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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

MISTÉRIO DE NATAL

Quando comecei a pensar em fazer umas leituras para o Natal revi um vídeo da Gláucia no canal  Estante Indiscreta sobre o livro Mistério de Natal, de Jostein Gaarder. A proposta do livro é um capítulo por dia a partir de primeiro de dezembro. E então eu pensei, e por que não?  E aí eu e a Daniela do Bibliotecária Leitora nos propomos a fazer a (re)leitura conjunta do livro do Gaarder. 
Uma leitura deveras prazerosa, ainda que sofrida. Não é fácil, fechar o livro depois de ler um capítulo (diga-se de passagem curtíssimo)  e esperar o dia seguinte quando tudo o que se quer é devorar o livro na primeira ou segunda sentada. 

Devo ter lido o livro há uns três ou quatro anos, não sei bem, pois o histórico sumiu do Skoob, assim como o livro sumiu da Estante de Livros Lidos. :(
O que me faz pensar, que já devia ter aprendido que não dá para confiar em redes sociais, tantas já morreram, já mudaram, etc, etc. Mas sou crédula ou imprevidente e continuo a deixar que outros guardem a memória de meus bons momentos, no caso leituras.

Mas não estamos aqui para falar disto, e sim da experiência de leitura de Mistério de Natal. Nunca participei de um Advento, mas esta experiência me fez sentir como se o fizesse, pois a leitura/releitura diária levou-me a um sentimento de preparação para o dia de Natal. 
Minha escolha foi por uma leitura noturna, de um modo geral antes de dormir. Com capítulos curtos foi  possível rever e reler trechos mais significativos, às vezes capítulos inteiros. 

Foi uma experiência enriquecedora: exercício de paciência, persistência e de espera. 
Convido você a ler o livro (em qualquer tempo), e quem sabe a participar comigo de uma leitura/releitura conjunta em 2016. Vamos? 

Grifos (muitos):
Para ler a história inteira eram necessários vinte e quatro dias, já que a história estava dividida em vinte quatro pequenos capítulos. Um para cada dia
O pai fez cara de quem tinha recebido a visita de um anjo em plena luz do dia. E tinha mesmo, só que, em vez de vir pessoalmente, o anjo enviara um senhor de cabelos brancos, dono de uma livraria
P.S. Prêmio FNLIJ 1998, categoria Tradução/Criança.






Título:  Mistério de Natal
Autor:  Jostein Gaarder
Editora: Cia das Letras
Pág: 256
Leitura: 01 a 24/12/2015
Tema: Natal
Sinopse: Durante os 24 dias anteriores à noite de Natal, o menino Joaquim acompanha um grupo de peregrinos que voltam no tempo para chegar a Belém, onde vão homenagear um recém-nascido. Uma fábula sobre a tolerância, na qual o autor de O mundo de Sofia traça um roteiro histórico do cristianismo.

domingo, 6 de dezembro de 2015

CONCERTO CAMPRESTE

E no meio do caminho tinha um Maestro... 
Expectativas podem muitas vezes estragar uma leitura. Não faço a mínima ideia de como fui parar neste livro, lembro que depois de despertado o interesse li algumas resenhas no Skoob, de tudo que li foi a micro resenha do Daniel que ficou em minha mente "Obra que traduz um fiapo da história de Pelotas", e as frases "deleite para a alma" e  "acuidade e poesia" e "tão prazeroso quanto ouvir uma boa música". 
O livro é bom? Deve ser, mas não é o que eu esperava. E isto faz uma enorme diferença... 
O livro gira em torno de uma orquestra, um Maestro e seus Concertos Campestres... e daí surge um amor. 
O que não funcionou para mim foi a tal da história de amor, alguns autores têm a capacidade de antecipar o futuro, nos dar vislumbres do passado, de nos transportar para outras dimensões, mas outros não conseguem nem me fazer crer numa reles história de amor.


Título:  Concerto Campestre 
Autor:  Luiz Antonio de Assis Brasil
Editora: L&PM
Pág: 174
Leitura: 26/02 a 05/03/2015
Tema: Ganhadores de prêmios
Data: Natal
Sinopse:  A história de um amor proibido. A Lira Santa Cecília era o maior orgulho do Major. Em meados do século XIX, nas fronteiras vazias do pampa, um poderoso estancieiro mantinha uma orquestra particular. Entre a criadagem, o vigário, parentes e poucos amigos do vilarejo próximo à fazenda, ele ouvia embevecido os músicos executarem delicadas melodias para o seu deleite. 
Neste clima mágico e insólito, levado pela mão do grande romancista, o leitor se envolve numa trama de suspense, na história do romance impossível entre o Maestro – mestiço e sedutor – e a bela Clara Vitória, única filha do estranho Major da Guarda Nacional Antônio Eleutério Fontes.
Narrado com maestria e a suavidade de uma valsa que ecoa pela vastidão deserta do pampa, este Concerto Campestre arrebata o leitor com um enredo fascinante, que envolve violência, paixão, preconceitos e culmina num final emocionante, digno de uma grande história. 
*-* 




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

TODA MAFALDA

Título: Toda Mafalda 
Autor: Quino
Editora: Martins Fontes

Pág: 420
Leitura: 20/11/2014 a 11/04/2015
Tema: Ganhadores de prêmios 
Data: Natal
Sinopse: Toda Mafalda - Mafalda é apenas uma garotinha. Gosta de brincar, de dançar e odeia tomar sopa. Mas, com apenas seis anos de idade, a menina criada pelo cartunista argentino Quino na década de setenta tem plena consciência do mundo em que vive, cheio de injustiças,guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade.A última tirinha dessa personagem foi publicada em 1975, mas continua mais atual doque nunca. Esta edição contém todas as tirinhas publicadas por Quino, da primeira à última, e mostram, com muito humor e carisma, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto. 



*****

Grata surpresa descobrir que Quino ganhou o Prêmio Príncipe das Astúrias, em 2014. Afinal Mafalda, é um dos preferidos, e Toda Mafalda  me acompanha desde novembro de 2014.  Ao mesmo tempo causa certa estranheza, descobrir a referência a um único prêmio para ele. 

Lembro que o interesse por Mafalda foi ampliado durante um curso de Educação e Filosofia que fiz tempos atrás. Uma colega apaixonada pelas tirinhas de Quino, as usava sempre que tinha que fazer uma apresentação.  E de lá para cá já as li vezes sem conta. Durante muito tempo Toda Mafalda foi o sonho desta leitora que vos escreve. Nunca tive coragem de pagar o que pediam por ele... até que um belo dia a Fnac fez uma destas promoções malucas da internet, permitiu que eu me presenteasse com este livrinho (?) maravilhoso.

Ficou na estante por um ano, o peso e o tamanho do livro tornaram-se quase que proibitivos para quem anda sempre com a cervical reclamando e uma tendinite que parece uma sombra que não quer ser esquecida [minha Nossa Senhora dos Ombros Doloridos olhai por nós!]. Mas, daí em novembro de 2014 eu o tirei da pilha, e a maior descoberta (será que já não sabia?) é que livro tem época certa e hora marcada. Mesmo para textos curtos e divertidos como estes, tenho que estar no espírito do livro, e aí ele se torna magistral. Quando a leitura é forçada (tipo obrigação, tenho que ler para acabar e ler outro ou algo do gênero) acaba todo o encanto, tira todo o brilho. E depois que me convenci disto, relaxei. O ritmo da leitura imprimido pelo próprio livro e pelo estado de espírito, teve momentos de longas pausas, às vezes dias, outras meses. Mas, é a melhor leitura. 

Grifos:




domingo, 1 de novembro de 2015

O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO


Minha história com este livro vai longe, muito tempo mesmo,  nem sei quanto.  Tempos atrás lembro de ter visto este livro aqui e ali, não sei exatamente porque achei que era autoajuda e que não estava interessada. 
Mas, aí vem este tema de novembro no Desafio e tenho que procurar alguma coisa para ler. Não lido bem com o tema na vida real, nem no mundo da imaginação, então pensei: PASSO! 
Mas, ainda assim fiquei pesquisando para ver se encontraria algo que pudesse ler, e que o melhor seria ler logo e me livrar da porcaria. (desculpe-me! mas...)
Fiz uma listinha e fui pesquisar nas bibliotecas, porque em minhas prateleiras dificilmente encontraria alguma coisa. E encontrei este aqui, peguei o livro e começo a leitura, o tema é pesado. Me parece que a leitura flui bem, e apesar do tom de estupefação nos capítulos iniciais que leio  a leitura avança sem que me dê conta. Penso em alternar a leitura com algo mais leve, penso em ler apenas um ou dois capítulos por dia, mas apesar disso vou lendo naquele ritmo de só mais um capítulo, só mais um. E o livro acaba. Apesar disto, lá por volta da página 80 a leitura deu uma travada quando fiquei me perguntando o que era o tal do pensamento mágico. Sinceramente ainda não sei, mas também deixa pra lá. 
É sim um tema pesado, o livro mistura um estilo diário com reportagem e há demasiados termos técnicos/científicos/médicos.  
Chamou-me a atenção a foto escolhida para a contra-capa que traz uma Didion ainda jovem, e quando ela escreveu o livro já estava com cerca de 70 anos.  
Fico me perguntando porque...

Uma das coisas que me chama a atenção no livro é a generosidade que é vista e acolá por parte de amigos. Sempre me causa uma certa estranheza estes relatos, porque parecem mais raros por estas plagas, onde cada um vive em seu mundinho e finge não existir a dor. Aliás onde parece que todo mundo faz parte de propaganda de margarina.  

O livro ganhou o Prêmio National Book, seja lá o que isto signifique. 

Grifos:


Eu conversava com John sobre tudo o que acontecia.
Tudo estava indo bem, como sempre, e de repente aquela merda toda aconteceu.
A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante.Você se senta para jantar, e aquela vida que você conhecia acaba de repente.
Até o presente momento, eu só tinha podido sofrer, não realmente ficar de luto. Sofrer é uma coisa passiva. Apenas acontece. O luto, o ato de lidar com o sentimento de perda, requer uma atenção especial. 



Título: O ano do pensamento mágico 
Autora: Joan Didion
Editora:  Nova Fronteira 
Pág: 221
Leitura: 13/01 a 18/01/2015 

Tema: Morte/morrer 
Data: Finados
Sinopse: As frases iniciais de "O Ano do Pensamento Mágico" dão o tom exato da narrativa densa e contagiante que será compartilhada com o leitor: "A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente". Sem uma gota de autopiedade e com um estilo envolvente e emocionante, Joan Didion, uma das mais aclamadas escritoras e intelectuais americanas, narra o período de um ano que se seguiu à morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne, e a longa doença de sua única filha. Feito com uma contagiante dose de sinceridade e paixão, "O ano do pesamento mágico" nos revela uma experiência intensamente pessoal e, ao mesmo tempo, universal. Uma história que falará alto a quem ama ou já amou alguém, com a profundidade que as grandes relações têm, sejam elas entre pais e filhos ou entre companheiros de uma vida. Este é um livro para todos os que já se perguntaram: E agora? O que fazer se a vida parece não ter mais sentido algum? É um livro sobre a superação e sobre a nossa necessidade de atravessar - racionalmente ou não - momentos em que tudo o que conhecíamos e amávamos deixa de existir  

domingo, 19 de julho de 2015

FELICIDADE

Um dia vi um livro de capa bonitinha nas mãos de um amigo. Quando comentei não conhecia aquele, ele disse: todo mundo deveria ler este aqui.  Curiosa eu? O que você acha? Anos depois, muitos, muitos anos depois eis que me chega às mãos este Felicidade aqui. Encontrado por acaso nas prateleiras da biblioteca. 
Não sei se todo mundo deveria ler, ou se todo mundo iria gostar. Eu diria que é encantador, revelador, instigante. Mas, como tenho um gosto um tanto ou quanto às avessas, tenho certeza que meu comentário não vai ser levado a sério. (rs)

O livro me parece mais com um diário, o diário de um  escritor já maduro (idade mesmo) e que nos apresenta suas reflexões sobre a arte da escrita, as reminiscências que compõem o seu dia a dia.  Em muitos momentos me lembrou do Walden de Thoreau, em outros lembrou-me dos escritos de Mario de Andrade para Fernando Sabino, que me encantaram tanto  e tão recentemente. Olhando, a ficha catalográfica vejo que a editora o classificou como contos, e eu diria que são memórias... mas ela é a editora, então!

Neste Felicidade descubro um pouco mais do Hesse, que seu escrito predileto foi o Peregrinação, e não o Sidarta ou O jogo das contas de vidro como eu poderia imaginar, e que nos conta: 
É o papel  em que um dia se imprimiu um de meus livros prediletos, Peregrinação. O que ainda resta desse livro foi destruído pelas bombas americanas, desde então ele não existe mais, anos a fio comprei a qualquer preço todo exemplar que aparecesse  em algum antiquário, e vê-lo reeditado é hoje um dos poucos desejos que me restam. 
Que se identificava com André Gide 
Naquele tempo, instigado pelo livro de Curtius, surgiu e firmou-se  em mim o amor  por aquele escritor sedutor que tratava seus problemas , tão semelhantes aos meus, de um modo bem diferente (...) Passei a ler tudo que conseguia obter dele, e com o tempo li quase todos os seus livros duas ou três vezes...
e admirava o autor. E um dia recebe, para sua surpresa e alegria,  uma cartinha deste mesmo Gide contando de sua admiração por ele e que o agradou muito particularmente
Depois de longo tempo quero lhe escrever. Essa ideia me atormenta: que um de nós possa deixar esta terra sem que o senhor saiba de minha profunda simpatia por cada um de seus livros que li. Entre todos, Demian e Knulp me fascinaram. Depois aquele delicioso e misterioso Viagem ao Oriente e por fim o Goldmund, que ainda não terminei -  e que saboreio lentamente, temendo terminá-lo muito em breve. Os admiradores que o senhor tem na França (e eu recruto novos incessantemente) talvez ainda não sejam muito numerosos, mas tanto mais ardentes. Nenhum deles mais atento e devotado do que, 
André Gide.
Um livro encantador. E que eu talvez nunca lesse  não houvesse guardado carinhosamente o comentário daquele amigo e não fosse a existência de bibliotecas, afinal o livro é esgotado. 

Gosto particularmente de:

  • Descrição de uma paisagem
  • Horas na escrivaninha
  • Lembranças de André Gide
  • Velhice

Grifos:


Título: Felicidade
Autor: Hermann Hesse
Pág: 157
Editora: Record
Leitura:  12 a 18/07/2015

Sinopse: Um autor refletindo sobre o cotidiano e o ofício de escrever. Este é o Hermann Hesse de 'Felicidade'. Contista, poeta, ensaísta e editor de importantes obras da literatura alemã, Hermann Hesse mostra nas pequenas histórias deste livro - escritas entre 1947 e 1961 - sua casa, os pequenos cômodos, a paisagem de sua janela, as flores, sua gata, o armário com diferentes tipos de papéis que, mais do que insumo para suas obras, eram retratos de seu estado de espírito.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A ROSA E O ESPINHO

Quando vi este livro num canto obscuro/escuro da Livraria Cultura de cara achei-o  bonitinho. Dei uma rápida olhada na chamada da contra-capa e acabei trazendo-o para casa. Coloquei-o na estante e depois de algumas tentativas de leitura infrutíferas  resolvi deixá-lo descansar. Agora que andava à procura de um livro leve para ler lembro deste A rosa e o espinho e pensei: e porque não.  O livro é certamente engenhoso, depois de retirá-lo da caixinha (box?!), você é apresentado a um pequeno livro de capa-dura (hard cover?) e em seguida pensará ai meu Deus o livro está se despedaçando, desfazendo, ou vá lá o nome que tenha isto. Mas, aí descobre que é um livro inusitado. Com duas histórias, não tem começo e nem fim, e quando termina uma história começa a outra, você escolhe por onde quer começar, eu escolhi ler primeiro a história de Brendan e em seguida a história de Evelyn. Bem como eu não tinha expectativas me diverti com leitura. Embora dê para ler uma sentada, escolhi ler uma história em um dia e a outra no outro. 
A autora ganhou o  Prêmio World Fantasy de 2008.


Título: A rosa e o espinho: duas histórias um amor
Autora: Theodora Goss
Editora: Vergara & Riba
Leitura: 11 a 12/04/2015
Tema: Casais, 
Data: Namorados
Sinopse: A rosa e o espinho - Quando Evelyn Morgan entrou na livraria da pequena cidade de Clews não imaginava que iria encontrar ali seu grande Amor... E quando Brendan Thorne entregou-lhe um romance medieval, também não sabia que tal fato mudaria tudo... Era como se os dois fizessem parte daquele velho livro e a história de Amor registrada naquelas páginas ganhasse vida. A Rosa e o Espinho é um artefato literário especial: o leitor é convidado a escolher qual lado da história prefere ler primeiro, pois, neste caso, o livro dispõe um formato sanfonado. Não há exageros estilísticos e estruturais, de forma que a leitura seja ainda mais prazerosa e apaixonante. Um Amor eterno, onde o fim é só o recomeço.


UM AMOR DE ADOLESCENTE

Um amor de adolescente é uma das histórias contidas no livro Segundas Chances, de Barbara Delinsky, que durante muito tempo figurou entre uma das minhas escritoras favoritas principalmente por conta do livro Sombras de Grace. 
Neste livro Grace é uma bem sucedida jornalista, que percebe-se perdendo a memória, a luta dela para camuflar o Alzheimer e de sua família para lidar com a  suadoença me conquistaram. 
Depois disto eu li vários livros da autora, gostei de vários uns mais outros menos. Geralmente comprava tudo que a Bertrand publicava, depois começaram a aparecer uns que não me desagradavam de todo, mas que eu lia e logo em seguida não lembrava de coisa alguma. 
Não sei quando este livro (Segundas Chances) veio cá para casa, não tenho o hábito de anotar a data de compra dos livros, ou de quando chegam por aqui. Também não sei quando li a primeira das histórias (Com amor e carinho), deve ter cerca de um ano ou pouco mais. E esta semana achei que estava na hora de concluir a leitura  do livro. Já havia tentado algumas outras vezes sem muito sucesso. Mas, depois de uma certa insistência e conseguir transpor as primeiras páginas a leitura fluiu muito bem. Embora a história seja absolutamente clichê, e por vezes tão meloso e melodramático que torna-se patético, mas ainda assim gostei de ler, porque me diverti com o livro e assim está bom.  
A autora agraciada com os prêmios de melhor Romance Contemporâneo da revista Romantic Times e a Medalha de Ouro da associação Romance Writers of America.


Título: Um amor de adolescente
Autor: Barbara Delinsky
Pág.:  218
Leitura: 13 a 18/04/2015
Tema: Casais
Data: Dia dos Namorados
Sinopse: Marni tinha apenas 17 anos quando se apaixonou por Web. Mas um trágico acidente os afastou por 14 anos  Agora presidente do império da família Lange, Marni é escolhida para estrelar a primeira capa da mais nova revista da empresa. E, para captar a essência daquela mulher de 31 anos através das lentes, é contratado um virtuoso da fotografia… Brian Webster.  




quarta-feira, 3 de junho de 2015

O PINTOR QUE ESCREVIA



Não me pergunte como cheguei a este livro, porque não sei. Quando decidi procurar opções de livros na biblioteca, cheguei a este, mas não lembro o que buscava. 
Será minha primeira leitura de um livro de Letícia Wierzchowski. Da autora tenho na pilha esperando há algum tempo: Sal. Mas, este Pintor me chamou a atenção e vamos a ele. 

A narrativa começa bem fluída e a leitura corre de maneira muito boa. A história começa na década de 1950 e em seguida dá um salto para a década de 1970. Algumas vezes, o tempo histórico não me convencia totalmente. Era como se eu estivesse em um baile à fantasia.  
Embora o livro seja bem curto a partir de determinado ponto a leitura emperrou e não conseguia avançar. Livro errado no momento errado? Não sei.  E cheguei ao final mais como uma forma de me livrar logo do livro que de saber o final da história, uma pena porque começou muito bem. 
Se você já leu me conta como foi a leitura para você.  Mas, se você não leu não desista da história tem resenhas bem positivas no Skoob. Talvez eu não esteja mais acostumada a ler histórias de amor...

PS1: Lembrei. eu encontrei este livro da Letícia enquanto procurava os ganhadores de prêmio.

PS2. Ah! Faltou dizer que a história de amor (possível/impossível/ardente/caliente) não me convenceu.  Aliás, não a história, os motivos da história. Talvez amor não se explique, até se complique, mas...

Grifos:


A minha rinite e a minha alma, Zeca. Uma mulher louca, uma bela mulher e um pintor suicida.  Estamos muito bem, é uma bela combinação. Nem imagino o que aquelas telas podem estar guardando...
Um pintor que escrevia. A tela era sua página.
Por que conto isso agora? Talvez porque, hoje, eu pinte apenas para ter este lenço esticado.
Depois deste céu você quer um Valium?
De outro nicho, sai correndo uma barata, assustada com aquela presença inconveniente e perturbadora.

Título: O pintor que escrevia: amor e pecado
Autora: Letícia Wierzchowski
Editora:  Record
Pág: 144
Leitura: a 13/01  a 20/01/2015
Tema: Casais
Data: Dia dos namorados

Sinopse: Duas pessoas apaixonadas e um pecado que transforma suas vidas são os protagonistas de O Pintor que Escrevia , novo romance de Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres . Em O Pintor que Escrevia , a autora conta a história de Marco Belluci, pintor italiano que se refugiou no Brasil durante a Segunda Guerra e suicidou-se sem explicações. Belluci deixou muitos quadros, que foram encaixotados e assim permaneceram por muito tempo. Vinte e um anos depois da morte de sua morte, um conhecido marchand ao avaliar sua obra, descobre textos escritos atrás de cada tela, que revelam um amor que custa crer que tenha existido.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

UM PATAXÓ EM CHICAGO

Há séculos que acompanho/acompanhava  as crônicas e editorias do Hélio Pólvora no Jornal A Tarde, adoro os links que ele costuma fazer entre o cotidiano e a literatura. Seus escritos estão repletos de referências literárias, o que de cara já me conquista.

Comprei este livro numa pequena feira que encontrei por acaso  em uma praça da cidade, num domingo de um mês qualquer. E estava na pilha desde então. 

E quando terminei de ler O pirotécnico Zacarias, pensei em uma leitura totalmente diferente, algo mais ameno. E fui olhar o que estava a esperar nas prateleiras e eis que encontro este Patoxó em Chicago, pego para dar uma olhada e já me encanto na primeira crônica. Será que vai? Vamos ver... 

A leitura foi interceptada pelo livro da Mansfield, e depois pelo livro da Rosamunde, mas nem por isto tirou o encantamento deste aqui. 

E vou atrás de outros títulos para encantar-me com esta escrita assim persuasiva e encantadora,   pena que é tão pouco conhecida longe destas plagas baianas. Foi uma leitura pausada, mas carregada de sentimento e enlevo, realmente me deleitei a cada crônica lida, degustada. 

Em 1982 e 1986 o autor ganhou o prêmio Nestlé de Literatura.

O autor faleceu este ano em 26 de março de 2015.

Grifos: 
Aviso aos navegantes: no litoral sul baiano, Km 31 da rodovia Ilhéus/Una, o paraíso os espera. 
Dizia Eduardo Frieiro que o livro tem dois inimigos mortais as traças e as viúvas. 
 

Título: Um Pataxó em Chicago 
Autor: Hélio Pólvora
Editoras: EBDA/FACCEBA
Pág: 210
Leitura: 10/01 a  26/02/2015
Tema: Língua mãe
Data: Lingua nacional

Sinopse: Crônica é prosa tipicamente brasileira. Nasceu em jornal, comentando os fait-divers, e ganhou estrutura literária em livro- com irreverência, erudição, lirismo, imaginário solto e alguma molecagem.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A PROFISSÃO DA SENHORA WARREN


Para descobrir um autor ganhador de prêmio eu fiz o que qualquer um faria, muni-me de alguns livros como o Todos os Ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura (Ludenbergue Goes), do 1001 livros (Peter Boxal), e do 500 livros que merecem ser lidos e fui à luta.  Daí surgiram vários livros, que investiguei um pouco no Skoob, e depois parti para as bibliotecas para ver o que eu poderia encontrar (lembram? a minha lista já estava pronta, com livros da pilha, esta é a lista do projeto Biblioteca).Dentre as possibilidades encontrei,  por exemplo: Toni Morrison (Nobel de Literatura); a Letícia Wierzchowiski (Jabuti)  Herman Hesse (Nobel)  Fernando Sabino (Jabuti e Prêmio Machado de Assis) e este do Bernard Shaw  que ganhou o Nobel de Literatura em 1925. Mas, ele é também um livro sobre enganação, então vamos ver se pega na mentira ou ganha prêmio.
De cara lhes digo que há boas perspectivas de encontrar por aqui uma bela do uma comédia de costumes. 0/
E é fininho para ler duma sentada... ;)
E é divertido, e dá vontade de ler outras coisas do autor. 
E não é nada como eu pensava, e é uma grata surpresa. 
E aviso aos navegantes: é teatro. 

Grifos


Faz parte das boas maneiras ficar envergonhada. Isso é esperado de uma mulher. Elas devem aparentar mais do que sentem na realidade. (?)
As pessoas sempre culpam as circunstâncias pelo que são. Eu não acredito em circunstância.
Mas, certamente um rapaz inteligente e brilhante como você pode conseguir dinheiro por seus próprios meios.
Sim, é melhor escolher o próprio caminho e segui-lo até o fim.


Título: A profissão da senhora Warren  
Autora: George Bernard Shaw
Editora:  Abril
Pág: 143
Leitura: a 13/01

Tema: Pega na mentira 
Data: 1º de abril
Sinopse: Em A profissão da Senhora Warren, a protagonista, uma mulher rica, dá a sua única filha uma educação elitista, até que ela se forme na aristocrática Cambridge. Mas uma revelação vem perturbar a tranqüilidade burguesa na qual vive sua família: a origem de sua riqueza e ascensão social. 


domingo, 1 de março de 2015

BAGAGEM


Quando nasci um anjo esbelto, 
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira. 

Assim começa este livro de poemas... 
"Acho" que nunca li Adélia Prado e não me pergunte porque a escolhi para compor minhas leituras para o Desafio do mês de março, o mês da mulheres, porque eu acho que  não sei. Primeiro eu absolutamente  não sou a melhor leitora de poesia que existe, aliás eu nem sou leitora de poesia. Então,  por que?  Lembro que pensei em escolher escritos/escritoras que tivessem um olhar/falar feminino  ou sobre o feminino. E a figura de Adélia sempre me remete a isto, então talvez este seja o motivo. Talvez alguém pense que seja porque poesia se lê rapidamente, não para mim!

Trouxe Bagagem e O pirotécnico Zacarias quando fui devolver o Knulp. 
Começo a ler os poemas planejando ler um pouco a cada dia, dizem que poemas não se deve ler de uma sentada, mas um poema puxa outro e mais outro e quando dou por mim já ando a meio. E depois tudo se repete, e o livro acaba. Gosto dos poemas, mas não me sinto particularmente tocada como deveria ser quando se lê poesia, afinal poesia é escrita para/pela alma;  necessita de musicalidade, e minhas escassas leituras poéticas carecem de. 

E provavelmente quando eu publicar este post, já devo ter esquecido quase tudo que li. Deprimente! :(

A Adélia ganhou o Jabuti em 1978. 

Gosto particularmente:
IMPRESSIONISTA
Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante
Por muito tempo moramos numa casa.como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo.

Título: Bagagem 
Autora: Adélia Prado 
Editora: Record 
Pág: 143
Leitura: 08/01 a 11/01/2015
Tema: Escritoras  (livro escrito por mulher) 
Data: 08 de março (internacional da mulher)
Sinopse: O livro Bagagem, foi a primeira publicação de Adélia Prado, de 1976, por indicação de Carlos Drummond de Andrade. Declaração da autora sobre a obra: "Meu primeiro livro foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento”. Os poemas mostram sua profunda religiosidade e o amor pelas coisas simples da natureza.

sábado, 10 de janeiro de 2015

KNULP

A primeira vez que ouvi falar de Knulp foi num vídeo da Ana Karina, para o mês da leitura mágica. E fiquei bastante curiosa na época, mas não fiz nenhum movimento para conseguir o livro. Lembrei dele este comecinho de ano, pois há muito venho pensando em como seria ler alguma outra coisa do Hemann Hesse, faz séculos que li Sidarta e nem sei dizer o que achei quando o li. 
Então resolvo que este, junto com aquele Homem de olhos dançantes poderiam marcar meu desafio no mês de janeiro, e se descubro que O homem de olhos dançantes, poderia ficar para o mês dos casais, agora descubro que este pode ficar lá para dezembro, o mês dos premiados. Hesse foi brindado com o Nobel de Literatura e com prêmio Goethe.  Ou talvez para abril, afinal o Knulp é um belo do embusteiro? (parece!...)
E agora? 
O outro grande problema durante a leitura foram os ácaros, mofo, etc. Atacou legal a rinite, com dores no corpo, coriza, e seja lá o que mais ataca junto. Para sanar o problema apelei para aquelas máscaras cirúrgicas, ajudou, mas não resolveu. Foi então que munida de máscara e luva fiz uma faxina geral no livro. Higienizei a capa, depois passei um Perfex seco em cada página. Deixei descansar algum tempo em local arejado e seco,  e...  A leitura ficou mais confortável. Quando comentei com Bel, minha colega de trabalho, o que tinha acontecido, ela quis saber que livro era este que compensava tanto esforço, e eu disse a ela: é um HESSE!  Simples assim!

Este livro, assim como O Homem de olhos dançantes,  foi emprestado  desta biblioteca aqui:




Grifos:



Será que não preferes descer pela escada, em vez de pulares a janela?
Aprende-se de tudo, quando se viaja.
Mas, não era seu hábito meter-se em assuntos alheios, e não sentia necessidade de tornar os seres humanos melhores ou mais sábios.
Os pensamentos e opiniões não têm valor; não se age como se pensa; ao contrário, dá-se cada passo sem refletir, mas como manda o coração. 
A gente se apega aos hábitos quando vai ficando mais velho.

Título: Knulp 
Autora: Hemann Hesse 
Editora: Record 
Leitura: 03/01/2015
Pág: 130 
Leitura: 03/01/2015 a 08/01/2015
Tema: Novinho em folha (o último livro que você 
comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)
Data: Ano novo
Sinopse: Knulp narra três momentos da vida de Karl Eberhard Knulp, um homem alegre e conversador que, nas suas caminhadas por uma Alemanha rural, quase desconhecida, vive a transição para a vida adulta. Knulp é um poeta popular, um aprendiz que nunca chegou a estabelecer-se para exercer pacata e ordeiramente a profissão.
Após o longo tempo em que se mantém à margem da chamada «vida normal», sempre em busca do sentido da amizade, do amor e da sua própria existência, é-lhe possibilitada uma compreensão mais íntima da natureza e do essencial, quando então contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si.
Knulp é uma narrativa que consiste em três histórias da vida de Karl Eberhard Knulp. Na primeira delas, Knulp é-nos apresentado como um sujeito alegre e conversador, que interrompe as suas eternas caminhadas hospedando-se na casa de um antigo companheiro de viagem.
Na segunda parte apresentam-se as recordações de um amigo de Knulp, as conversas entre ambos sobre o sentido da vida, sobre as virtudes do sedentarismo e da vida em eterno movimento, sobre a amizade e o amor. A última história apresenta o fim de Knulp, o regresso à terra natal, fisicamente já bastante debilitado por muitos anos de vagabundagem. Contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si.