastante e fiquei agradavelmente surpresa. Com a história, com a profundidade da narrativa e com a qualidade da HQ. E vale dizer que inicialmente a ideia era ler Eu sou Malala, de Malala Yousafzai, o que ainda não foi descartado. ;)

Para saber mais:
http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/transtorno-bipolar-a-vida-na-montanha-russa.aspx
https://ellenforney.com/bio.html

Grifo
Eu sempre levava um caderninho no bolso, pois minhas ideias vinham como pipoca e eu as esquecia se não as anotava.
Título:  Parafusos: mania, depressão, Michelangelo e eu - Memórias em quadrinho
Autor:  Ellen Forney
Editora:  WMFMartinsFontes
Pág: 241
Leitura: 08 a 10/02/2016
Tema: Biografia 

Sinopse:  Pouco antes de fazer 30 anos, Ellenn Forney ficou sabendo que sofria de transtorno bipolar. Incontestavelmente maníaca, mas receosa de que os medicamentos a fizessem perder sua criatividade e seu ganha-pão, Ellen deu início a uma luta - que durou anos - para encontrar equilíbrio mental sem perder a si mesma ou a sua paixão.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

E ENTÃO PAULETTE...

Gostaria muito de lembrar onde e quando vi o livro pela primeira vez, mas não faço ideia. Por  vezes coloquei o livro no carrinho de compras de alguma livraria virtual e depois o retirei  e acabei por adquiri-lo em formato digital. 
E então é mais um que que fica à espera. E eis que chegou a vez de ler E então Paulette, um livro que cabe naquele tema esquisito de escolher o livro pela quantidade de palavras que tem no título. (rs)

A leitura de E então Paulette é muito fluída, o livro fala de amizade, generosidade, solidariedade, de terceira idade, mas é principalmente um livro sobre a amizade.  O livro tem todos os ingredientes para fazer dele um livro reconfortante, mas ainda assim falta alguma coisa que não consigo identificar. Me parece faltar emoção, ainda que em determinados momentos chegue a ser divertido. Gostei de quase todo o livro, mas vamos combinar que ler quase 200 páginas de 224 para o E então Paulette é um pouco demais para a paciência de qualquer leitor. Mesmo assim eu diria que foi uma boa leitura. 


Grifos? Muitos, "taí" alguns:
 O vazio quase ressoa, tanto em sua casa quanto em sua vida.
O álcool imbeciliza as pessoas. Pelo menos, é o que pensam as três naquele instante. 
E depois, jamais lhe passaria pela cabeça deixar um amigo na mão. 
O velho gato o faz lembrar seu filho primogênito. Não gosta de ninguém... 
Na verdade, o fizeram bem devagar, para ficarem lado a lado. Ainda sentiam vontade de conversar, sobre tudo ou nada, coisas sem importância. 
Tinha se habituado à vida solitária, provavelmente iria se arrepender. Mas logo mudou de opinião. Porque, realmente, era agradável poder bater papo com alguém até as três da manhã, rindo como dois malucos, travar uma guerra de travesseiros ou contar histórias, e até alguns segredos


Título: E então Paulette...
Autor:  Barbara Constantine
Editora:  Intrínseca 
Pág: 224
Leitura:  
Tema:  Titulo com três palavras 


Sinopse:  Ferdinand está sozinho. Após ficar viúvo e depois de seu filho mais novo se mudar com a mulher e os dois filhos para a cidade, a fazenda em que vive produz apenas saudade e memórias. Sua vida pacata e solitária, no entanto, está prestes a ser transformada. Após uma grande tempestade, Ferdinand descobre que a casa de sua vizinha está condenada e praticamente inabitável. Incentivado pelos netos, Ludo e Luzinho, convida Marceline – e sua cadela, seu burro e seu gato – para morar com ele. Pouco tempo depois, seu amigo Guy perde a companheira tão amada, Gaby, e dá a impressão de estar, aos poucos, desistindo de viver. A solução parece ser a vida partilhada na fazenda, que,assim, ganha mais um morador, com novos hábitos e habilidades. Então chegam as irmãs Lumière, com suas manias e histórias, e também os jovens Muriel e Kim. A fazenda volta a se encher de possibilidades e expectativas. E, enfim, chega Paulette... Um delicioso e comovente romance sobre como a solidariedade, o amor e a amizade podem transformar histórias, salvar vidas e fazer ressurgir esperanças

domingo, 10 de julho de 2016

SENILIDADE

Tempos atrás quando li e me encantei com A indesejada aposentadoria,  de Josué Montello e com Memorial de Aires, de Machado de Assis, descobri fuçando a estante da Márcia Regina este Senilidade aqui.  Pense numa leitura que não engatava, não saía da primeira página. Então colocava o livro de volta prateleira pensando quem sabe um dia. Até que dias atrás estava separando uns livros para mandar para a biblioteca e pegando esse pensei: porque não, afinal parece que não vou ler mesmo. 

Foi aí que surgiu mais um Desafio para participar e o tema deste mês era livro de autor italiano... bem por aqui tem Calvino, Eco, Calvino de novo, Pirandello (esse não vale, seria a primeira escolha), di Blasi e tem esse Svevo. Decido começar por aqui. E mais uma vez tenho dificuldade no começo, insisto, persisto. Até que começa a fluir, e muito bem. E o que era leitura de abandono, está quase levando quatro estrelas.  Ainda que termine o livro sem muito bem porque o livro se chama Senilidade, mas o livro é do Svevo e ele pode dar o título que quiser, pois, pois. 

Como disse o começo foi difícil, comecei a fazer um paralelo com Lolita, de Nabokov, o que dificultou ainda mais a leitura, visto que não gosto nada deste último.  Mas, à medida que avançava no livro, e me distanciava da ideia inicial, a leitura foi tornando-se mais e mais fluída. Dificilmente vai se tornar um favorito, mas foi uma experiência muito positiva. Esse era o livro escolhido para carregar na bolsa, e houve dias que dei por mim ansiosa para voltar à leitura, foi quando percebi que o livro estava a me conquistar. 

Grifo
Nada tenho em contrário a que você se divirta, mas não parece que está se divertindo muito.
"Como fomo expressivos", pensou. "Ela pedindo para não contar a Emílio nada desse encontro e eu lhe respondendo que o faria tão logo o encontrasse."
Aquilo não é mulher para jovens como você, e que além do mais não têm saúde muito sólida.
Você também continua igual a si mesmo. 

Título: Senilidade
Autor:  Italo Svevo
Editora:  Nova Fronteira
Pág: 268
Leitura:  28/06 a 09/07/2016
Tema:  Autor italiano
Sinopse:  Este romance de Italo Svevo, fundador da moderna ficção italiana, conta a história de um burguês em conflito com sua paixão por uma operária. A narrativa é centrada num personagem onde as ações e reações são encadeadas, problematizadas e resolvidas com a fria precisão de que monta uma equação algébrica.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

É FÁCIL MATAR

Por escolha jamais leria um livro com um título desses. Por escolha também não leria nenhum livro sobre serial killers. Ou seja, não gosto nem de um, nem de outro. Mas desafio é desafio, e a gente sempre quer tentar pra não dizer que jogou a toalha, não é mesmo?  

Pois então... Escolhi Agatha Christie porque achei que sendo uma autora com quem já tenho uma certa familiaridade seria mais fácil de encarar. Mas, mas... embora a leitura seja fluída a história não me prendeu de modo algum. Talvez haja um pouco de má vontade, talvez haja muita má vontade.  Não entendo muito bem porque em desafios não valem releitura, que diferença faz se estou lendo um livro pela primeira vez ou pela vigésima vez? O importante não seria ler um livro do tema? Estou falando sobre isso porque minha primeira escolha foi Os crimes ABC, da mesma Agatha Christie, livro que li em 1900 e bolinha, quando muitos que leem esta postagem nem haviam nascido. Mas se releitura não vale só sobrou isso aqui.

Como sempre quando leio um romance policial (coisa rara, por sinal) tenho meus palpites. Que parecem passar longe da linha de investigação totalmente canhestra desse detetive meio toupeira. Levei uns dez dias para completar a leitura de um livro de bolso de 270 páginas ou seja o livro que era para ser de suspense, não me levou a ler a avidamente. 
Ah! E pra variar não acertei. E fiquei danada com isto, eu tinha tanta certeza. :p

Pensando bem essa história ficaria ótima se escrita por alguém com um senso de humor de Wodehouse, por exemplo.

Grifos
O mal está feito, não dá para voltar atrás... por mais que choremos amargamente, jamais traremos de volta o passado morto...
Você tem noção de como é uma cidadezinha rural na Inglaterra? Qualquer um se destaca como um alienígena!
Sabe, eu sempre senti que um dos fatos mais intragáveis que temos de encarar na vida é o fato de que toda morte que ocorre significa um ganho para alguém... e não me refiro apenas ao ganho financeiro.


Título: É fácil matar 
Autor:  Agatha Christie
Editora:  L&PM Pocket
Pág: 272
Leitura21 a 29.02.16
Tema: Serial killer 
Sinopse: Neste livro, Luke Fitzwilliam é um policial aposentado que volta para a Inglaterra a fim de descansar. Seus planos imediatos são apostar nos cavalos, reencontrar velhos amigos e, acima de tudo, se divertir. Mas, ao pegar o trem de volta para Londres, uma velhinha senta ao seu lado e começa a contar uma história aparentemente sem pé nem cabeça, e que envolve vários assassinatos. A velhinha é a sra. Pinkerton, e Luke só lhe dá atenção porque ela lembra sua tia Mildred. Para a surpresa do ex-policial, a moradora de Wychwood-under-Ashe está indo a Londres com a intenção de denunciar à Scotland Yard uma série de crimes. Como se não bastasse, a velha senhora inglesa ainda prevê quem será o próximo morador da cidadezinha a morrer - o médico Humbleby. Após descer do trem, Luke não consegue esquecer o que ouviu. Qual não é seu espanto quando, um dia depois, lê no jornal que a sra. Pinkerton morreu atropelada. Além disso, Luke fica sabendo - em um intervalo pequeno de tempo - que o médico Humbleby também está morto. Para o ex-policial as coincidências são muitas para serem apenas coincidências . Decide, então, começar uma investigação por conta própria. Luke parte para Wychwood-under-Ashe em busca de um assassino que nem tem certeza se existe, pois todas as mortes parecem ter sido de causas naturais. Porém, em se tratando de mais uma história da dama do crime, é mais provável que a sra. Pinkerton esteja certa. 

domingo, 5 de junho de 2016

LEITURAS: RESENHAS & ENSAIOS

Eu li O vento nos salgueiros, de Kenneth Grahame, e A dama e o Cachorrinho, de Tchekhov, por conta dos escritos de Alberto Manguel. Bloom (o Harold) me levou a ler Persuasão e o outro Bloom (o Allan) me levou a Orgulho e Preconceito. Isto para citar apenas alguns. Ou seja os livros de crítica literária e mesmo os livros sobre livros sempre renderam bons momentos de leitura e boas indicações literárias.

Então  quando encontrei este livro do Cristóvão Tezza pensei estar diante de mais um achado. Bem talvez, pena que eu é que não tenha encontrado nada. 

Foi uma leitura difícil, arrastada e sorumbática. Não encontrei em  nenhuma das mais de noventa resenhas um pouco da paixão de Bloom pela literatura ou do encantamento de Manguel pela leitura. E saio dessa leitura com o sentimento de missão cumprida  ("bendito desafio"), mas com um certo desalento.  Não me diverti, não me encantei e devo dizer que ao escrever estes comentários lembro de pouca coisa do que li. :(

Você há de me perguntar se o livro é ruim, e eu direi que não sei. Sei apenas que não é para mim. E depois de tudo isto  eu me lembro de um dito de Mindlin (que foi quem me fez voltar aos escritos do bom e velho Machado): "Não faço nada sem alegria". Penso que a cada vez que pego um livro que me faz sofrer para ler devo lembrar disto. 



Título: Leituras: resenhas & ensaios
Autor:  Cristovão Tezza
Editora:  ToVo
Pág: 344
Leitura:  05/03 a 17/04/2016
Tema: Três palavras
Sinopse:  O presente volume - exclusivo em edição digital - é uma reunião de textos críticos de Cristovão Tezza, publicados em jornais, revistas e livros, de 1995 a 2013. Há resenhas mais breves, que saíram em jornais e revistas, como Folha de S.Paulo, Veja, O Estado de S.Paulo e O Globo; outras mais extensas, publicadas em cadernos literários; e ensaios de maior fôlego, como posfácios e conferências. O livro - que é prefaciado pelo crítico Manuel da Costa Pinto - inclui ainda duas palestras e uma crítica inéditas.