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sábado, 17 de fevereiro de 2018

UM PROJETO DE LEITURA

Quem me conhece sabe que não resisto a programas que falem livros e leitura. E foi assim que começou um projeto pessoal que já faz algum tempo está por aqui. O projeto #literaturaecorrupcao começou a partir das indicações do programa Direito e Literatura sobre Corrupção ( https://youtu.be/Q2oRuez4mis ) na época li dois dos livros sugeridos no programa, ambos da biblioteca. Foram eles:

📚A queda, de Albert Camus
📚 Um inimigo do povo, de Ibsen
O propósito era refletir sobre o que nos acontece, como acontece e quiçá porque acontece.
Também li:
📚 A carteira do meu tio, de Joaquim Manuel de Macedo (um livro divertido sobre os políticos e as mazelas brasileiras)
📚 Vila dos Confis, de Mario Palmério (sobre políticos e eleições)
📚 Sabe com quem está falando, de Luiz Ruffato (um livro de contos magnificamente escolhidos, alguns extremamente divertidos).
📚 O bem amado, de Dias Gomes (uma caricatura maravilhosa sobre políticos)
Como leitura em andamento:
📚 Robin Hood, de Alexandre Dumas (que ao que parece é sobre redistribuição de renda, que aqui parece que se faz às avessas).


Por ler:
📚A todo transe, de Emmanuel Guimarães (livro que descobri ano passado durante a leitura de Superestimados e esquecidos de Rodrigo Gurgel)
📚 Memórias de um sobrinho do meu tio, de Manuel Joaquim de Almeida (ao que parece é continuação do A carteira domeu tio)
Política e Escravidão, contos de Machado de Assis, organizado por João Cezar de Castro Rocha (livro que descobri em dos vídeos da Tainá do canal @diasradiantes)


Há alguns teóricos por aqui:
📚 Representantes de quem? - Os (des)caminhos do seu voto da urna à Câmara dos Deputados, de Jairo Nicolau
‎(livro que vi no portal da editora)
📚 Suécia: um país sem excelências, de Cláudia Wallin (dica da @luziademariarr)


Releituras possíveis:
📚 A economia das fraudes inocentes, de John Kenneth Galbraith
📚 Conta de mentiroso, de Roberto Damatta
📚O que faz o Brasil, Brasil, de Roberto Damatta
📚 O jeitinho brasileiro, de Livia Barbosa


E esse lero todo é para dizer que eu estou procurando sugestões de leitura sobre o tema. Você tem alguma?
Coloque aqui nos comentários, marque ou mande por mensagem. Eu ficarei imensamente grata. 😊🙏


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O NOSSO JUIZ


Tempos atrás descobri na TV alguns programas sobre livros e literatura, o primeiro foi o Leituras da  TV Senado que ao que parece infelizmente não é mais veiculado.  Depois descobri o Iluminuras da TV Justiça  que me apresentou diversos livros muito interessantes. O advogado Frederico, Viégas, por exemplo,  me levou a ler toda a série d'O pequeno Nicolau. Como não ser grata a quem fez a mim e a minha família (e mesmo alguns amigos) dar tantas e tão boas gargalhadas?
Já a Juíza Elisabeth Amarantes me levou a ler o Solstício de Inverno, uma leitura pra lá de reconfortante.  

Mas o programa mudou de formato e perdi um pouco interesse pelo mesmo, foi quando descobri o Direito & Literatura.  Que apesar de mostrar a literatura a luz do direito, pode ser perfeitamente compreendido por qualquer pessoa, inclusive pela pessoa que vos escreve.

Não faço ideia de porque me interessei por O nosso juiz, ao rever o programa penso que deveria ser justamente o contrário, afinal os apresentadores não foram nem um pouco simpáticos a ele. Mas o que importa é que dei um crédito e uma oportunidade ao livro e não me arrependi, pois foi uma leitura muito divertida e prazerosa, senti um clima retrô em toda  a leitura que muito me agradou, embora o livro tivesse incomodado àqueles que me apresentaram ao mesmo, pena. Acho que mexeu com os brios,   eles não entenderam a coisa toda como uma divertida brincadeira. (será)


Grifos
Mesmo em São João prefeitos precisam de uma quantidade mínima de bom senso político; sabem dos riscos e os evitam, beijam crianças, prometem abertura de estradas e postos de luz, prometem postos de saúde e escolas; a memória do povo ao contrário da maioria das dos mandantes, é curta, e as eleições são espaçadas justamente por isso, é o que sempre pensei. 
Se juntaram a nós aos poucos e de forma casual o bastante para parecer mesmo casual. São João, a Desimportante, se transformava diante dos meus olhos em São João, a Dissimulada.
Politicamente, o mundo do Dr Linhares também era muito simples. Eleições e missas, pensava ele; um pouco de umas e um pouco das outras, e todos seguiam felizes, com as promessas de sempre.
Penso em como fomos invadidos pela televisão de uma forma tão suave e rápida, que nem ao menos conseguimos perceber ou resistir. 
(spoiler?) Quando lhe falei que São João não precisava de um juiz, Antonio, eu estava errado. Disso nós já sabemos. Mas quando resolveu que desejava um juiz, o povo daqui também estava errado, e agora eles sabem disso. Todos aprendemos alguma coisa, não é mesmo? 

Título:  O nosso juíz 
Autor:   Marcelo Carneiro da Cunha
Editora:  Record/Altaya
Pág: 222
Leitura:  10 a 15/09/2016
Tema: Autor brasileiro
Sinopse: São João da Serra, uma cidadezinha da serra gaúcha, está mobilizada para a guerra. O ano é o distante 1962, e o motivo é a cidade vizinha, que foi premiada com um juiz, enquanto São João, como sempre, não ganha coisa alguma. Ao narrar a história da luta de São João por um juiz e por uma modernidade que a cidade não entende ou necessita, O Nosso Juiz nos leva de volta a um tempo em que a realidade que temos hoje não era sequer sonhada. Um tempo e uma vida de um Brasil de antes, que você vai querer relembrar, ou conhecer.

domingo, 18 de outubro de 2015

UM INIMIGO DO POVO

Há algum tempo descobri alguns programas televisivos sobre livros e leitura, o primeiro deles foi o Leituras da TV Senado, gostava muito de acompanhá-lo, mas confesso que nunca li um livro sequer citado no programa. :(

Depois descobri o Iluminuras da TV Justiça e que alegria ver e ouvir outras pessoas mostrando sua biblioteca e falando sobre seu amor aos livros. Por causa do programa que no antigo formato tinha um autor, geralmente de um livro da área de direito (confesso que quase nunca assistia a esta parte), e a segunda que como falei  trazia um convidado que mostrava sua biblioteca pessoal e mostrava seus livros favoritos, eu adorava  e foi aí que descobri a fantástica série  d'O pequeno Nicolau, de Sempé & Gosciny, e li As Catilinárias, de Amélie Nothomb, que não funcionou muito bem comigo e li também o Solstício de Inverno, que foi usado no Desafio Literário de 2015, no tema Estações do Ano. 

Em seguida descobri o Globo News Literatura que me fez conhecer o Arroz de Palma, de Francisco Azevedo  confesso que não gosto muito deste (do programa e não do livro, o livro eu amei), acho por demais publicitário, aliás como tudo na Globo. Aliás, todo mundo sabe que qualquer coisa em TV tem que pagar para aparecer, mesmo livros. 

E tem ainda o Direito & Literatura, que é o que mais acompanho, que já me fez ler Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol; Os ratos, de Dyonélio Machado; e alguns outros. A esta altura você deve estar se perguntando porque toda esta conversa sobre programas de TV se afinal o negócio aqui  é falar sobre livros.

Pois então, foi justamente num programa Direito & Literatura cujo tema era corrupção, que eu descobri este maravilhoso Um inimigo do povo, de Ibsen. No programa foram citados três livros, anotei dois e no dia seguinte lá estava eu  na biblioteca em busca do livro de Ibsen. O outro que anotei e já li foi A queda, de Albert Camus. 

Neste Um inimigo do povo Ibsen nos mostra como funciona os bastidores da política e a que interesses (por vezes escusos) estão servindo os ilustres políticos daquelas e de outras plagas, daqueles e de todos os tempos. Com uma narrativa deliciosa, o autor nos conduz página a página, cena a cena (é uma peça) como é difícil se manter íntegro em meio àqueles tais e tantos interesses escusos. Em tempos de Lavajato a cada página lida eu me perguntava é mesmo século XIX? Credo! Nada mudou, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. 

Fazia tempo que um livro não me mantinha acordada para saber o que viria a seguir. E achei interessante esta ideia de ler livros enfocando um único tema, tanto que a minha próxima tentativa será de ler alguns dos citados no programa sobre Tolerância, quiçá dê certo! ;-) 


  
Título: Um inimigo do povo
Autor: Henrik Ibsen
Editora: L&PM 
Pág.  176
Leitura: 26/09 a 01/10/2015
Tema: Corrupção
Sinopse: Esta peça é uma obra-prima sobre as contradições humanas e a falência do indivíduo diante da unanimidade. Mesmo diante da vontade de praticar o bem comum, o Dr. Stockmann entra em choque com os interesses mesquinhos da cidade. Vítima da maioria e da unanimidade, o homem que queria salvar a cidade torna-se o inimigo do povo. Estas ideias de Ibsen aproximavam-se muito das ideias anarquistas
que tinham amplo apoio de importantes segmentos intelectuais e políticos da sociedade da época. A peça é uma impiedosa crítica às elites, aos governos, aos partidos e ao pensamento único.