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domingo, 6 de dezembro de 2015

CONCERTO CAMPRESTE

E no meio do caminho tinha um Maestro... 
Expectativas podem muitas vezes estragar uma leitura. Não faço a mínima ideia de como fui parar neste livro, lembro que depois de despertado o interesse li algumas resenhas no Skoob, de tudo que li foi a micro resenha do Daniel que ficou em minha mente "Obra que traduz um fiapo da história de Pelotas", e as frases "deleite para a alma" e  "acuidade e poesia" e "tão prazeroso quanto ouvir uma boa música". 
O livro é bom? Deve ser, mas não é o que eu esperava. E isto faz uma enorme diferença... 
O livro gira em torno de uma orquestra, um Maestro e seus Concertos Campestres... e daí surge um amor. 
O que não funcionou para mim foi a tal da história de amor, alguns autores têm a capacidade de antecipar o futuro, nos dar vislumbres do passado, de nos transportar para outras dimensões, mas outros não conseguem nem me fazer crer numa reles história de amor.


Título:  Concerto Campestre 
Autor:  Luiz Antonio de Assis Brasil
Editora: L&PM
Pág: 174
Leitura: 26/02 a 05/03/2015
Tema: Ganhadores de prêmios
Data: Natal
Sinopse:  A história de um amor proibido. A Lira Santa Cecília era o maior orgulho do Major. Em meados do século XIX, nas fronteiras vazias do pampa, um poderoso estancieiro mantinha uma orquestra particular. Entre a criadagem, o vigário, parentes e poucos amigos do vilarejo próximo à fazenda, ele ouvia embevecido os músicos executarem delicadas melodias para o seu deleite. 
Neste clima mágico e insólito, levado pela mão do grande romancista, o leitor se envolve numa trama de suspense, na história do romance impossível entre o Maestro – mestiço e sedutor – e a bela Clara Vitória, única filha do estranho Major da Guarda Nacional Antônio Eleutério Fontes.
Narrado com maestria e a suavidade de uma valsa que ecoa pela vastidão deserta do pampa, este Concerto Campestre arrebata o leitor com um enredo fascinante, que envolve violência, paixão, preconceitos e culmina num final emocionante, digno de uma grande história. 
*-* 




sábado, 5 de setembro de 2015

A REVOLUÇÃO DAS MULHERES / A GREVE DO SEXO

Quando vi este livro disponível na biblioteca, fiquei bem satisfeita. Já estava interessada nele há algum tempo, instigada por mais uma micro resenha do Tito, lá no Skoob. Mas, infelizmente a edição que encontrei não me agradou em nada, aliás deixou-me bastante irritada em muitos trechos. 
Esperava uma obra divertida e ao mesmo tempo revolucionária, mas encontrei uma obra adaptada e não sei onde começa Aristófanes e termina Mário da Gama Kury, o tradutor. Diversas passagens irritaram-me demasiadamente. Um excesso de adaptações onde até Lula foi parar na obra de Aristófanes...  num diálogo entre duas mulheres:
''1ª MULHER Mostrando a barba postiça que traz na mão. Veja que barba linda! 
2ª MULHER E a minha? Parece a do Lula"
E tem mais esta pérola, que ainda traz talvez o ranço do preconceito contra o nordestino, não sei:
Muito bem! Muito bem! Fala, baiano!
E mais esta:
“Por Nossa Senhora do Parto”, sua errada! 
Coisas desta ordem na obra me deixaram tão chateada que acabei não aproveitando a leitura como deveria. Embora tenha visto comentários elogiosos justamente a estas "atualizações". Se encontrar no futuro uma tradução diferente ficarei feliz de poder ler algo menos "adaptado". Mas, tem trechos divertidos e ao final a gente já sabe o poder? Corrompe!


Título: A revolução das mulheres / A greve do sexo
Autor: Aristófanes
Editora: Brasiliense (é a mesma tradução da Zahar)
Pág. 94
Leitura: 15/02 a 19/02 
Tema: Livros banidos
  






sábado, 1 de agosto de 2015

NOVAS LENDAS ORIENTAIS

Lembro do encantamento sentido quando li O homem que calculava, por isto quando vi estas Novas lendas orientais, do mesmo autor pensei reviver um pouco daquela magia. 
Infelizmente isto não aconteceu, esperando encontrar seres míticos e/ou lendários nestas curtas narrativas, deparo-me com parábolas nitidamente de cunho ético e moral. Não que tenha algo contra parábolas, eu até gosto bastante delas. Mas, achei meio decepcionante não encontrar nada do que esperava, ainda que alguns dos contos/parábolas fossem bem interessantes. Não há muito o que falar acerca deste livro e por isto acho que encerrarei por aqui.

PS. Não entenda, por Aaamor, que o livro é ruim, só não é o que eu esperava/procurava/precisava.

Sem grifos




Título: Novas Lendas Orientais 
Autor: Malba Tahan
Editoras: Editora Record
Pág: 208
Leitura: 03 a 13/06/2015
Tema: Lendas e Mitologia
Data: Mês do folclore
Sinopse: Novas Lendas Orientais - O professor de matemática Júlio César de Mello e Souza, conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan, apresenta 14 histórias inspiradas no Oriente. Todo o imaginário sobre o mundo árabe - caravanas de beduínos, xeques, princesas e sultões - são trabalhados nestas belas lendas

domingo, 19 de julho de 2015

FELICIDADE

Um dia vi um livro de capa bonitinha nas mãos de um amigo. Quando comentei não conhecia aquele, ele disse: todo mundo deveria ler este aqui.  Curiosa eu? O que você acha? Anos depois, muitos, muitos anos depois eis que me chega às mãos este Felicidade aqui. Encontrado por acaso nas prateleiras da biblioteca. 
Não sei se todo mundo deveria ler, ou se todo mundo iria gostar. Eu diria que é encantador, revelador, instigante. Mas, como tenho um gosto um tanto ou quanto às avessas, tenho certeza que meu comentário não vai ser levado a sério. (rs)

O livro me parece mais com um diário, o diário de um  escritor já maduro (idade mesmo) e que nos apresenta suas reflexões sobre a arte da escrita, as reminiscências que compõem o seu dia a dia.  Em muitos momentos me lembrou do Walden de Thoreau, em outros lembrou-me dos escritos de Mario de Andrade para Fernando Sabino, que me encantaram tanto  e tão recentemente. Olhando, a ficha catalográfica vejo que a editora o classificou como contos, e eu diria que são memórias... mas ela é a editora, então!

Neste Felicidade descubro um pouco mais do Hesse, que seu escrito predileto foi o Peregrinação, e não o Sidarta ou O jogo das contas de vidro como eu poderia imaginar, e que nos conta: 
É o papel  em que um dia se imprimiu um de meus livros prediletos, Peregrinação. O que ainda resta desse livro foi destruído pelas bombas americanas, desde então ele não existe mais, anos a fio comprei a qualquer preço todo exemplar que aparecesse  em algum antiquário, e vê-lo reeditado é hoje um dos poucos desejos que me restam. 
Que se identificava com André Gide 
Naquele tempo, instigado pelo livro de Curtius, surgiu e firmou-se  em mim o amor  por aquele escritor sedutor que tratava seus problemas , tão semelhantes aos meus, de um modo bem diferente (...) Passei a ler tudo que conseguia obter dele, e com o tempo li quase todos os seus livros duas ou três vezes...
e admirava o autor. E um dia recebe, para sua surpresa e alegria,  uma cartinha deste mesmo Gide contando de sua admiração por ele e que o agradou muito particularmente
Depois de longo tempo quero lhe escrever. Essa ideia me atormenta: que um de nós possa deixar esta terra sem que o senhor saiba de minha profunda simpatia por cada um de seus livros que li. Entre todos, Demian e Knulp me fascinaram. Depois aquele delicioso e misterioso Viagem ao Oriente e por fim o Goldmund, que ainda não terminei -  e que saboreio lentamente, temendo terminá-lo muito em breve. Os admiradores que o senhor tem na França (e eu recruto novos incessantemente) talvez ainda não sejam muito numerosos, mas tanto mais ardentes. Nenhum deles mais atento e devotado do que, 
André Gide.
Um livro encantador. E que eu talvez nunca lesse  não houvesse guardado carinhosamente o comentário daquele amigo e não fosse a existência de bibliotecas, afinal o livro é esgotado. 

Gosto particularmente de:

  • Descrição de uma paisagem
  • Horas na escrivaninha
  • Lembranças de André Gide
  • Velhice

Grifos:


Título: Felicidade
Autor: Hermann Hesse
Pág: 157
Editora: Record
Leitura:  12 a 18/07/2015

Sinopse: Um autor refletindo sobre o cotidiano e o ofício de escrever. Este é o Hermann Hesse de 'Felicidade'. Contista, poeta, ensaísta e editor de importantes obras da literatura alemã, Hermann Hesse mostra nas pequenas histórias deste livro - escritas entre 1947 e 1961 - sua casa, os pequenos cômodos, a paisagem de sua janela, as flores, sua gata, o armário com diferentes tipos de papéis que, mais do que insumo para suas obras, eram retratos de seu estado de espírito.

domingo, 21 de junho de 2015

O OLHO DE VIDRO DO MEU AVÔ

Não sou muito dada a correr atrás de livros apenas porque todo mundo está lendo e diz que é bom. Geralmente tendo a lançar um olhar atravessado e pensar cá comigo: tô fora! Preconceito? Talvez...
Mas de vez em quando alguma coisa chama a atenção. E foi assim com Por parte de pai. Quando vi o comentário da Nina no canal do YouTube, não resisti e lá vou eu atrás do livro. A consulta ao site da biblioteca me deixou bastante animada,  eles têm o livro no acervo e está disponível, ansiosa que sou fui logo no dia seguinte pegar o livro por empréstimo . Não encontraram o bendito: mas tem outro do autor aqui, disse a bibliotecária gentil. E foi assim que trouxe para casa um livro com uma capa horrorosa (penso eu), mas de uma escrita com delicadeza indescritível
É um livro triste, melancólico, mas sobretudo belo. Carregado de poesia. 
E eu que nunca me interessei pelo tal Vermelho Amargo, escrito pelo autor, me descubro encantada com escrita de Bartolomeu Carvalho de Queirós. E quem sabe eu não leia o tal Vermelho um dia? Isto depois que conseguir encontrar o Por parte de pai, claro! Afinal era atrás dele que eu estava.

E surpresa boa, o cara é mais premiado do que qualquer outra coisa, então... ele bem que poderia estar entre os ganhadores de prêmios. Mas, vamos deixá-lo representar a nossa língua mãe.


Grifos:
Com apenas meia vista meu avô vigiava seus sete filhos: Maria, Tereza, Júlia, Diva, Afonso, Jafé, e Joaquim. Tinha uma mais pequenininha, que se chamava Santinha, mas vou deixar de lado. Quando minha mãe morreu, a Santa foi morar lá em casa e transformou tudo num inferno.
"A cidade de meu avô se chamava Bom Destino. (...) O mundo deveria se chamar Bom Destino. É um nome bonito para quem está aqui só de passagem. Como somos todos passageiros, a terra toda deveria ser um bom destino. 

Título: O olho de vidro do meu avô
Autor: Bartolomeu Carvalho de Queirós
Pág.: 48
Editora: Moderna
Leitura: 15 a 18/06/2015
Tema: Língua mãe
Data: Dia da língua nacional
Sinopse:  É o homem que ainda guarda o olho de vidro do avô, mas é o menino que percorre com o leitor os caminhos de Bom Destino, cidade pequena e plana, cansada de tanta paz, em que o tempo parece escorrer mansamente. O avô reina misterioso: com o olho direito, via o sol, a luz, o futuro, o meio-dia, e, com o olho esquerdo, via a lua, o escuro, o passado, a meia-noite; o neto fascinado embrenha-se no mistério como quem não vê, que é o jeito de menino ver. O avô usa um olho de vidro. Como isso aconteceu, não se sabe: parece que o olho de vidro não existe se não se fala dele, mas para o menino, curioso e imaginativo, o olho de vidro provocava atração e receio. Aos poucos, o leitor pode recolher aqui e ali fragmentos da história do avô: ele receitava remédios homeopáticos, tinha sete filhos, um outro amor.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

O PINTOR QUE ESCREVIA



Não me pergunte como cheguei a este livro, porque não sei. Quando decidi procurar opções de livros na biblioteca, cheguei a este, mas não lembro o que buscava. 
Será minha primeira leitura de um livro de Letícia Wierzchowski. Da autora tenho na pilha esperando há algum tempo: Sal. Mas, este Pintor me chamou a atenção e vamos a ele. 

A narrativa começa bem fluída e a leitura corre de maneira muito boa. A história começa na década de 1950 e em seguida dá um salto para a década de 1970. Algumas vezes, o tempo histórico não me convencia totalmente. Era como se eu estivesse em um baile à fantasia.  
Embora o livro seja bem curto a partir de determinado ponto a leitura emperrou e não conseguia avançar. Livro errado no momento errado? Não sei.  E cheguei ao final mais como uma forma de me livrar logo do livro que de saber o final da história, uma pena porque começou muito bem. 
Se você já leu me conta como foi a leitura para você.  Mas, se você não leu não desista da história tem resenhas bem positivas no Skoob. Talvez eu não esteja mais acostumada a ler histórias de amor...

PS1: Lembrei. eu encontrei este livro da Letícia enquanto procurava os ganhadores de prêmio.

PS2. Ah! Faltou dizer que a história de amor (possível/impossível/ardente/caliente) não me convenceu.  Aliás, não a história, os motivos da história. Talvez amor não se explique, até se complique, mas...

Grifos:


A minha rinite e a minha alma, Zeca. Uma mulher louca, uma bela mulher e um pintor suicida.  Estamos muito bem, é uma bela combinação. Nem imagino o que aquelas telas podem estar guardando...
Um pintor que escrevia. A tela era sua página.
Por que conto isso agora? Talvez porque, hoje, eu pinte apenas para ter este lenço esticado.
Depois deste céu você quer um Valium?
De outro nicho, sai correndo uma barata, assustada com aquela presença inconveniente e perturbadora.

Título: O pintor que escrevia: amor e pecado
Autora: Letícia Wierzchowski
Editora:  Record
Pág: 144
Leitura: a 13/01  a 20/01/2015
Tema: Casais
Data: Dia dos namorados

Sinopse: Duas pessoas apaixonadas e um pecado que transforma suas vidas são os protagonistas de O Pintor que Escrevia , novo romance de Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres . Em O Pintor que Escrevia , a autora conta a história de Marco Belluci, pintor italiano que se refugiou no Brasil durante a Segunda Guerra e suicidou-se sem explicações. Belluci deixou muitos quadros, que foram encaixotados e assim permaneceram por muito tempo. Vinte e um anos depois da morte de sua morte, um conhecido marchand ao avaliar sua obra, descobre textos escritos atrás de cada tela, que revelam um amor que custa crer que tenha existido.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

CARTAS A UM JOVEM ESCRITOR

Frequentar bibliotecas sempre pode representar gratas  e boas surpresas. Como este livrinho espirituoso,
que encontrei por acaso. 

As cartas do Mário de Andrade ao Fernando Sabino são uma delícia de ler e logo no começo penso que é o tipo de livro que pede um lápis e um bom marca-texto para os muitos grifos e apontamentos, que gostaria de fazer. Mas, sou uma pessoa responsável e oxalá devolverei  o livro tal e qual me entregaram. Mas não me furtarei a ideia de adquirir o meu para leituras e releituras futuras. 

O livro é esgotado e me faz pensar sobre quem hoje em dia, senta-se para escrever e ler cartas, de três, quatro páginas. Não tenho tempo, muitos dirão. Todos muito ocupados. Os emails devem ter três palavras e se possível ser esquecidos, quem tem tempo de responder? O negócio é encaminhar toda a tralha que chega na caixa postal e assim meu amigo vai ver que não esqueço dele. (ahn? como assim? eu me pergunto, mas é o que geralmente acontece). Uma pena... e então já que não recebo mais cartas, leio com prazer estas aqui, escritas pelo Mário para o Sabino que são  espirituosas e dão conselhos, bons conselhos. E é como ele mesmo diz um animador que muitas vezes desanima. 

RECOMENDADÍSSIMO! 

Grifos:


não esqueça nunca que a língua é que faz a gramática e não a gramática que faz a língua.  [e no Brasil contemporâneo gramática se faz é com lei!]
Você me pede que lhe aconselhe algumas leituras... Isso é difícil como o diabo, mé'irmão. Não sei bem o que já leu... Bem você já leu Catherine Mansfield? Já leu Rilke? Como atualização do seu ser artístico você precisa ler bastante esses dois.
Ler os brasileiros... Meu Deus! aqui também entra a noção de dignidade do indivíduo, Me parece um pouco canalha a gente conhecer Anatole France e não ter lido as Carta Chilenas.
E, já falei, creio, você precisa muito de ler Machado de Assis, mas ler com reler, roubando ele, plagiando ele, não no estilo nem no espírito mas na delicadeza de sentimento. 
As leituras imprescindíveis não podem ser "devoradas".

Título: Cartas a um jovem escritor
Autor: Mário de Andrade
Pág: 226
Editora: Record
Leitura: 28/01 a 
Tema: Língua-mãe
Data comemorativa: dia da Língua Nacional (21 de maio)

Sinopse: Para um jovem escritor mineiro de Belo Horizonte, significava verdadeira consagração receber em 1942 uma carta nestes termos de ninguém menos que Mário de Andrade, monstro sagrado como Papa do Modernismo. Suas palavras constituíram extraordinário impacto para Fernando Sabino, então apenas com 18 anos de idade. E os contos do seu primeiro livro a que elas se referiam, Os grilos não cantam mais , vinham sendo concebidos desde os quatorze anos. Com o entusiasmo de sua juventude, Fernando Sabino respondeu emocionadamente, nascendo daí entre os dois, apesar da diferença de idade, uma amizade através de intensa correspondência que durou até a morte do grande escritor paulista em 1945. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A PROFISSÃO DA SENHORA WARREN


Para descobrir um autor ganhador de prêmio eu fiz o que qualquer um faria, muni-me de alguns livros como o Todos os Ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura (Ludenbergue Goes), do 1001 livros (Peter Boxal), e do 500 livros que merecem ser lidos e fui à luta.  Daí surgiram vários livros, que investiguei um pouco no Skoob, e depois parti para as bibliotecas para ver o que eu poderia encontrar (lembram? a minha lista já estava pronta, com livros da pilha, esta é a lista do projeto Biblioteca).Dentre as possibilidades encontrei,  por exemplo: Toni Morrison (Nobel de Literatura); a Letícia Wierzchowiski (Jabuti)  Herman Hesse (Nobel)  Fernando Sabino (Jabuti e Prêmio Machado de Assis) e este do Bernard Shaw  que ganhou o Nobel de Literatura em 1925. Mas, ele é também um livro sobre enganação, então vamos ver se pega na mentira ou ganha prêmio.
De cara lhes digo que há boas perspectivas de encontrar por aqui uma bela do uma comédia de costumes. 0/
E é fininho para ler duma sentada... ;)
E é divertido, e dá vontade de ler outras coisas do autor. 
E não é nada como eu pensava, e é uma grata surpresa. 
E aviso aos navegantes: é teatro. 

Grifos


Faz parte das boas maneiras ficar envergonhada. Isso é esperado de uma mulher. Elas devem aparentar mais do que sentem na realidade. (?)
As pessoas sempre culpam as circunstâncias pelo que são. Eu não acredito em circunstância.
Mas, certamente um rapaz inteligente e brilhante como você pode conseguir dinheiro por seus próprios meios.
Sim, é melhor escolher o próprio caminho e segui-lo até o fim.


Título: A profissão da senhora Warren  
Autora: George Bernard Shaw
Editora:  Abril
Pág: 143
Leitura: a 13/01

Tema: Pega na mentira 
Data: 1º de abril
Sinopse: Em A profissão da Senhora Warren, a protagonista, uma mulher rica, dá a sua única filha uma educação elitista, até que ela se forme na aristocrática Cambridge. Mas uma revelação vem perturbar a tranqüilidade burguesa na qual vive sua família: a origem de sua riqueza e ascensão social. 


domingo, 1 de março de 2015

BAGAGEM


Quando nasci um anjo esbelto, 
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira. 

Assim começa este livro de poemas... 
"Acho" que nunca li Adélia Prado e não me pergunte porque a escolhi para compor minhas leituras para o Desafio do mês de março, o mês da mulheres, porque eu acho que  não sei. Primeiro eu absolutamente  não sou a melhor leitora de poesia que existe, aliás eu nem sou leitora de poesia. Então,  por que?  Lembro que pensei em escolher escritos/escritoras que tivessem um olhar/falar feminino  ou sobre o feminino. E a figura de Adélia sempre me remete a isto, então talvez este seja o motivo. Talvez alguém pense que seja porque poesia se lê rapidamente, não para mim!

Trouxe Bagagem e O pirotécnico Zacarias quando fui devolver o Knulp. 
Começo a ler os poemas planejando ler um pouco a cada dia, dizem que poemas não se deve ler de uma sentada, mas um poema puxa outro e mais outro e quando dou por mim já ando a meio. E depois tudo se repete, e o livro acaba. Gosto dos poemas, mas não me sinto particularmente tocada como deveria ser quando se lê poesia, afinal poesia é escrita para/pela alma;  necessita de musicalidade, e minhas escassas leituras poéticas carecem de. 

E provavelmente quando eu publicar este post, já devo ter esquecido quase tudo que li. Deprimente! :(

A Adélia ganhou o Jabuti em 1978. 

Gosto particularmente:
IMPRESSIONISTA
Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante
Por muito tempo moramos numa casa.como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo.

Título: Bagagem 
Autora: Adélia Prado 
Editora: Record 
Pág: 143
Leitura: 08/01 a 11/01/2015
Tema: Escritoras  (livro escrito por mulher) 
Data: 08 de março (internacional da mulher)
Sinopse: O livro Bagagem, foi a primeira publicação de Adélia Prado, de 1976, por indicação de Carlos Drummond de Andrade. Declaração da autora sobre a obra: "Meu primeiro livro foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento”. Os poemas mostram sua profunda religiosidade e o amor pelas coisas simples da natureza.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O PIROTÉCNICO ZACARIAS

Depois de trazer para casa Bichos, de Miguel Torga, que não rolou. Resolvi investigar um pouco melhor minhas possibilidades de leitura. E analisando minha lista de desejados na Estante Virtual me aparece este Pirotécnico. Mas, do que mesmo ele trata? Não lembrava mais, as investigações dão conta de que é uma fantasia surrealista. Não faço a mínima ideia do que seja, mas vá lá é fantasia e é disto que eu preciso. 
E lá vou eu pesquisar no site da biblioteca,  e sim eles têm o livro, e sim está disponível. Vamos devolver os tais Bichos do Torga, e trazer o Pirotécnico. Primeira dificuldade, a leitora que estava lá achou que o livro ia não render. Por outro lado, estava muito velho, caindo aos pedaços. Melhor trazer o Pássaro de prata, de Joyce Petschek. Que depois que vi a capa e dos trechos que ela leu para mim fiquei bem tentada. Mas, alguma coisa me dizia   para que eu trouxesse o livro do Murilo Rubião (intuição? pode ser). E foi o que fiz depois de anotar a indicação recebida. 
Bem O pirotécnico está bem velhinho (1)  e está bem pior do que o Knulp, mas eu sou brasileira sim. Trouxe o livrinho pra casa. Higienização feita, vamos à leitura. O primeiro conto é exatamente o que dá título ao livro. E ao terminar de ler acho que vou concordar com a resenha da Katrina lá no Skoob: "Resumindo: Murilo Rubião é um mineiro muito doido que criou um mundo a parte e tacou os personagens dele ali, ao Deus dará. Não tão abandonados, claro. Colocou um pouquinho de faz de conta, um pouco da realidade brasileira quase fantástica de tão absurda.
É quase um Cortázar tupiniquim."

Uma coisa que aconteceu comigo durante a leitura foi não conseguir passar de um conto a outro de imediato. Precisava de pausas, era como se tivesse que mudar de cenário, tal qual o entre atos de uma peça. 

Todos os contos são bem bons, mas Bárbara foi o que mais gostei, e depois O ex-mágico da Taberna Minhota.

(1) Fico tentada a repor o livro para a biblioteca.

Grifo:

Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me uma nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era suicidar-se aos poucos.



Título: O pirotécnico Zacarias
Autor: Murilo Rubião
Editora: Ática 
Pág: 64
Leitura: 08/01 a 10/01/2015
Tema: Fantasia
Data: Carnaval

Sinopse: O fantástico, como tudo, se rotiniza. Mas, sem ele, como inventar? Como, sem romper o ramerrão com a modificação inesperada, fazer fluir a fábula? A arte do mágico parece ser a de esconjurar a esterilidade sem sentido do mundo e propiciar a germinação do conto. O seu discurso, em que o desejo parece ter livre passagem, vencidos os obstáculos pelas modificações fantásticas, realiza uma trajetória abstrata e desligada das obrigações de verossimilhança realista. Próximo do mito, a sua transformação constante instaura o reino insólito onde tudo pode acontecer, mesmo as coisas mais absurdas."

sábado, 10 de janeiro de 2015

KNULP

A primeira vez que ouvi falar de Knulp foi num vídeo da Ana Karina, para o mês da leitura mágica. E fiquei bastante curiosa na época, mas não fiz nenhum movimento para conseguir o livro. Lembrei dele este comecinho de ano, pois há muito venho pensando em como seria ler alguma outra coisa do Hemann Hesse, faz séculos que li Sidarta e nem sei dizer o que achei quando o li. 
Então resolvo que este, junto com aquele Homem de olhos dançantes poderiam marcar meu desafio no mês de janeiro, e se descubro que O homem de olhos dançantes, poderia ficar para o mês dos casais, agora descubro que este pode ficar lá para dezembro, o mês dos premiados. Hesse foi brindado com o Nobel de Literatura e com prêmio Goethe.  Ou talvez para abril, afinal o Knulp é um belo do embusteiro? (parece!...)
E agora? 
O outro grande problema durante a leitura foram os ácaros, mofo, etc. Atacou legal a rinite, com dores no corpo, coriza, e seja lá o que mais ataca junto. Para sanar o problema apelei para aquelas máscaras cirúrgicas, ajudou, mas não resolveu. Foi então que munida de máscara e luva fiz uma faxina geral no livro. Higienizei a capa, depois passei um Perfex seco em cada página. Deixei descansar algum tempo em local arejado e seco,  e...  A leitura ficou mais confortável. Quando comentei com Bel, minha colega de trabalho, o que tinha acontecido, ela quis saber que livro era este que compensava tanto esforço, e eu disse a ela: é um HESSE!  Simples assim!

Este livro, assim como O Homem de olhos dançantes,  foi emprestado  desta biblioteca aqui:




Grifos:



Será que não preferes descer pela escada, em vez de pulares a janela?
Aprende-se de tudo, quando se viaja.
Mas, não era seu hábito meter-se em assuntos alheios, e não sentia necessidade de tornar os seres humanos melhores ou mais sábios.
Os pensamentos e opiniões não têm valor; não se age como se pensa; ao contrário, dá-se cada passo sem refletir, mas como manda o coração. 
A gente se apega aos hábitos quando vai ficando mais velho.

Título: Knulp 
Autora: Hemann Hesse 
Editora: Record 
Leitura: 03/01/2015
Pág: 130 
Leitura: 03/01/2015 a 08/01/2015
Tema: Novinho em folha (o último livro que você 
comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)
Data: Ano novo
Sinopse: Knulp narra três momentos da vida de Karl Eberhard Knulp, um homem alegre e conversador que, nas suas caminhadas por uma Alemanha rural, quase desconhecida, vive a transição para a vida adulta. Knulp é um poeta popular, um aprendiz que nunca chegou a estabelecer-se para exercer pacata e ordeiramente a profissão.
Após o longo tempo em que se mantém à margem da chamada «vida normal», sempre em busca do sentido da amizade, do amor e da sua própria existência, é-lhe possibilitada uma compreensão mais íntima da natureza e do essencial, quando então contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si.
Knulp é uma narrativa que consiste em três histórias da vida de Karl Eberhard Knulp. Na primeira delas, Knulp é-nos apresentado como um sujeito alegre e conversador, que interrompe as suas eternas caminhadas hospedando-se na casa de um antigo companheiro de viagem.
Na segunda parte apresentam-se as recordações de um amigo de Knulp, as conversas entre ambos sobre o sentido da vida, sobre as virtudes do sedentarismo e da vida em eterno movimento, sobre a amizade e o amor. A última história apresenta o fim de Knulp, o regresso à terra natal, fisicamente já bastante debilitado por muitos anos de vagabundagem. Contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O HOMEM DE OLHOS DANÇANTES

Quando comecei a preparar a minha listinha para o Desafio Literário de 2015 me deparei com dois temas que dificilmente iria encontrar alguma coisa nas prateleiras aqui de casa: 
- Outubro: Terror
- Novembro: Finados (personagens que têm que lidar com a morte – já ocorrida ou iminente). 
Passo longe disso aí. :(
Então o jeito seria  apelar para as bibliotecas, e foi o que fiz, entrei no site de uma delas e comecei a fuçar. Mas, vamos jogar limpo por aqui, eu não tinha/tenho a menor vontade de ler nenhum dos dois temas. Mas, como Deus é pai e protege os inocentes, e eu sou inocente, claro! Encontrei algumas possibilidades, como por exemplo o livro do Saramago, As intermitências da morte, que dizem que chega a ser divertido. Coisa que duvido, mas vá lá. 
Mas, foi dessa busca que veio a ideia de tentar ver o quanto poderia cumprir do Desafio lendo apenas livros emprestados da (s) Biblioteca (s). Não fosse isto talvez este delicioso Homem de olhos dançantes, da Sophie Dahal jamais viesse parar por  aqui. A ideia original era incluí-lo no tema proposto para janeiro: Novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado). Mas, eis que me deparo com o primeiro problema: O homem dos olhos dançantes é um livro sobre uma doce história de  amor, e agora? O livro entra para janeiro ou fica para junho quando precisarei de um livro com casais? 
O livro é leve, rápido, fluído, doce e muito, muito poético. Cita Byron, Eliot, Dylan, Ella Fitzgerald, tudo isto para embalar o amor de Pierre e do homem de olhos dançantes. E tem umas ilustrações  bem interessantes. Se o livro fosse meu estaria cheio de marcações.
Uma delícia de livro, talvez acabe comprando um pra mim. E a ideia definitivamente não era esta.

PS. Seguindo a ideia original, manterei este belo Homem de olhos dançantes nas leituras de Janeiro.



Título: O homem de olhos dançantes
Autora: Sophie Dahal  [neta de Roald Dahal, segundo a Wikipedia]
Ilustrações: Anne Morris
Tradução: Adriana Falcão
Editora: José Olympio
Leitura: 03/01/2015
Livro não paginado. 
Tema: Novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)
Data: Ano novo Sinopse:  Era uma vez uma menina chamada Pierre, que se apaixonou pelo homem de olhos dançantes. Eles se amaram, brigaram, voltaram e foram felizes para sempre. Este conto de fadas dos sonhos de muitos enamorados ainda acontece. Bom, pelo menos nos livros!
Pierre é a protagonista desta doce história de amor. Foi numa festa à fantasia que ela conheceu os olhos do seu destino - o homem dos olhos dançantes. Infelizmente, no meio do romance glorioso, ele comete uma imprudência e Pierre foge para Nova York. Mas esquecer seu amor se mostra muito mais difícil do que ela imaginava...
Mágico, emocionante e charmoso, o livro de estréia de Sophie Dahl é um romance à moda antiga para um mundo moderno.