Mostrando postagens com marcador PEGA NA MENTIRA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PEGA NA MENTIRA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2015

A EXTRAORDINÁRIA VIAGEM DO FAQUIR QUE FICOU PRESO NUM ARMÁRIO IKEA

Todo mundo sabe que eu não resisto a um comentário do tipo eu ri muito acerca de um livro, e no que diz respeito a este A Extraordinária Viagem do Faquir Que Ficou Preso Num Armário da Ikea  não foi diferente,  porque eu não ouvi/vi/li UM comentário, foram vários. E já havia até esquecido dele, quando surgiu no Desafio o tema Pega na Mentira, bem se o tal do Faquir é um embusteiro (e é) então tá valendo. 

Junto com o Faquir de nome impronunciável estive na França onde ele foi comprar uma cama de pregos, passei pela Inglaterra, fui à Espanha, à Itália, com direito a uma parada na Líbia para depois voltar à França. Neste percurso dei um ou dois sorrisos e algumas gargalhadas. Confesso que ri mais já bem perto do final e já estava pensando que a máxima quem ri por último é por que não entendeu a piada aplicar-se-ia a minha relação com o livro.

Devo dizer que o começo foi difícil de engatar a leitura, por vezes pensei em abandonar... muitas vezes lia várias páginas para depois descobrir que não tinha a menor ideia do que tinha lido. Mas, a partir da metade do livro a leitura fluiu bem melhor. 

[Spoiler?!]
Tive a nítida sensação de estar  lendo um roteiro de filme de sessão da tarde, no estilo das comédias americanas, só faltaram as palmas da claquete... e ao final não cheguei a qualquer conclusão sobre o livro: não sei se li um roteiro, uma comédia despretensiosa, um livro religioso [  o Faquir mentiroso deve confessar seus pecados, converter-se e tornar-se um homem bom para chegar à terra prometida?], não faço ideia. 

Grifos:
O mundo é do tamanho de um lenço de bolso.
Eu vivia na mentira, na falsidade, na enganação. 


Título:  A Extraordinária Viagem do Faquir Que Ficou Preso Num Armário da Ikea
Autora: Romain Puértolas
Editora:  Record  
Pág: 256
Leitura: 16/02 a  26/02/2014

Tema: Pega na mentira 
Data: 1º de abril
Sinopse:  A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem a França para adquirir a Cama de pregos, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A PROFISSÃO DA SENHORA WARREN


Para descobrir um autor ganhador de prêmio eu fiz o que qualquer um faria, muni-me de alguns livros como o Todos os Ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura (Ludenbergue Goes), do 1001 livros (Peter Boxal), e do 500 livros que merecem ser lidos e fui à luta.  Daí surgiram vários livros, que investiguei um pouco no Skoob, e depois parti para as bibliotecas para ver o que eu poderia encontrar (lembram? a minha lista já estava pronta, com livros da pilha, esta é a lista do projeto Biblioteca).Dentre as possibilidades encontrei,  por exemplo: Toni Morrison (Nobel de Literatura); a Letícia Wierzchowiski (Jabuti)  Herman Hesse (Nobel)  Fernando Sabino (Jabuti e Prêmio Machado de Assis) e este do Bernard Shaw  que ganhou o Nobel de Literatura em 1925. Mas, ele é também um livro sobre enganação, então vamos ver se pega na mentira ou ganha prêmio.
De cara lhes digo que há boas perspectivas de encontrar por aqui uma bela do uma comédia de costumes. 0/
E é fininho para ler duma sentada... ;)
E é divertido, e dá vontade de ler outras coisas do autor. 
E não é nada como eu pensava, e é uma grata surpresa. 
E aviso aos navegantes: é teatro. 

Grifos


Faz parte das boas maneiras ficar envergonhada. Isso é esperado de uma mulher. Elas devem aparentar mais do que sentem na realidade. (?)
As pessoas sempre culpam as circunstâncias pelo que são. Eu não acredito em circunstância.
Mas, certamente um rapaz inteligente e brilhante como você pode conseguir dinheiro por seus próprios meios.
Sim, é melhor escolher o próprio caminho e segui-lo até o fim.


Título: A profissão da senhora Warren  
Autora: George Bernard Shaw
Editora:  Abril
Pág: 143
Leitura: a 13/01

Tema: Pega na mentira 
Data: 1º de abril
Sinopse: Em A profissão da Senhora Warren, a protagonista, uma mulher rica, dá a sua única filha uma educação elitista, até que ela se forme na aristocrática Cambridge. Mas uma revelação vem perturbar a tranqüilidade burguesa na qual vive sua família: a origem de sua riqueza e ascensão social. 


quarta-feira, 1 de abril de 2015

TARTARIN DE TARASCON

A primeira vez que ouvi falar deste livro foi no canal da Isa, o Lidolendo, tenho a impressão de que ela falou que era divertido. Então você já sabe  porque este livro veio parar aqui...

A ideia de ler  este livro neste momento surgiu quando procurando um livro para o mês de abril que eu pudesse retirar na biblioteca, apareceu este título. Mas, este eu já tinha em casa, então não vale. Ou vale? 

Eu esperava pocar de rir, como diz o personagem do livro de José Cândido de Carvalho, mas parece que não. Ou meu senso de humor anda bem caidinho, ou não estou entendendo a piada. Porque você sabe, não é? Que só ri por último, quem é lento... 
Vá lá, há um pequeno riso aqui e ali, mas não tanto quanto eu esperei.

Mas, o livro é gostoso de ler e leve, não sei se é uma homenagem ou uma sátira a Quixote, ou os dois. Mas, mais do que Don Quixote, Tartarin me lembrou muito o Barão Münchhausen. 

Para saber mais: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/04/noticias/cultura/1428635--tartarin-de-tarascon--traz-um-heroi-quixotesco-ainda-mais-desajeitado.html

Grifos:
Não há mentirosos no sul, como os não há em Marselha, em Nimes, em Tolosa ou em Tarascon. O home do sul não mente, engana-se. Não diz sempre a verdade mas supõe dizê-la... A mentira nele, não é uma mentira, é uma espécie de miragem...
E já sob a influência do sol tarasconês, aquele belo sol que faz mentir ingenuamente.
O príncipe Gregory, esse tinha desaparecido levando a carteira e as notas do banco.


Título: Tartarin de Tarascon
Autor: Alphonse Daudet
Editora: Zero Papel
Pág: 141
Leitura: 09/01 a 13/01/2015
Tema: pega na mentira (um livro que envolva mentira, falsidade enganação)
Data: 1º de abril (dia da mentira)
Sinopse: Tartarin é uma figura caricatural: fanfarrão, arrogante e mentiroso, mas também facilmente enganado por sua ingenuidade. Morador de Tarascon, pequena cidade no sul da França, por conta de um mal-entendido se vê obrigado a partir para a Argélia para caçar leões. Mas nosso herói não é tão aventureiro quanto parece, e passa a viver dividido entre o anseio pela glória e a vontade de ficar aconchegado em casa bebendo um chocolate bem quentinho. As cômicas ilustrações retratam um Tartarin rechonchudo, com seu caricatural traje argelino.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

BLISS: UMA PITADA DE MAGIA

Quando vi Bliss na livraria a primeira vez não resisti à capa. Eu o li  para o Desafio Literário de 2014 . E embora achasse que a história não pedia continuação, não resisti quando soube que haveria mais um volume, e agora que estou lendo este Uma pitada de magia, descubro que foi lançado mais um terceiro. (aff!!!)  

Não sou interessada em séries e não tenho paciência para elas. De um modo geral acho que é só uma forma de fazer caixa. Mas, a gente sempre quer saber o que vem a partir daí, não é?

Neste a autora utiliza-se de ingredientes que atraem muito nos tempos pós modernos: competição, reality shows, intrigas e maldades. A linha segue a mesma trilha do volume anterior em que todas as estratégias pensadas e utilizadas pelos garotos para recuperar o Tomo de Culinária roubado pela tia Lily (afinal toda família tem uma banda podre, e a tia Lily é uma grande trapaceira) acabam funcionando às avessas. É  uma história que  envolve magias e culinária, afinal temos uma família de bruxos confeiteiros, bruxos do bem claro,  a história é leve e até divertida.  

Adorei o ratinho flautista. 

Aparentemente este volume da série  foi melhor revisado que o anterior  

Eu diria que é um livro gostosinho,  para ler sem comprometimento quando se quer apenas relaxar.




Título:  Uma Pitada de Magia
Subtítulo: Confeitaria Bliss - Livro 02
Autor:  Kathryn Littlewood
Editora: Salamandra
Pág: 368
Leitura: 05  a  13/02/2015
Tema: fantasia
Data: carnaval
Sinopse: Rosemary Bliss fará qualquer coisa para conseguir de volta o Tomo de Culinária Bliss - livro ancestral, que contém receitas mágicas de sua família, que sua falsa tia Lily roubou. Por isso Rose a desafia Oara em uma competição internacional de culinária em um programa de TV! Neste segundo livro da trilogia Bliss, Kathryn Littlewood combina mágica divertida com ousadas aventuras, resultando em uma receita para leitor nenhum botar defeito.

sábado, 10 de janeiro de 2015

KNULP

A primeira vez que ouvi falar de Knulp foi num vídeo da Ana Karina, para o mês da leitura mágica. E fiquei bastante curiosa na época, mas não fiz nenhum movimento para conseguir o livro. Lembrei dele este comecinho de ano, pois há muito venho pensando em como seria ler alguma outra coisa do Hemann Hesse, faz séculos que li Sidarta e nem sei dizer o que achei quando o li. 
Então resolvo que este, junto com aquele Homem de olhos dançantes poderiam marcar meu desafio no mês de janeiro, e se descubro que O homem de olhos dançantes, poderia ficar para o mês dos casais, agora descubro que este pode ficar lá para dezembro, o mês dos premiados. Hesse foi brindado com o Nobel de Literatura e com prêmio Goethe.  Ou talvez para abril, afinal o Knulp é um belo do embusteiro? (parece!...)
E agora? 
O outro grande problema durante a leitura foram os ácaros, mofo, etc. Atacou legal a rinite, com dores no corpo, coriza, e seja lá o que mais ataca junto. Para sanar o problema apelei para aquelas máscaras cirúrgicas, ajudou, mas não resolveu. Foi então que munida de máscara e luva fiz uma faxina geral no livro. Higienizei a capa, depois passei um Perfex seco em cada página. Deixei descansar algum tempo em local arejado e seco,  e...  A leitura ficou mais confortável. Quando comentei com Bel, minha colega de trabalho, o que tinha acontecido, ela quis saber que livro era este que compensava tanto esforço, e eu disse a ela: é um HESSE!  Simples assim!

Este livro, assim como O Homem de olhos dançantes,  foi emprestado  desta biblioteca aqui:




Grifos:



Será que não preferes descer pela escada, em vez de pulares a janela?
Aprende-se de tudo, quando se viaja.
Mas, não era seu hábito meter-se em assuntos alheios, e não sentia necessidade de tornar os seres humanos melhores ou mais sábios.
Os pensamentos e opiniões não têm valor; não se age como se pensa; ao contrário, dá-se cada passo sem refletir, mas como manda o coração. 
A gente se apega aos hábitos quando vai ficando mais velho.

Título: Knulp 
Autora: Hemann Hesse 
Editora: Record 
Leitura: 03/01/2015
Pág: 130 
Leitura: 03/01/2015 a 08/01/2015
Tema: Novinho em folha (o último livro que você 
comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)
Data: Ano novo
Sinopse: Knulp narra três momentos da vida de Karl Eberhard Knulp, um homem alegre e conversador que, nas suas caminhadas por uma Alemanha rural, quase desconhecida, vive a transição para a vida adulta. Knulp é um poeta popular, um aprendiz que nunca chegou a estabelecer-se para exercer pacata e ordeiramente a profissão.
Após o longo tempo em que se mantém à margem da chamada «vida normal», sempre em busca do sentido da amizade, do amor e da sua própria existência, é-lhe possibilitada uma compreensão mais íntima da natureza e do essencial, quando então contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si.
Knulp é uma narrativa que consiste em três histórias da vida de Karl Eberhard Knulp. Na primeira delas, Knulp é-nos apresentado como um sujeito alegre e conversador, que interrompe as suas eternas caminhadas hospedando-se na casa de um antigo companheiro de viagem.
Na segunda parte apresentam-se as recordações de um amigo de Knulp, as conversas entre ambos sobre o sentido da vida, sobre as virtudes do sedentarismo e da vida em eterno movimento, sobre a amizade e o amor. A última história apresenta o fim de Knulp, o regresso à terra natal, fisicamente já bastante debilitado por muitos anos de vagabundagem. Contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si.