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domingo, 30 de outubro de 2016

O HOMEM QUE PLANTAVA ÁRVORES

O homem que plantava árvores me foi enviado pela Wook, um brinde ou oferta como eles costumam chamar,  quando num ataque de insanidade comprei A vida no campo, do Joel Neto. Insano não pelo livro que é maravilhoso, mas encarar os preços da Wook para o Brasil é pura maluquice. 

Mas vamos ao livro do Jean Giono.  O livro é um conto onde o narrador nos conta seu encontro e posterior amizade com esse personagem incrível e improvável que é o Elzéard Biuffier. Numa narrativa curta e com uma história muito simples e singela o autor nos cativa e nos inspira. Ao terminar a leitura me pego a pensar que se homens assim existirem ainda haverá esperança. E ele me faz pensar naquela fábula do beija-flor que apagava o incêndio na floresta. É... talvez seja hora de nos transformarmos todos em pequenos beija-flores.

Alguns dos comentários que li acerca do livro dizem que ele foi comparado aO pequeno príncipe, não sei bem porque, já que li o Exupéry quando era criança pequena em Barbacena (rs). 

O que sei é que é uma pena que livros como permaneçam esgotados nesse país. (aff)

- Sem grifos

- Para saber mais

Sobre a fábula do beija-flor:
http://ideiaweb.org/?p=2388
http://www.rodrigooller.com/autocontrole/a-fabula-do-beija-flor/

Sobre Jean Giono e O homem que plantava árvores:
http://caderno.josesaramago.org/57636.html
http://www.historiasdeelphaba.com/2013/11/o-homem-que-plantava-arvores-jean-giono.html
* http://dosedesustentabilidade.blogspot.com.br/2013/07/animacao-o-homem-que-plantava-arvores.html 
http://marciookabe.com.br/motivacao/o-homem-que-plantava-arvores/


Título: O homem que plantava árvores
Autor:  Jean Giono Lucila Soares
Editora:  Marcador
Pág: 70
Leitura:  23 a 24/10/2016
Tema: Off topic
Sinopse:  Inspirado em acontecimentos verdadeiros, traduzido em diversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro, "O Homem Que Plantava Árvores" é uma história inesquecível sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo à sua volta. Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial. Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sustentável. É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

QUATRO CARTAS DE AMOR

A julgar pelos sinais encontrados em Quatro cartas de amor o livro estava nas prateleiras tem bem mais de dez anos. Infelizmente eu não consigo me lembrar quando, porque e nem onde o comprei. Digo infelizmente porque resultou de uma das melhores leituras de 2016.

Quatro cartas de amor me faz lembrar das tags criadas pelos canais literários: livros que você tem medo ler ou algo parecido. Pois é eu tinha muito medo de ler o livro, que tem um dos começos mais impressionantes que eu já havia lido. E era tão fantástico para mim, que eu tinha receio de ler o livro e me decepcionar. Então de tempos em tempos eu pegava o livro lia aquele começo que tanto me impressionava e parava por ali.

Até que dia desses ao terminar de ler O nosso juiz e chegar na prateleira para escolher o novo livro para ler, topei com este Quatro cartas de amor. Então resolvi encarar e foi uma leitura incrível feita no momento certo. E isso é muito importante, tenho cá para mim que se o tivesse lido antes não estaria preparada para ele.

A escrita de Niall Williams é poética e matizada de cores, sinto as palavras como quem degusta um vinho. Encantou-me tanto que busquei saber um pouco mais sobre aquelas cidades mencionada na narrativa.

Não sei se indicaria esse livro para toda a gente, é um livro sobre perdas, que tem tudo para ser melancólico, mas que não resultou assim para mim.

Grifos:
Quando eu tinha doze anos, Deus falou com meu pai pela primeira vez. Deus não disse muita coisa. Ele mandou meu pai ser pintor e parou por aí (...)
O tempo não passa, mas o sofrimento cresce. 
Algumas coisas não se prestam muito a serem contadas. Acho que meu pai sabia disso.

Título: Quatro cartas de amor
Autor:  Niall Williams
Editora: Rocco
Pág: 308 
Leitura:   17/09 a 09/10/2016
Tema: Off topic
Sinopse: Em Quatro cartas de amor, o escritor irlandês Niall Williams cria um romance permeado de cenas mágicas e de puro lirismo. Seus personagens são frágeis, mas ao mesmo tempo mostram uma força arrebatadora capaz de enfrentar as mais difíceis tempestades.O amor e as surpresas do destino são elementos constantes nas vidas de duas famílias. Os jovens Isabel Gore e Nicholas Coughlan vivem em regiões opostas da Irlanda. Suas histórias envolventes de paixão e de sofrimento são narradas em paralelo, da infância à maturidade, quando finalmente seus destinos ? por obra milagrosa e cruel do acaso ? se cruzam. Na primeira história, o então menino Nicholas assiste, num sofrimento contido e interminável, à degradação lenta de sua família após a intempestiva decisão de seu pai, um funcionário público de Dublin, que num acesso de loucura ou lucidez ("aceitei a sugestão de Deus") abandona o emprego seguro para tornar-se pintor. 

A frágil esposa não agüenta a mudança radical de status nem os devaneios do marido, e entra em depressão, apostando na morte como passagem para melhores tempos. O pintor não resiste à dor do fracasso e em nome do amor também segue ao encontro de Deus.Em narrativas alternadas, tendo como cenário uma belíssima ilha na costa oeste da Irlanda, aparece Isabel Gore. Sua infância transcorre tranqüilamente até Sean, o adorado e inseparável irmão, ser acometido de um misterioso colapso que o deixa em estado de semicoma. O forte sentimento de culpa a leva a anular seus planos de liberdade, decidindo casar-se sem amor como forma de autopunição. 

As duas histórias se unem através da única pintura existente do falecido pai de Nicholas, que vai parar pendurada na parede da escola em que o pai de Isabel leciona. Após a morte do pintor, o jovem decide recuperar o quadro para manter acesa a presença paterna e viaja até a ilha. Lá acontecem mágicas transformações. Sem entender como, Nicholas involuntariamente ajuda na milagrosa recuperação de Sean. E este viaja com o amigo em visita à irmã, por quem Nicholas se apaixona fervorosamente. Descrito pela revista Vogue como o novo As pontes de Madison e considerado como a melhor história de amor da década pela imprensa irlandesa, Quatro cartas de amor é o romance de estréia de Niall Williams

sábado, 24 de setembro de 2016

O BLACKBERRY DE HAMLET

Título: O BlackBerry de HAMLET
Autor:  William Powers
Editora:  Alaúde
Pág: 232
Leitura: 13/07 a 13/09/2016 
Dica: de Regi
Sinopse:  Computadores, celulares, tablets: maravilhas da tecnologia que nos mantêm conectados e em sintonia com tudo o que está acontecendo no planeta. Mas o que acontece quando o engajamento nas novas formas de comunicação demanda tanta atenção que nos priva do que é realmente importante? 
Para resolver esse impasse, é preciso um novo modo de pensar, uma filosofia prática para um cotidiano repleto de telas. Recorrendo a alguns dos pensadores mais brilhantes da história – de Platão a Thoreau, passando por Shakespeare –,O BlackBerry de Hamlet demonstra que a conectividade digital só é útil se conseguirmos descolar a vida real da vida virtual.
Alegre, original e instigante, O BlackBerry de Hamlet nos desafia a repensar nosso dia a dia e a retomar o controle da nossa vida.

*****

Eu não tinha pensado em escrever coisa alguma acerca de minha leitura d'O blackberry de Hamlet. Mas aí a Michelle d'O Resumo da Ópera me perguntou se iria escrever uma resenha. Resenha?! Como assim, Mi?! Eu não faço resenhas, não tenho paciência para escrever, nem saberia como fazê-las. Mas, como este foi um livro que despertou inúmeras e boas reflexões, aí vai mais um comentário tosco. 
PS. Nada como ter amigos gentis, que sempre veem nossos feitos com bons e generosos olhos. 

Tempos atrás quando estava lendo  um dos livros do Andrew Keen, não lembro exatamente qual, eu li dois (Vertigem Digital e O culto do Amador), descobri  este BlackBerry de Hamlet fuçando a estante alheia no Skoob   (aliás adoro fuçar  bisbilhotar as estantes, apesar de que ultimamente tenho a impressão de que olhando uma ou olhou  olhei todas, porque parece que todo mundo lê a mesma coisa). E aí lógico tem a pergunta que não quer calar: está gostando?  É bom? Se importa de me falar um pouco de sua impressões quando terminar de ler? Aliás não foi uma pergunta só. Mas já viu que a resposta do meu amigo me fez chegar até aqui. 

Eu não havia sentido vontade de ler o livro até o dia  que achei que precisava me desconectar um pouco. Toda a pressão de estar sempre conectada estava me tirando do sério. E aí resolvi desligar mesmo, passei uns cinco dias "off", e pasmem não morri e o mundo não acabou. Eba!!! Foi quando comecei esta experiência que lembrei do BlackBerry que eu havia tirado da pilha mais de um mês atrás. 

Foi uma leitura deveras interessante, quase leva cinco estrelas.  E como eu estava falando,  eu estava percebendo uma dispersão que não me era característica, quase não conseguia me concentrar para ler dez páginas. Imagina sentar para ler trinta,  quarenta ou mais páginas de uma vez. E descobri que desconectar vez por outra pode fazer toda a diferença, pelo menos para mim. Provavelmente vai ter gente que vai torcer o bico, outros vão ter urticária e outros vão achar que é impossível. Bem para mim, não foi. ;)

Grifos (muitos, muitos mesmo):
À medida que você cria uma rotina na sala, é exatamente isso o que acontece. Não importa onde, as pessoas se aproximam e lhe tocam o ombro. Uns com suavidade, outros com firmeza, mas todos querem a mesma coisa: um pouco do seu tempo e da sua atenção.
Estamos, com efeito, embora inconscientemente, nos deixando guiar por uma filosofia. Filosofia que defende que conectar-se através das telas é bom e quanto mais conectado, melhor.
Andamos tão ocupados que, às vezes, a correria em si parece ser o que importa.
É a profundidade que nos estabelece no mundo e dá conteúdo e harmonia à vida. 
Na verdade, vi aquilo ressoar vezes sem conta nos personagens fictícios que povoam nossas melhores histórias, pessoas que lutam para pôr um fim ao seu isolamento fundamental em relação aos outros e, da mesma forma, em relação a si mesmos. Ulisses, Dom Quixote, Rei Lear, Hester Prynne, Huck Finn, Leopold Bloom, Holden Caulfield – são as viagens deles enquanto indivíduos rumo à individualidade que sempre nos levam de volta às suas histórias. Porque é nossa história também.
Ajuda muito envolver-se com um trabalho manual, como marcenaria, tricô, culinária ou mecânica.
“Todos os seus aplicativos. Tudo ao mesmo tempo”, dizia o anúncio de um smartphone, como se “ao mesmo tempo” fosse um benefício para a mente.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A VIDA NO CAMPO

  Quando assisti ao vídeo da Roberta no canal Flames o livro A vida no campo, do Joel Neto, logo me chamou a atenção. Não tenho me animado a comprar livros nos últimos tempos, mas neste caso eu não resisti corri ao site da Cultura para ver se estava publicado por aqui, ou se dava para encomendar, não dava. Então talvez quem sabe, exista ebook. Também não havia. :(

Resolvi esquecer e esperar, vai que um dia ele é publicado por aqui. Mas a mosquinha da ansiedade e inquietação ficava zumbindo no meu ouvido. Revi o vídeo, olhei os comentários no Goodreads e fui ao site da Wook, coloquei o livro no carrinho e depois olhei o câmbio. Aff! Retirei do carrinho. Mas dias depois não resisti comprei  o "bendito" assim mesmo. E assim que chegou li umas trinta páginas e era tão bom que fiquei com dó. Guardei o livro e pensei em ler ao final do ano quando gosto de ler livros que aqueçam a alma, porque esse é assim. 



Mas não conseguia resistir e agora que é perto da primavera retiro o livro da prateleira para ler e que delícia de leitura. Muitos trechos eu li e reli, às vezes reli capítulos inteiros (ou melhor dias, pois o livro é escrito em forma de diário). É tão bom de ler, que gostaria de indicá-lo a toda gente, mas nenhum livro (nem coisa alguma) agrada a todos infelizmente. 




Já penso em incluí-lo naquelas (re)leituras que sempre programo para o final do ano, como O vento nos salgueiros (que já ando relendo por aqui), o 84 Charing Cross Road e este ano está incluído neste planejamento O mistério de Natal, e quem sabe mais alguns. 



Grifos:
Do Ti José Nogueira não rezará a História. Quem mudou o mundo não foram os camponeses honestos, que pagaram seus impostos e encheram a igreja da freguesia no dia em que foram a enterrar. Dos aventureiros , dos inventores e dos facínoras - deles, sim, reza a História.Por isso se inventou a literatura. (logo na primeira página).
Só o que é íntimo me interessa. 
Está bem, não era Bing Crosby: era Michael Bublé. Mas que importa? É preciso estar-se muito infeliz para não se gostar do Natal.  Felizmente, nunca cheguei a não gostar do Natal - nem nos dias piores.Eu tive dias piores? Nem sempre me lembro. 
Só aí percebi: quando decide mostrar-se moderno e urbano, a primeira coisa em que um provinciano investe é na indiferença. 
Esta semana, o meu vizinho Rogério, que é continental descreveu-me assim os Açores: "Um lugar onde nunca se chega e de onde nunca se parte."  Quem me dera ter sido eu a escrevê-lo.

Para saber mais:
Sobre a Terra Chã
Turismo na Ilha Terceira
Saída: A vida no campo, de Joel Neto
Dona Amélia: receita
Açores: Ilha Terceira
Sabores e Açores




Título: A vida no campo
Autor:  Joel Neto
Editora:  Marcador
Pág: 232
Leitura:  26/08 a 
Sinopse:  Um homem e uma mulher. Um jardim e uma horta. Dois cães. Ao fim de vinte anos na grande cidade, Joel Neto instalou-se no pequeno lugar de Dois Caminhos, freguesia da Terra Chã, ilha Terceira. Rodeado de uma paisagem estonteante, das memórias da infância e de uma panóplia de vizinhos de modos simples e vocação filosófica, descobriu que, afinal, a vida pode mesmo ser mais serena, mais barata e mais livre. E, se calhar, mais inteligente

sábado, 3 de setembro de 2016

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Alguns livros me causam um certo receio, um medo de que não funcione e de que a leitura esperada e ansiada resulte por fim em desalento e decepção. Foi assim com esse aqui, é assim com Coração de tinta, de Cornelia Funk, com A história sem fim, de Michael Ende, Como água para chocolate, de Laura Esquivel, só para citar alguns. De onde vem esse receio? Creio que é fruto de algumas experiências desalentadoras e frustrantes, mas quem não as tem?

Mas não foi o que aconteceu com esse A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick,  um livro que já havia visto e ouvido falar um tanto de vezes. Sempre despertava a minha curiosidade, e sempre vinha aquele medinho e eu pensava: vai ver que não é tudo isso. Imagina um livro contemporâneo que tem mais de dez mil leitores e cerca de 240 resenhas, isso só pode ser fruto de uma grande publicidade esse livro não pode ser tão bom,  penso eu na minha eterna descrença e desconfiança.


Mas o vídeo da Dani ( A bibliotecária leitora) me aguçou mais uma vez o interesse pelo livro. Eu já fiz duas leituras compartilhadas com a Dani, e foi uma experiência extremamente positiva e enriquecedora, quando resolvemos ler A biblioteca mágica de Bibbi Bokken e antes disso O mistério do Natal, ambos de Jostein Gaarder. E quando precisei trocar pontos a expirar em uma livraria "on line", resolvi pegar esse livro aqui que estava em promoção. E devo dizer que ele demorou menos de um mês na pilha. 

E foi uma leitura encantadora, me envolvi na história de tal maneira, como raras vezes tem acontecido. As ilustrações em preto e branco não apenas complementam a história, mas embelezam e enriquecem a leitura. E ao final descobrir que esse livro é uma homenagem tão bela prestada pelo autor fez com que a leitura tivesse um outro significado. Afinal vivemos um tempo de mais reclamações, ruminações e queixas do que de elogios e exaltações, uma pena. Ainda bem que temos vez por outra alguém que consegue ver o lado bom e positivo das coisas e das pessoas. ;)

Grifos: 
O velho na loja de brinquedos estava discutindo com a menina.
Mas a história começa, porque as histórias sempre levam a outras histórias.


Para saber mais:
Resenha: A invenção de Hugo Cabret, por Michelle 
Vídeo da Quézia
About Brian Selznick - The Invention of Hugo Cabret by Brian Selznick
Brian Selznick's Biography


Título:  A invenção de Hugo Cabret
Autor:  Brian Selznick
Editora:  Edições SM
Pág: 534
Leitura: 19 a 25/08/2016
Tema: Fantasia
Sinopse:  Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato:ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A ÚLTIMA CHANCE

Os poucos leitores que acompanham estas raras e ralas postagens já devem ter lido sobre minha predileção por Mitford, de Jan Karon,  sobre como o livro apareceu para mim e sobre como ele foi importante em um dos muitos momentos difíceis em que a gente (eu) passa pela vida. Mitford foi o livro que me fez entender o que era ler um livro que aquece a alma e o coração quando a gente precisa, um livro reconfortante é como o defino. E esse lero todo sobre o livro é para explicar porque comprei e li A última chance, de Karen Kingsbury. 

Tempos atrás estava à procura de algum livro parecido com aquele que tanto me encantou. Descobri que nos Estados Unidos havia uns livros que eram classificados como literatura inspiradora (tradução livre) do qual fazia parte os livros da Jan Karon, a autora da série Mitford e também os livros de Karen Kingsbury, tola que sou, achei que os livros eram no mesmo estilo e comprei logo dois livros da autora: esse A última chance, e Dois anos e uma eternidade (que vamos combinar têm umas capas horrorosas), mas eu acreditei. Não sem antes dar uma lida em algumas opiniões que encontrei na blogosfera. 

Não me dei muito bem desta vez, primeiro nenhum dos dois livros parecia fluir quando os retirava da prateleira. Até que decidi que era agora ou nunca e que o livro tinha que sair da pilha de uma vez por todas. 

E descubro que o livro não era para mim de modo algum. uma leitura difícil, arrastada e entremeada de torcidas de bico e muitos affs. Não direi que o livro é ruim, afinal quem sou eu para tachar este ou aquele livro de bom ou ruim? Mas posso dizer que não funcionou para mim. Achei a ideia e a proposta muita boas, mas a narrativa não me convenceu em momento algum. Não lembro de quando li outro livro em que nenhum dos personagens despertou a minha simpatia. O livro não tem um único momento de alegria ou alento, mesmo no final, pelo menos foi o sentimento dessa leitora aqui. E assim como posso dizer que é reconfortante?

Se pensas em ler não desista, o livro que eu não gosto pode ser justamente aquele que vai te encantar, vai saber. E se já leu e gostou talvez você possa me contar algo que me faça rever a minha opinião, e porque não?

Grifos (claro que tem)
O restante do versículo diz: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.
Você está mostrando a todo mundo o significado de Romanos 8,28. Ryan sorriu. — “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam.


Título: A última chance 
Autor:  Karen Kingsbury 
Editora:  Verus
Pág: 334
Leitura:  25/07 a 06/08/2016
Desafio Menos 1 livro na pilha
Sinopse:  Ellie tem quinze anos e um melhor amigo — e amor — chamado Nolan. Um dia antes de Ellie se mudar para o outro lado do país com o pai, ela e Nolan escrevem cartas um para o outro e as enterram debaixo de um velho carvalho. O plano é se reencontrar no mesmo lugar dali a onze anos para ler o que cada um escreveu — apenas para o improvável caso de eles perderem contato. Agora, conforme a data se aproxima, muita coisa mudou. Ellie abandonou sua fé e luta para criar a filha sozinha. Na correria do dia a dia, ela sempre encontra tempo para ver na TV seu antigo amigo Nolan, hoje um famoso jogador profissional de basquete, cuja fé em Deus é conhecida pela nação inteira. O que poucos sabem é que as perdas que ele sofreu na vida pesam em sua alma. Mesmo com toda fama e sucesso, Nolan se sente sozinho, assombrado pelo vazio que domina seu coração desde que sua melhor amiga foi embora. Tanto para a desiludida Ellie quanto para o intenso Nolan, o reencontro é mais do que uma promessa de adolescência — é a última chance de descobrir se é tarde demais para se entregar ao amor. Em A última chance, Karen Kingsbury nos brinda com uma história sobre perdas dolorosas, o poder da fé e as feridas que somente o amor pode curar.

terça-feira, 12 de abril de 2016

A BIBLIOTECA MÁGICA DE BIBBI BOKKEN

Estava numa maré de baixa nas leituras, nada estava emplacando muito bem. Aliás a melhor leitura por aqui era Como os mercados quebram, de John Cassidy, por aí você pode imaginar que as coisas por aqui não andavam assim muito animadas. Foi aí que veio o convite da Dani do Canal Bibliotecária Leitora para uma leitura compartilhada, que eu aceitei na hora, e o livro escolhido foi este aqui. 

Começamos a leitura/releitura no dia seguinte. Leitura essa que me pegou logo de cara,  a ideia original de ler dez páginas ou um capítulo por dia não funcionou, porque quando me dava conta já havia lido vinte ou trinta páginas brincando. E é tão bom quando um livro nos pega desse jeito, não é? 

Este livro não é apenas um "livro sobre livros" é também uma homenagem às bibliotecas e seus escudeiros, os bibliotecários e bibliotecárias, que passam a vida cuidar daqueles objetos que tanto amamos e nos indicar possíveis viagens pelo mundo da leitura.

E eu que pensei ter me encantado com o livro desde sempre descubro que dei apenas três estrelas na primeira leitura (ou seja achei o livro assim, assim), e não faço ideia de quando o li pela primeira vez, creio ter uns quatro ou cinco anos, talvez um pouco mais. 

Mas desta vez ganhou mais uma estrela. E posso dizer que e percurso foi um misto de informação, deleite e diversão. Me diverti muito durante todo o caminho, com direito a algumas gargalhadas. Me pergunto como terá sido a primeira vez...

Grifo:
- Acho que você tem olhos na nuca.
Ela deu um sorriso muito expressivo.
- Quem lê muitos livros acaba criando olhos em lugares estranhos. 

Título:  A biblioteca mágica de Bibbi Bokken 
Autor:   Jostein Gaarder e Klaus Hagerup
Editora:  Companhia das Letras
Pág: 180
Leitura: 02 a 10/04/2016
Tema: Livros sobre livros
Sinopse: Nils tem doze anos e acaba de voltar das férias escolares de verão, passadas em companhia de sua prima Berit, na cidade de Fjærland, interior da Noruega. Para não deixar de se falar, os dois decidem escrever um diário e remetê-lo de uma cidade a outra pelo correio.
Já de início, porém, parece haver algo de misterioso no diário de Nils e Berit. Ao comprá-lo numa livraria, Nils conhece uma mulher estranha, alguém que ele e Berit haviam visto de passagem durante as férias. A mulher faz questão de ajudar Nils a comprar o diário - uma esquisitice que ele não deixa de contar à prima já em sua primeira "carta".
Em Fjærland, Berit se põe a segui-la. Diante da casa da mulher, Berit "furta" um pequeno envelope da caixa de correio. Dentro, encontra uma carta vinda da Itália, endereçada a uma certa Bibbi, que menciona um sebo em Roma. O estabelecimento guardaria não apenas livros raros, mas também livros ainda não escritos. E um desses livros se refere a uma certa "biblioteca mágica".
Toda essa história Berit conta a Nils em sua primeira carta. A aventura mal começou, mas o leitor já se vê mergulhado num grande mistério. Quem é Bibbi e que biblioteca mágica é essa? É um caso para os pequenos detetives Nils e Berit investigarem a fundo - e tudo aquilo de que o leitor precisa para se divertir pelas páginas restantes. Em A biblioteca mágica de Bibbi Bokken, o grande herói é o livro e sua história, numa trama cheia de suspense e aventura.




domingo, 3 de abril de 2016

50 PEQUENAS COISAS QUE VOCÊ PODE FAZER PARA SALVAR A TERRA



Não sei exatamente o que me fez retirar este livro da prateleira para uma releitura. É um livro antigo, "muuito" antigo.  E sendo assim muito do que li está completamente desatualizado, mas é estarrecedor verificar quanta coisa piorou desde que o livro foi publicado e outras tantas em que nada mudou.  Gostaria muito de ler uma edição revista e ampliada, creio que é um texto para ser relido e estudado periodicamente, e talvez uma vez por ano seja pouco a julgar pelo tanto de m... que continuamos a fazer todos os dias. Preferimos dar uma de avestruz, enfiamos a cara na areia e colocamos o bumbum para cima e então está tudo certo. :-( 

A edição original que é de 1989  já  falava  em reduzir a quantidade de descartáveis , em economizar água, em plantar mais árvores, desmatar menos, usar produtos orgânicos,  acabar com as queimadas, andar mais e dirigir menos... e o que temos feito?  (*)

Me pergunto porque ecologia e meio ambiente não nos toca ou impacta, porque cuidamos tão mal de quem nos acolhe. Mas acho que sei: poder e ganância. São as palavras chaves que movem o mundo.

E instigada por esta releitura já emprestei da biblioteca Mundo sustentável, de André Trigueiro. E devo dizer que esta leitura que me acompanhou estes dias foi das mais prazenteiras.  

Talvez os livros do Zygmunt Bauman também sejam bem vindos para pensar o contemporâneo. Vamos ver como seguimos a partir daqui. E você já pensou sobre o assunto? Tem dicas? 

Grifos (eles falam mais do que qualquer comentário)

À medida que ozônio vai sendo destruído nas camadas mais altas da atmosfera, a superfície da Terra começa a receber maior quantidade de radiação ultravioleta,  que é causa do surgimento de cânceres de pele e catarata (doença dos olhos), além de reduzir a resistência à infecções.  
A gasolina que usamos no Brasil contém chumbo, o que representa um terrível risco para o meio ambiente.  
Quando for ao supermercado,  leve uma sacola de pano ou uma outra resistente ou ainda o carrinho de feira. (E quase trinta anos desde que o livro foi publicado muito pouco, ou quase nada, mudou.)   
Jasmins. Glicinias e narcisos adaptam-se bem aos solos mais secos.   
A maior fonte de energia radiativa absorvida pelo homem provém dos raios X. Quando for tirar alguma radiografia , proteja o resto de seu corpo com um avental à base de chumbo. (Quantos de nós já pensou sobre isso?)  
O homem encontra-se no fim da cadeia alimentar e a poluição tende a matar primeiro os predadores finais.  
Árvores afetam a temperatura local - novamente  árvores urbanas mais do que árvores rurais -, pelo fato de oferecerem sombra e resfriarem certas áreas pela evaporação de água.  A existência de pequenos bosques urbanos pode significar, portanto uma redução de até 12º na temperatura ambiente, o que implica em menos dispêndio de energia, por exemplo, com aparelhos de ar condicionado. 

Para saber mais:
The EarthWorks Group
Greenpeace
SOS Mata Atlântica
Ecologia Urbana
Ekos Brasil




Título:  50 Pequenas coisas que você pode fazer para salvar a terra. 
Autor:  The EarthWorks Group
Editora: Best Seller 
Pág: 100
Leitura: 20/03 a 02/04/2016 
Sinopse:  Fraldas descartáveis, pilhas, embalagens de isopor, a pintura nova de sua casa... Nosso estilo de vida gera lixo e destrói a natureza, o que mais cedo ou mais tarde, acaba afetando o homem. Apesar de nossa tendência ao consumo e ao desperdício, pequenas mudanças no dia a dia poem ajudar a preservar o planeta para as futuras gerações. Mas como mudar os hábitos?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O PÃO DA AMIZADE


Tempos atrás quando li O clube do biscoito fiquei encantada com o livro e desde então sempre procuro livros que misturem comida e amizade. De um modo geral esses livros tendem a ter um caráter reconfortante e aquecedor. E foi assim, ou por isto, que acabei comprando esse O pão da amizade, de Darien Gee. Mais uma vez o livro levou bastante tempo para ser lido. Confesso que mais por pena do que por procrastinação. Mas, resolvi tirá-lo da pilha e incluí-lo nas leituras natalinas. Mas, já ia a meio de janeiro e ainda não o havia terminado. Para mim o livro alterna passagens de leitura extremamente fluídas com outras absurdamente lentas e entediantes. Há um excesso de personagens que entram e saem da história sem que eu consiga entender a que vieram. Por outro lado a Julia inicialmente é uma chata. Entendo sua dor, entendo seu sofrimento, mas não consigo sentir a mínima empatia/simpatia com a personagem e/ou seu sofrimento. A Hannah é patética. Mas a Madeleine é para mim o que faz com que o livro tenha um quê de reconfortante e valha a pena investir na leitura desse Pão da amizade, que diga-se de passagem tem um capítulo inteirinho dedicado a ele, com receitas que me instigam a testar uma das várias sugestões.

Vale dizer que a leitura ganhou fôlego em determinada altura, quando os personagens centrais conseguem perceber que o mundo é mais amplo do que eles mesmos e seus próprios problemas. Daí em diante gostei bastante, e talvez no futuro até invista em uma releitura.

Palavra chave: Solidariedade

Vale conferir:
http://www.friendshipbreadkitchen.com/
http://www.dariengee.com/
http://www.coletivoverde.com.br/pao-da-amizade/
http://wp.clicrbs.com.br/feitoemcasa/2011/12/20/receita-do-pao-da-amizade-para-fazer-e-compartilhar/?topo=67,2,18,,38,67&status=encerrado
http://ayurvedicamente.blogspot.com.br/2012/07/pao-da-amizade-por-fermentacao-natural.html
Grifos:
Ela adora trabalhar no salão de Madeline e Madeline praticamente lhe dera carta branca para fazer o que achar apropriado para ajudar o negócio e oferecer um serviço serviço ao cliente. Conie não apenas se sente útil, ela se sente necessária.
Ela se vira para olhar Norman, que parece triste. E velho. Oma não vê o marido dessa forma, não vê a si mesma assim, porém, nesse momento, é exatamente assim que ele parece.
Deixe que os que voam alto construam os castelos no céu.




Título:  O pão do amor
Autor:  Darien Gee
Editora:  Lua de papel 
Pág: 392
Leitura: 20/12/2015 a 24/01/2016
Tema: Escritor africano 
Sinopse:  Um presente anônimo conduz uma mulher a uma jornada que ela jamais poderia imaginar. Certa tarde, Julia Evarts e Gracie, sua filha de cinco anos, chegam em casa e encontram um presente na varanda da frente: um pão da amizade com o simples bilhete "espero que você goste". Junto, há um pacote de farinha, instruções de como fazer o pão e um pedido para que ele seja compartilhado com outras pessoas. 
Ainda abalada pela tragedia que a distanciou da irma, antes sua melhor amiga, Julia continua perdida quanto aos rumos de sua vida. Ela jogaria fora o presente anônimo, mas, para alegrar Gracie, concorda em assar o pão. 
Quando Julia conhece duas recém-chegadas a pequena cidade de Avalon, Illinois, ela desencadeia uma ligação ao oferecer a elas uma parte da massa. A viúva Madeline Davis esta trabalhando para manter aberto o seu salão de chá, enquanto a famosa violoncelista Hannah Wang de Brisay esta numa encruzilhada, com o fim da carreira e o do casamento. Na cozinha do salão de chá de Madeline, as três mulheres firmam uma amizade que mudará suas vidas para sempre.
Não demora para que todos em Avalon estejam assando o pão em suas cozinhas. Mas este momento feliz e as novas amizades também apresentam um novo desafio: a necessidade de reencontrar a irma e lidar com uma situação que ela preferia esquecer.
O pão da amizade conta uma historia espiritual e comovente sobre vida, amizade, dores e dificuldades, comida e família, mas também sobre a necessidade de mantermos acesa a esperança.

domingo, 18 de outubro de 2015

UM INIMIGO DO POVO

Há algum tempo descobri alguns programas televisivos sobre livros e leitura, o primeiro deles foi o Leituras da TV Senado, gostava muito de acompanhá-lo, mas confesso que nunca li um livro sequer citado no programa. :(

Depois descobri o Iluminuras da TV Justiça e que alegria ver e ouvir outras pessoas mostrando sua biblioteca e falando sobre seu amor aos livros. Por causa do programa que no antigo formato tinha um autor, geralmente de um livro da área de direito (confesso que quase nunca assistia a esta parte), e a segunda que como falei  trazia um convidado que mostrava sua biblioteca pessoal e mostrava seus livros favoritos, eu adorava  e foi aí que descobri a fantástica série  d'O pequeno Nicolau, de Sempé & Gosciny, e li As Catilinárias, de Amélie Nothomb, que não funcionou muito bem comigo e li também o Solstício de Inverno, que foi usado no Desafio Literário de 2015, no tema Estações do Ano. 

Em seguida descobri o Globo News Literatura que me fez conhecer o Arroz de Palma, de Francisco Azevedo  confesso que não gosto muito deste (do programa e não do livro, o livro eu amei), acho por demais publicitário, aliás como tudo na Globo. Aliás, todo mundo sabe que qualquer coisa em TV tem que pagar para aparecer, mesmo livros. 

E tem ainda o Direito & Literatura, que é o que mais acompanho, que já me fez ler Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol; Os ratos, de Dyonélio Machado; e alguns outros. A esta altura você deve estar se perguntando porque toda esta conversa sobre programas de TV se afinal o negócio aqui  é falar sobre livros.

Pois então, foi justamente num programa Direito & Literatura cujo tema era corrupção, que eu descobri este maravilhoso Um inimigo do povo, de Ibsen. No programa foram citados três livros, anotei dois e no dia seguinte lá estava eu  na biblioteca em busca do livro de Ibsen. O outro que anotei e já li foi A queda, de Albert Camus. 

Neste Um inimigo do povo Ibsen nos mostra como funciona os bastidores da política e a que interesses (por vezes escusos) estão servindo os ilustres políticos daquelas e de outras plagas, daqueles e de todos os tempos. Com uma narrativa deliciosa, o autor nos conduz página a página, cena a cena (é uma peça) como é difícil se manter íntegro em meio àqueles tais e tantos interesses escusos. Em tempos de Lavajato a cada página lida eu me perguntava é mesmo século XIX? Credo! Nada mudou, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. 

Fazia tempo que um livro não me mantinha acordada para saber o que viria a seguir. E achei interessante esta ideia de ler livros enfocando um único tema, tanto que a minha próxima tentativa será de ler alguns dos citados no programa sobre Tolerância, quiçá dê certo! ;-) 


  
Título: Um inimigo do povo
Autor: Henrik Ibsen
Editora: L&PM 
Pág.  176
Leitura: 26/09 a 01/10/2015
Tema: Corrupção
Sinopse: Esta peça é uma obra-prima sobre as contradições humanas e a falência do indivíduo diante da unanimidade. Mesmo diante da vontade de praticar o bem comum, o Dr. Stockmann entra em choque com os interesses mesquinhos da cidade. Vítima da maioria e da unanimidade, o homem que queria salvar a cidade torna-se o inimigo do povo. Estas ideias de Ibsen aproximavam-se muito das ideias anarquistas
que tinham amplo apoio de importantes segmentos intelectuais e políticos da sociedade da época. A peça é uma impiedosa crítica às elites, aos governos, aos partidos e ao pensamento único.