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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A SOCIEDADE LITERÁRIA E A TORTA DE CASCA DE BATATA

Já falei aqui do documentário sobre Camus, que assisti no  canal Art1, e que tanto me impressionou. Lembro de ficar encantada com os leitores entrevistados, gente comum falava sobre Camus:  um padeiro, um carteiro, um policial,  e não apenas literatos, especialistas e coisas do gênero. Não havia ali teses acadêmicas ou críticas literárias, havia simplesmente gente comum (o leitor comum, parafraseando a Viriginia Woolf). Ontem enquanto assistia a entrevista de Dinho*, o autor de Rio em Shamas, ele dizia que no nosso país enquanto os filhos de pais de uma classe mais privilegiada está lendo um livro, o filho do pobre está empurrando carrinho de mão, porque ele é preparado para trabalhos braçais. Nada contra o trabalhador braçal, mas é triste ver que até este pequeno prazer (o da leitura) lhes é negado. 

Mas deixemos o Camus de lado e vamos ao que interessa. O livro A sociedade literária e a torta de casca de batatas é um romance epistolar com uma narrativa simples, que provavelmente encanta os amantes dos livros e da leitura. As carta trocadas principalmente por Juliet Ashton e Dawsey Adams falam de gente e livros, gente comum diga-se de passagem, tipo aqueles apaixonados por Camus. E é isso, também, que torna A sociedade literária e a torta de casca de batatas tão encantador para mim. 

Confesso que a primeira leitura não foi tão prazerosa quanto esta, se antes aqui e ali a leitura emperrou muitas vezes, o mesmo não aconteceu desta vez. Consegui perceber o que havia me incomodado anteriormente, mas desta vez estava menos crítica e mais receptiva ao texto e à narrativa. Foi um tempo deveras interessante. 

A releitura foi logo após a leitura de Quatro cartas de amor, o que me fez permanecer na Ilha de Guernsey por mais tempo. 

http://pt.allexciting.com/food-festival-guernsey/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guernsey




Título: A sociedade literária e torta de casca de batatas
Autor:  Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Editora:  Rocco
Pág: 304
Leitura:  11 a 23/10/016
Sinopse: 'A sociedade literária e a torta de casca de batata' é um romance epistolar, encenado nas longínquas ilhas Guernsey, no Canal da Mancha, após a Segunda Guerra Mundial. Escrito pela bibliotecária e livreira que estreou na literatura com mais de 70 anos, Mary Ann Shafer,  com apoio da sobrinha, Annie Barrows, o livro é uma celebração da vida através da literatura.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O QUEIJO E OS VERMES

Ainda lembro de quando ouvi falar de O queijo e os vermes pela primeira, foi lá no início dos ditos anos 2000 quando fui aluna da professora Elisete num curso de Filosofia. Ela estava empolgada com o livro e falava constantemente sobre o moleiro Menocchio.
E, claro, eu fiquei muito, mas muito curiosa mesmo. 

Mas o bendito do livro estava esgotado, não encontrava em lugar nenhum. Até que encontrei, por acaso,  um exemplar perdido num sebo,  um tanto velho e desgastado é verdade, mas eu queria tanto ler/ter o livro e se o que tinha era isto, era isto que ia ser. 


Os livros que me foram indicados por professores que eu admiro/admirava sempre me encantaram. Não qualquer livro, mas aqueles que faziam parte da galeria afetiva deles, os seus favoritos. Lembro de em menina ficar depois da aula sentada junto à mesa de "Seu" Valter o nosso professor de Literatura, com as mãos no queixo ouvindo embevecida ele falar sobre os livros que gostava. Sempre que penso em Iaiá Garcia lembro dele. Meus colegas achavam um horror perder tempo ouvindo "um velho". Mas eu adorava.

E com O queijo e os vermes, de Carlo Ginzburg,  é mais ou menos assim. Não posso pensar nele sem lembrar da professora que me indicou. E a história de Menocchio me encantou do mesmo jeito que a encantou. 

Grifos:
Vejamos como esses livros chegaram às mãos de Menocchio. 
O fato de que mais da metade dos livros citados por Menocchio tivessem sido emprestados deve ser levado em conta... 
Junto ao raciocínio estavam os livros.

Título:  O Queijo e os Vermes
Autor:   Carlo Ginzburg
Editora:  Companhia das Letras
Pág: 256
Leitura:  06.07 a 25.08.2016
Tema: Itália 
Sinopse: Um obscuro herege do século XVI é resgatado do esquecimento por Carlo Ginzburg em 'O queijo e os vermes'. A partir daí nasce não uma dissertação acadêmica, mas uma das mais apaixonantes histórias sobre a Inquisição e sobre a cultura popular e erudita da época, por meio da vida de Menocchio, o moleiro, e sua espantosa cosmogonia: "[...] tudo era um caos, isto é, terra, ar, fogo e água juntos, e de todo aquele volume se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos...".



terça-feira, 12 de abril de 2016

A BIBLIOTECA MÁGICA DE BIBBI BOKKEN

Estava numa maré de baixa nas leituras, nada estava emplacando muito bem. Aliás a melhor leitura por aqui era Como os mercados quebram, de John Cassidy, por aí você pode imaginar que as coisas por aqui não andavam assim muito animadas. Foi aí que veio o convite da Dani do Canal Bibliotecária Leitora para uma leitura compartilhada, que eu aceitei na hora, e o livro escolhido foi este aqui. 

Começamos a leitura/releitura no dia seguinte. Leitura essa que me pegou logo de cara,  a ideia original de ler dez páginas ou um capítulo por dia não funcionou, porque quando me dava conta já havia lido vinte ou trinta páginas brincando. E é tão bom quando um livro nos pega desse jeito, não é? 

Este livro não é apenas um "livro sobre livros" é também uma homenagem às bibliotecas e seus escudeiros, os bibliotecários e bibliotecárias, que passam a vida cuidar daqueles objetos que tanto amamos e nos indicar possíveis viagens pelo mundo da leitura.

E eu que pensei ter me encantado com o livro desde sempre descubro que dei apenas três estrelas na primeira leitura (ou seja achei o livro assim, assim), e não faço ideia de quando o li pela primeira vez, creio ter uns quatro ou cinco anos, talvez um pouco mais. 

Mas desta vez ganhou mais uma estrela. E posso dizer que e percurso foi um misto de informação, deleite e diversão. Me diverti muito durante todo o caminho, com direito a algumas gargalhadas. Me pergunto como terá sido a primeira vez...

Grifo:
- Acho que você tem olhos na nuca.
Ela deu um sorriso muito expressivo.
- Quem lê muitos livros acaba criando olhos em lugares estranhos. 

Título:  A biblioteca mágica de Bibbi Bokken 
Autor:   Jostein Gaarder e Klaus Hagerup
Editora:  Companhia das Letras
Pág: 180
Leitura: 02 a 10/04/2016
Tema: Livros sobre livros
Sinopse: Nils tem doze anos e acaba de voltar das férias escolares de verão, passadas em companhia de sua prima Berit, na cidade de Fjærland, interior da Noruega. Para não deixar de se falar, os dois decidem escrever um diário e remetê-lo de uma cidade a outra pelo correio.
Já de início, porém, parece haver algo de misterioso no diário de Nils e Berit. Ao comprá-lo numa livraria, Nils conhece uma mulher estranha, alguém que ele e Berit haviam visto de passagem durante as férias. A mulher faz questão de ajudar Nils a comprar o diário - uma esquisitice que ele não deixa de contar à prima já em sua primeira "carta".
Em Fjærland, Berit se põe a segui-la. Diante da casa da mulher, Berit "furta" um pequeno envelope da caixa de correio. Dentro, encontra uma carta vinda da Itália, endereçada a uma certa Bibbi, que menciona um sebo em Roma. O estabelecimento guardaria não apenas livros raros, mas também livros ainda não escritos. E um desses livros se refere a uma certa "biblioteca mágica".
Toda essa história Berit conta a Nils em sua primeira carta. A aventura mal começou, mas o leitor já se vê mergulhado num grande mistério. Quem é Bibbi e que biblioteca mágica é essa? É um caso para os pequenos detetives Nils e Berit investigarem a fundo - e tudo aquilo de que o leitor precisa para se divertir pelas páginas restantes. Em A biblioteca mágica de Bibbi Bokken, o grande herói é o livro e sua história, numa trama cheia de suspense e aventura.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

MISTÉRIO DE NATAL

Quando comecei a pensar em fazer umas leituras para o Natal revi um vídeo da Gláucia no canal  Estante Indiscreta sobre o livro Mistério de Natal, de Jostein Gaarder. A proposta do livro é um capítulo por dia a partir de primeiro de dezembro. E então eu pensei, e por que não?  E aí eu e a Daniela do Bibliotecária Leitora nos propomos a fazer a (re)leitura conjunta do livro do Gaarder. 
Uma leitura deveras prazerosa, ainda que sofrida. Não é fácil, fechar o livro depois de ler um capítulo (diga-se de passagem curtíssimo)  e esperar o dia seguinte quando tudo o que se quer é devorar o livro na primeira ou segunda sentada. 

Devo ter lido o livro há uns três ou quatro anos, não sei bem, pois o histórico sumiu do Skoob, assim como o livro sumiu da Estante de Livros Lidos. :(
O que me faz pensar, que já devia ter aprendido que não dá para confiar em redes sociais, tantas já morreram, já mudaram, etc, etc. Mas sou crédula ou imprevidente e continuo a deixar que outros guardem a memória de meus bons momentos, no caso leituras.

Mas não estamos aqui para falar disto, e sim da experiência de leitura de Mistério de Natal. Nunca participei de um Advento, mas esta experiência me fez sentir como se o fizesse, pois a leitura/releitura diária levou-me a um sentimento de preparação para o dia de Natal. 
Minha escolha foi por uma leitura noturna, de um modo geral antes de dormir. Com capítulos curtos foi  possível rever e reler trechos mais significativos, às vezes capítulos inteiros. 

Foi uma experiência enriquecedora: exercício de paciência, persistência e de espera. 
Convido você a ler o livro (em qualquer tempo), e quem sabe a participar comigo de uma leitura/releitura conjunta em 2016. Vamos? 

Grifos (muitos):
Para ler a história inteira eram necessários vinte e quatro dias, já que a história estava dividida em vinte quatro pequenos capítulos. Um para cada dia
O pai fez cara de quem tinha recebido a visita de um anjo em plena luz do dia. E tinha mesmo, só que, em vez de vir pessoalmente, o anjo enviara um senhor de cabelos brancos, dono de uma livraria
P.S. Prêmio FNLIJ 1998, categoria Tradução/Criança.






Título:  Mistério de Natal
Autor:  Jostein Gaarder
Editora: Cia das Letras
Pág: 256
Leitura: 01 a 24/12/2015
Tema: Natal
Sinopse: Durante os 24 dias anteriores à noite de Natal, o menino Joaquim acompanha um grupo de peregrinos que voltam no tempo para chegar a Belém, onde vão homenagear um recém-nascido. Uma fábula sobre a tolerância, na qual o autor de O mundo de Sofia traça um roteiro histórico do cristianismo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A VÉSPERA DE NATAL

Em outubro quando o tema para o Desafio Literário era terror, que eu não gosto nada, aproveitei que no Brasil  o mês era dos pequenos e resolvi ler Pinóquio. Desde então que sempre que posso eu leio/releio livros infantojuvenis aos domingos. 
E como nos últimos dias tenho me dedicado  à leitura/releitura de livros com histórias natalinas, em um dia qualquer do mês de novembro, eu resolvi reler esse poema de Natal, de Clement Moore e recontado por Tatiana Belinky,  que conta um pouco as origens de uma das maiores lendas do Natal: o nosso Papai Noel. 

Devo dizer que o livro não me empolgou muito numa primeira leitura, lá em 2014 quando instigada pelo vídeo da Vevsvaladares eu acabei por comprar este livro. E esse ano não foi diferente. Em um sábado em que estava acamada com dores por todo o corpo, em mais uma doença não identificada e que resolveram apelidar pelo nome genérico de virose, eu o tirei das prateleiras para fazer uma releitura.  Quinze minutos depois eu tinha acabado de ler sem que lembrasse de uma única palavra. E nova releitura sem muito avanço em relação à experiência anterior. Mas eu sou brasileira... e eis que no dia seguinte, um domingo, à tarde eu pego o livro de novo e a experiência foi completamente diferente, havia cadência na leitura, interesse pelas  ilustrações... e a leitura  adquiriu um que de magia... O que me faz voltar àquela velha história de que livro (leitura) pra ser bom tem dia e hora marcados, e nesse caso um ano e um dia fizeram toda a diferença.




Título:  A véspera de Natal 
Autor:  Clement Clarke Moor
Recontado:  Tatiana Belinky
Editora: Caramelo
Pág: 35
Leitura: 28 e 29/11/2015
Tema: Natal
Sinopse: Na noite do dia 24 de dezembro, quando as luzes se apagam e todos vão para a cama, tem começa a magia do Natal. As crianças sonham com os brinquedos que ganharão no dia seguinte, enquanto o Papai Noel desce a chaminé com os presentes. Mas o que acontece se alguns estiverem acordados, esperando pelo Bom Velhinho?

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quarta-feira, 29 de julho de 2015

UMA VIDA ENTRE LIVROS

Faz algum tempo que tenho tentado reler alguns dos livros que me impressionaram  ou impactaram algum dia, mas com tanto por ler e uma pilha que parece ter vida própria e não parar de crescer como aliar às novas leituras este anseio por releituras? Como disse-me alguém outro dia acerca de um outro assunto: vai na fé. E então começo por reler livros que me encantaram, alguns já lidos e relidos por várias vezes. Assim no final de 2014 reli  O vento nos salgueiros, depois passei para o 84 Charing Cross Road, e este ano já passei uma temporada agradabilíssima em Mitford, e depois fui ao inferno quando vivi Entre quatro paredes, mas eis que chego  a Uma vida entre livros. 

Reler esta conversa em forma de livro é puro encantamento que me emociona sobremaneira e durante quase toda a leitura eu estava com aquele sorriso tolo no rosto, mas tive meus momentos de lágrimas nos olhos. Encanta-me ver/ler como o Mindlin conquistou tantas amizades oriundas de seu amor aos livros, o que me fez lembrar da Helene de  84 Charing Cross Road que também conquistou amigos do outro lado oceano fruto de seu amor/paixão pelos livros. Dois amantes de livros, apaixonados pela leitura e que souberam conquistar tantos amigos e ser tão generosos com eles. 


Mindlin diz que todos os anos relê (relia) alguma coisa da obra de Machado, penso que incluirei em meus projetos de leitura/releitura (?) revisitar a Helene, o Grahame e o Mindlin que a cada leitura desperta tanto enlevo. 


Grifos:
Acho que tive um amor à primeira vista pelos livros, mas creio também que herdei.
Pois foi com o maior ceticismo que tomei conhecimento, ao voltar ao Brasil, da publicação de Sagarana. Com minha prevenção pelos livros de sucesso, não me despertou maior interesse, e foi uma surpresa ficar sabendo que o Rosa era escritor. Não li o livro. passaram-se dez anos sem eu pensar no assunto, quando saiu Corpo de Baile e, logo depois, Grande Sertão: Veredas. Aí a coisa começou a mudar de figura, pois lembrei de Sagarana, que foi reeditado pouco antes, e achei que um intervalo de dez anos entre um livro e outro era indicação de trabalho sério. 
Li bastante no correr da vida, mas o que pode parecer muito, é uma gota d'agua diante do que existe e merece ser lido. É por isso que eu gostaria de viver trezentos anos, o que me permitiria ler de vinte e cinco a trinta mil livros. Mas como nesse período surgiriam certamente muitos milhares de novos livros, o impasse continuaria. Cheguei à conclusão de que deveria desistir da ideia (como de fato desisti) contentando-me com a leitura possível.
Em relação à infância, o exemplo de leitura dos pais ajuda muito, assim como a presença de livros em casa. Isso não seria essencial, se houvesse mais bibliotecas nas escolas e nos bairros, pois a idéia de ler não deveria estar ligada à necessidade de possuir o livro. Infelizmente, ainda estamos longe disso."
 
Título: Uma vida entre livros
Autor: José Mindlin
Pág: 231
Editora: Edusp e Cia das letras
Leitura:  13 a 27/07/07/2015
Sinopse: Partindo de uma entrevista que concedeu em 1990, José Mindlin registra por escrito o seu convívio de toda uma vida com os livros e fala sobre sua paixão pela leitura e sobre como ela originou uma biblioteca absolutamente sui generis . Sempre com bom humor, ele fala de sua caça ao tesouro; fala de suas leituras e de seu convívio com escritores; discorre sobre sua formação escolar e profissional. Como advogado, trabalhou durante quinze anos - e se tornou empresário por acaso. José Mindlin fala também sobre sua atuação como secretário de cultura, sobre a participação em inúmeros conselhos de empresas e entidades culturais, sobre a experiência como livreiro e editor. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

MITFORD

A primeira coisa que me chamou a atenção quando vi Mitford pela primeira vez foi a capa, o livro estava numa daquelas gôndolas/balaios onde ficam as promoções, sempre que passava pela livraria Civilização Brasileira na Av 7 (mais uma que infelizmente não existe mais e que era a minha livraria favorita) o livro olhava para mim, então um dia resolvi que era hora de parar para ver,  li rapidamente a sinopse e descobri que poderia ser "interessante" e  por míseros R$ 7,00 que mesmo em 2003 ou 04, quando comprei o livro, já era uma bagatela. O livro ficou parado na estante por uns bons dois ou três anos, e aí um dia em que parecia que tudo estava dando errado peguei o livro de capa bonitinha. E que surpresa boa! Mitford foi o livro certo, no momento certo, trouxe o aconchego e o acalanto que eu precisava, e sobretudo esperança. Depois disto eu o reli uma outra vez, e depois disto saí espalhando Mitford por aí, dei de presente para minha dentista, para minha amiga Gláucia, mais um para San, comprei para a biblioteca (para três delas), emprestei para umas tantas pessoas e não me canso de falar que é um dos meus livros favoritos. Convenci o meu pai a ler, e diz ele que está encantado e quer que os amigos dele conheçam o livro. Pense na alegria da pessoa.

E agora que os tempos andam (de novo) bicudos, penso em reler Mitford, e o medo de que o livro tenha perdido o encanto me refreia por várias vezes. 
Mas, numa tarde de sábado, chuvosa como esta, retiro o livro da prateleira, e já na primeira página a sensação é de voltar para casa, um misto de deleite e encantamento. 
Penso em ler até altas horas, porque adoro ler um livro em que cada parágrafo parece aquecer a alma, depois resolvo que ler um ou dois capítulos por dia é o ideal, e se possível encerrar o dia com uma leitura mais amena deve ser o que de melhor eu possa ter nestes tempos... 

Já disse outras vezes que nenhum livro é para toda gente, e não é diferente com este aqui. Não há arroubos apaixonados, o mistério é bem ralo, mas há muito de generosidade, amizade, fraternidade e afeto,  tudo isto numa cidadezinha paradisíaca que dá vontade da gente se mudar para lá. E enquanto isto vou lendo Mitford lentamente. 




Grifos:
Com frequência, observava o pequeno milagre que é passar por uma porta e chegar a um mundo completamente diferente, com aromas e atrações distintos. Isto é o que nos ajuda a ter consciência das pequenas coisas da vida, disse a si mesmo.
Esta é uma boa noite para me sentar neste aposento agradável e escrever uma carta. Correspondência, para mim, é um luxo que me aguça a sensibilidade.
no ano passado, assara 16 travessas de torta para levantar fundos para a biblioteca 
Aqui em Mitford nós cuidamos dos nossos cidadãos.



Título: Mitford
Autor: Jan Karon
Editora: Leganto
Pág. 567
Leitura: 20/06 a 13/07/2015
Sinopse: Em Mitford é fácil sentir-se em casa. Nestas colinas altas e verdejantes, o ar é puro, o vilarejo é charmoso e as pessoas, encantadoras. Inesperadamente, o Reverendo Tim, um reitor solteiro e querido na cidade, vê sua vida se transformar num piscar de olhos. É perseguido por um cão, do tamanho de um sofá, que aparece e não vai mais embora. Conhece uma vizinha atraente, que abre um caminho até o seu coração. Torna-se responsável por um garoto rebelde, mas adorável. Surpreende-se com um ladrão de jóias. Descobre um segredo com mais de sessenta anos. Em pouco tempo, o Reverendo tem, em suas mãos, muito mais do que pedira. E, para os leitores, sobra uma saborosa comédia provinciana repleta de mistérios e milagres.

Outros escritos sobre:
Eu amo "Mitford"
Eu amo Mitford (2)
Série Mitford 
Onde encontrar:
Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Biblioteca Anísio Teixeira
Biblioteca João Fernandes da Cunha
Biblioteca Carmelito Barbosa Alves
Biblioteca Pública do Paraná
Biblioteca Mário de Andrade