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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

LENDO LOLITA EM TEERÃ

Não lembro quando ouvi falar de Lendo Lolita em Teerã pela primeira vez, mas ouvi e vi muitas vezes, e eu que não resisto a livros que fazem rir, também não resisto a livros sobre livros.  E depois de resistir muito acabei por comprar e deixei na pilha. Havia o costumeiro receio de que o livro não fosse tudo o que diziam, a maioria dos comentários foi de gente que recebeu o livro de parceria, e "vamo" combinar não dá para levar a sério opinião de parceiro. E o livro foi ficando, ficando, ficando. Como tenho por regra ler todo, todo livro em que invisto meu dinheiro, sabia que uma hora ele iria sair de lá. E saiu, agora que tenho que ler um livro escrito por mulher e/ou que tenha um título com apenas três palavras, aliás "fala sério" contar a quantidade de palavras é um jeito bem esquisito de escolher um livro, mas quem sou eu para dizer alguma coisa, não é?

Pois é, saiu justamente neste mês em que estou de férias tiro da pilha um bando de livro (que sei que não vou ler, raramente consigo ler nesses dias prazenteiros de ver amigos/paisagens/paragens  e jogar conversa fora), mas sempre insisto e dá em nada (rs). Pois então, entre os livros escolhidos está esse Lolita em Teerã, que praticamente não sai da sacola exceto nos últimos dias das férias. Uma leitura agradável e que mistura biografia com os encontros literários (quase um clube de leitura) entre a autora e suas ex-alunas.

Levo praticamente dois meses para terminar a leitura, primeiro que férias não é o período que mais leio, como disse acima. Por outro lado embora a leitura seja relativamente fluída, as duas  primeiras partes deram um certo trabalho: Gatsby  e Lolita nunca foram meus preferidos. Mas James e Austen (as duas últimas partes) foram leituras absolutamente fantásticas. É muito bom ler sobre como os livros podem nos unir e apoiar nos melhores e piores momentos. Gostei bastante!

E o livro pensado em ser tema do desafio no mês das mulheres, passou por três palavras e ficou no desafio com o tema livro com nome de lugar no título. 

Para saber mais:
http://azarnafisi.com/ 
https://www.goodreads.com/author/show/5151.Azar_Nafisi
https://www.facebook.com/azarnafisi

Grifo: 
Não menospreze, sob qualquer circunstância, uma obra de ficção tentando transformá-la numa cópia fiel da vida real; o que procuramos na ficção é muito menos a realidade do que uma epifania da verdade. 
Por que histórias como Lolita e Madame Bovary - histórias tão tristes e tão trágicas - nos deixam felizes? Não é pecado sentir prazer quando se lê algo tão terrível? Nos sentiríamos assim se soubéssemos dessas histórias pelos jornais ou se acontecessem conosco?

Título: Lendo Lolita em Teerã
Autor:  Azar Nafisi
Editora:  BestBolso
Pág: 420
Leitura:  19/02 a 23/04/3016
Tema: Títulos com apenas três palavras
Sinopse:  A autora iraniana Azar Nafisi nos conduz à intimidade da vida de oito mulheres que precisam encontrar-se secretamente para explorar a literatura ocidental proibida em seu país. Durante dois anos, antes de deixar o Irã, em 1997, Nafisi e mais sete jovens liam em conjunto Orgulho e Preconceito, Madame Bovary, Lolita e outras obras clássicas sob censura literária. A narrativa de Nafisi remonta aos primeiros dias da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini (1979), quando a autora começou a lecionar na Universidade de Teerã, em meio a um turbilhão de protestos e manifestações. Obra de grande paixão e beleza poética que nos ajuda a entender os sangrentos conflitos do Irã com o vizinho Iraque, e a tirania do regime islâmico.

terça-feira, 1 de março de 2016

AS PEQUENAS VIRTUDES


Não é uma tarefa fácil escrever sobre esse livro, um misto de ensaio e de biografia ou memórias. Eu já havia visto e lido bastante sobre ele, mas não me animava a comprá-lo, tinha um certo receio. Mas, no Natal ele surpreendentemente aportou por aqui. E um dos meus compromissos/metas é não acumular mais livros que ganho de presente, sempre tento encaixar algum entre as minhas leituras. E já que março o tema é livro escrito por mulher (igual ao ano passado),  resolvi tirá-lo da pilha. Sem esquecer que também serve para o Leia mais mulheres na categoria não ficção,


Para ver se ia funcionar eu o abri aleatoriamente e me deparo com isto "houve a guerra e vimos desmoronar muitas casas e agora não nos sentimos mais seguros em casa como antes quando estávamos quietos e seguros ". (67) 
O que me remete aos escritos do Monge Thich Nhat Hanh, em seu livro Medo, que acabo de ler. E volto a pensar que os livros conversam entre si, ou então somos atraídos para determinados escritos e temos que estar atentos para percebemos o querem nos dizer. 

Li um artigo/informe publicitário/resenha ou seja lá que nome queiram dar que dizia que eu deveria começar a ler o livro pelo ensaio que dá título ao livro, ou seja, devo começar pelo fim. Claro que não aceitei o conselho e li do começo, e me encantei com Inverno em Abruzzo, onde tive um misto de enlevo e contemplação, me diverti muito com a mordacidade de Elogio e lamento da Inglaterra.  E vejam só o último As pequenas virtudes me pegou vejam só ela fala de educação financeira, e finanças faz parte do ofício da pessoa. 

Grifos:

A cidade que era amada por nosso amigo continua a mesma.
A natureza essencial da cidade é a melancolia. 
Ele ama os museus, e eu o acompanho com esforço com uma desagradável sensação de dever e de cansaço. Ele ama as bibliotecas, e eu as odeio.

Artigo Estadão:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,novo-livro-de-natalia-ginzburg-ensina-como-educar-em-tempos-de-barbarie,1722970


Título:  As pequenas virtudes
Autor:  Natalia Ginzburg
Editora: Cosac Naify
Pág: 160
Leitura: 15 a 17/02/2016
Tema: Escrito por mulher
Sinopse: O livro reúne onze textos da italiana Natalia Ginzburg situados entre o ensaio e a autobiografia. Lançado em 1962, é considerado uma das grandes obras da escrita memorialística do século XX. Trata-se de uma prosa límpida, elegante, aliada ao vigor típico dos escritores que, ao falar das coisas mais prosaicas, desvelam as vivências mais profundas. Entre os escritos, está “Retrato de um amigo”, o mais belo perfil do poeta e amigo Cesare Pavese; em “As relações humanas” e “As pequenas virtudes”, a autora disseca todos os fios que conectam as gerações; sua experiência em tempos de guerra estão narradas em “Sapatos rotos” e “O filho do homem”; uma visão irônica e cômica da inóspita Londres aparece em “Elogio e lamento para a Inglaterra” e “La Maison Volpé”.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

FLOR DO DESERTO

Título:  A flor do deserto
Autor:  Waris Dirie
Editora: Hedra
Pág: 256
Leitura: 18 a 28/11/2015
Tema: Consciência Negra
Sinopse: Waris Dirie, nascida numa família nômade no deserto da Somália, sofreu mutilação genital como muitas garotas de sua tribo. Para fugir de um casamento não desejado, atravessa a pé o deserto africano até chegar à capital, Mogadíscio, e daí a Londres. Apesar de ter uma vida inicialmente acidentada, Waris, já em Londres, se tornaria modelo de projeção internacional, chegando inclusive a estrelar um filme de James Bond. 




A primeira vez que ouvi falar deste livro foi em uma conversa com minha prima, ela havia lido o livro e ficado encantada e insistiu que eu  deveria ler. Lembro de ter comentado que eu tinha comprado Infiel, de Ayaan Hirsi Ali, já há um bom tempo mas não havia lido por não me sentir emocionalmente preparada (à época) .  Mas, depois de ler o livro da Ayaan, me senti instigada pela livro da Waris. Aliás livrinho difícil de achar, diga-se de passagem, levei um bom tempo até encontrá-lo. Depois quando consegui não sei porque cargas d'água não conseguia sair da primeira página. Aliás sei sim, comparação. Maldita comparação. Vocês entenderam, não é?

Mas aí este ano eu queria ler alguma coisa para o mês da Consciência Negra e olhando na estante lembrei deste livro da Waris, ainda que houvesse o Nômade por aqui. E confesso que o escolhi porque achando que não iria gostar era mais um a ir morar nalguma biblioteca, deixando um espaço livre nas minhas entulhadas prateleiras. 
Bem estava enganada, desta vez a leitura fluiu muito bem e eu entendi porque minha prima gostou tanto. Me fez repensar no que é ser mulher e sobretudo o que é ser mulher negra. Me fez pensar nas nossas diferenças culturais e religiosas, e sobretudo na vida. Me fez pensar muito na vida, em conceitos, preconceitos e valores.

Devo dizer que por enquanto Flor do deserto continuará por aqui... 

Grifos:
A vida no deserto não é fácil, e a vida de uma mulher no deserto é ainda pior.
 Essas noites são as minhas lembranças favoritas da Somália: sentada com minha mãe, meu pai, e minhas irmãs e irmãos, todos estavam satisfeitos e felizes. Sempre tentávamos, todos estávamos satisfeitos e felizes. Sempre tentávamos ser alegres e otimistas. Ninguém ficava reclamando e dizendo: "Ei vamos falar sobre a morte". A vida que tínhamos era muito difícil, precisávamos gastar toda a nossa energia para sobreviver


domingo, 1 de novembro de 2015

O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO


Minha história com este livro vai longe, muito tempo mesmo,  nem sei quanto.  Tempos atrás lembro de ter visto este livro aqui e ali, não sei exatamente porque achei que era autoajuda e que não estava interessada. 
Mas, aí vem este tema de novembro no Desafio e tenho que procurar alguma coisa para ler. Não lido bem com o tema na vida real, nem no mundo da imaginação, então pensei: PASSO! 
Mas, ainda assim fiquei pesquisando para ver se encontraria algo que pudesse ler, e que o melhor seria ler logo e me livrar da porcaria. (desculpe-me! mas...)
Fiz uma listinha e fui pesquisar nas bibliotecas, porque em minhas prateleiras dificilmente encontraria alguma coisa. E encontrei este aqui, peguei o livro e começo a leitura, o tema é pesado. Me parece que a leitura flui bem, e apesar do tom de estupefação nos capítulos iniciais que leio  a leitura avança sem que me dê conta. Penso em alternar a leitura com algo mais leve, penso em ler apenas um ou dois capítulos por dia, mas apesar disso vou lendo naquele ritmo de só mais um capítulo, só mais um. E o livro acaba. Apesar disto, lá por volta da página 80 a leitura deu uma travada quando fiquei me perguntando o que era o tal do pensamento mágico. Sinceramente ainda não sei, mas também deixa pra lá. 
É sim um tema pesado, o livro mistura um estilo diário com reportagem e há demasiados termos técnicos/científicos/médicos.  
Chamou-me a atenção a foto escolhida para a contra-capa que traz uma Didion ainda jovem, e quando ela escreveu o livro já estava com cerca de 70 anos.  
Fico me perguntando porque...

Uma das coisas que me chama a atenção no livro é a generosidade que é vista e acolá por parte de amigos. Sempre me causa uma certa estranheza estes relatos, porque parecem mais raros por estas plagas, onde cada um vive em seu mundinho e finge não existir a dor. Aliás onde parece que todo mundo faz parte de propaganda de margarina.  

O livro ganhou o Prêmio National Book, seja lá o que isto signifique. 

Grifos:


Eu conversava com John sobre tudo o que acontecia.
Tudo estava indo bem, como sempre, e de repente aquela merda toda aconteceu.
A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante.Você se senta para jantar, e aquela vida que você conhecia acaba de repente.
Até o presente momento, eu só tinha podido sofrer, não realmente ficar de luto. Sofrer é uma coisa passiva. Apenas acontece. O luto, o ato de lidar com o sentimento de perda, requer uma atenção especial. 



Título: O ano do pensamento mágico 
Autora: Joan Didion
Editora:  Nova Fronteira 
Pág: 221
Leitura: 13/01 a 18/01/2015 

Tema: Morte/morrer 
Data: Finados
Sinopse: As frases iniciais de "O Ano do Pensamento Mágico" dão o tom exato da narrativa densa e contagiante que será compartilhada com o leitor: "A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente". Sem uma gota de autopiedade e com um estilo envolvente e emocionante, Joan Didion, uma das mais aclamadas escritoras e intelectuais americanas, narra o período de um ano que se seguiu à morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne, e a longa doença de sua única filha. Feito com uma contagiante dose de sinceridade e paixão, "O ano do pesamento mágico" nos revela uma experiência intensamente pessoal e, ao mesmo tempo, universal. Uma história que falará alto a quem ama ou já amou alguém, com a profundidade que as grandes relações têm, sejam elas entre pais e filhos ou entre companheiros de uma vida. Este é um livro para todos os que já se perguntaram: E agora? O que fazer se a vida parece não ter mais sentido algum? É um livro sobre a superação e sobre a nossa necessidade de atravessar - racionalmente ou não - momentos em que tudo o que conhecíamos e amávamos deixa de existir  

sábado, 22 de agosto de 2015

MANSFIELD PARK

Muito tempo atrás visitando a casa de uma colega, vi em uma das muitas pilhas acumuladas um livro que me chamou a atenção. Não, não foi o Mansfield Park, foi O Cânone Ocidental, de Harold Bloom. Que durante muito tempo foi um objeto de desejo. E quando ele aportou aqui em casa o ensaio sobre Jane Austen, despertou por demais a minha atenção. E durante muito tempo andei atrás de Persuasão, esgotado à época. Até que um dia o encontrei perdido nas prateleiras da extinta e saudosa Grandes Autores.  
E neste ensaio Mansfield Park é citado várias vezes. Procurei o livro por um tempo e esqueci. Depois comprei e esqueci, e agora ele sai das prateleiras. 

Desde junho quando o Desafio era ler livros de histórias com casais que procuro uma grande/boa história de amor para ler. Não, não tá fácil. Conversando com uma amiga/colega de trabalho ela me sugeriu Bovary ou Karenina, já li os dois e eu queria uma história de amor com final feliz, nada trágico. A vida/contemporaneidade já tem sua boa cota de tragédias. E foi assim, que olhando as prateleiras tirei de lá esse Mansfield. E embora tenha gostado bastante de ler, achei a história de amor bem rala.  

Não foi uma leitura rápida, levei mais de um mês para lê-lo. E a pretensa vida amorosa de Fanny Price pouco me interessou. Mas chamou a minha atenção o retrato da sociedade de uma época (?) com seus conflitos e preconceitos, muitos por sinal... Onde pobres e não pertencentes à aristocracia eram discriminados, inclusive em um mesmo grupo familiar, como se pode observar logo no começo com as três irmãs... Os que ascenderam socialmente ditos melhores do que aqueles sócio ou economicamente inferiores.  Retrato de uma época? Pois sim!!!


Grifos:
Pobre Fanny! Nem pode se prejudicar como deseja!
A tragédia pode ser sua escolha, mas certamente parece que a comédia a escolheu.
Seu pai é um clérigo, seu irmão também é um clérigo, e eles todos são clérigos juntos

Título: Mansfield Park
Autor: Jane Austen
Pág: 226
Editora: BestBolso
Leitura:  02/07 a 11/08/2015
Sinopse: Jane Austen mais uma vez nos surpreende com seu olhar mordaz e seus personagens cativantes ao retratar a sociedade inglesa do início do século XIX. Desde pequena Fanny Price vive com parentes ricos em Mansfield Park, em uma bela propriedade no interior da Inglaterra. Inteligente e estudiosa, aproxima-se de Edmund, o único entre seus primos que compartilha sua paixão pelos livros, e passa a nutrir sentimentos profundos por ele. Com a chegada dos Crawford á vizinhança, porém, Edmund apaixona-se pela cínica Mary, e o volúvel Henry Crawford encanta-se por Fanny. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

SOLSTÍCIO DE INVERNO

Muito tempo atrás numa outra vida (literária) eu li vários livros de Rosamunde Pilcher. Não sei bem porque acabei doando quase todos os livros que tinha da autora (arrependimentos à vista?!). Tempos depois minha tia falou-me (várias/muitas vezes) sobre como Os catadores de conchas era um livro fantástico, chegou a emprestar-me (nunca li). 

E então vi este Solstício de Inverno com uma capa linda na livraria. Mas, não comprei.   E depois o programa Iluminuras (TV Justiça)  chamou a minha atenção para  o livro. Eu até o emprestei da biblioteca certa vez, li algumas páginas e cheguei a conclusão que um livro de 640 páginas, para ler com data marcada e lista de espera, não ia funcionar muito bem. Lembrei dele agora que tenho que ler um livro sobre inverno, num verão de 30º. 

Volto a emprestar o livro da biblioteca e sim, como a Juíza Elisabeth Amarante disse no programa...  é um livro que convida para um chá, e o tomei muitas vezes. 

Solstício de Inverno não é de modo algum uma obra prima, então porque gostei tanto? Acho que posso começar a responder isto com outra (s) pergunta (s):  o que procuro quando começo a ler um livro? Esta é uma pergunta fundamental?  Talvez seja. Às vezes beleza, conhecimento, riso, encantamento, entretenimento, e arte... Neste momento minha alma busca acalanto e aconchego, os tempos andam tão bicudos que uma história mais fluída, e cálida vai muito bem, obrigada. Aqui não há arroubos, nem enredos intricados, ou dramas insolúveis; e muitos dirão: mas, não acontece nada!  Bem para estes sugiro procurar outro tipo de livro. Mas, aqueles que buscam uma leitura gostosa e prazenteira, com clima de Natal (mesmo que estejamos no Carnaval!), ah! estes vão se encantar! 

E maluca que sou não resisti e comprei o meu antes devolver a publicação da biblioteca! Olha só!


Título:  Solstício de Inverno 
Autor:  Rosamunde Pilcher
Editora: Bertrand
Pág: 640
Leitura: 02/02 a  25/02/2015
Tema: Inverno
Data: Inverno

Sinopse: Em Solstício de Inverno, Rosamunde Pilcher conta a história de Elfrida Phipps, que deixa Londres para construir uma nova vida em Dibton, pequena cidade em Hampshire, onde desfruta da companhia do cão Horácio e da amizade dos Blundell. Porém, uma tragédia imprevista muda a sua rotina e abala radicalmente a sua vida.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

UM AMOR DE ADOLESCENTE

Um amor de adolescente é uma das histórias contidas no livro Segundas Chances, de Barbara Delinsky, que durante muito tempo figurou entre uma das minhas escritoras favoritas principalmente por conta do livro Sombras de Grace. 
Neste livro Grace é uma bem sucedida jornalista, que percebe-se perdendo a memória, a luta dela para camuflar o Alzheimer e de sua família para lidar com a  suadoença me conquistaram. 
Depois disto eu li vários livros da autora, gostei de vários uns mais outros menos. Geralmente comprava tudo que a Bertrand publicava, depois começaram a aparecer uns que não me desagradavam de todo, mas que eu lia e logo em seguida não lembrava de coisa alguma. 
Não sei quando este livro (Segundas Chances) veio cá para casa, não tenho o hábito de anotar a data de compra dos livros, ou de quando chegam por aqui. Também não sei quando li a primeira das histórias (Com amor e carinho), deve ter cerca de um ano ou pouco mais. E esta semana achei que estava na hora de concluir a leitura  do livro. Já havia tentado algumas outras vezes sem muito sucesso. Mas, depois de uma certa insistência e conseguir transpor as primeiras páginas a leitura fluiu muito bem. Embora a história seja absolutamente clichê, e por vezes tão meloso e melodramático que torna-se patético, mas ainda assim gostei de ler, porque me diverti com o livro e assim está bom.  
A autora agraciada com os prêmios de melhor Romance Contemporâneo da revista Romantic Times e a Medalha de Ouro da associação Romance Writers of America.


Título: Um amor de adolescente
Autor: Barbara Delinsky
Pág.:  218
Leitura: 13 a 18/04/2015
Tema: Casais
Data: Dia dos Namorados
Sinopse: Marni tinha apenas 17 anos quando se apaixonou por Web. Mas um trágico acidente os afastou por 14 anos  Agora presidente do império da família Lange, Marni é escolhida para estrelar a primeira capa da mais nova revista da empresa. E, para captar a essência daquela mulher de 31 anos através das lentes, é contratado um virtuoso da fotografia… Brian Webster.  




quarta-feira, 3 de junho de 2015

O PINTOR QUE ESCREVIA



Não me pergunte como cheguei a este livro, porque não sei. Quando decidi procurar opções de livros na biblioteca, cheguei a este, mas não lembro o que buscava. 
Será minha primeira leitura de um livro de Letícia Wierzchowski. Da autora tenho na pilha esperando há algum tempo: Sal. Mas, este Pintor me chamou a atenção e vamos a ele. 

A narrativa começa bem fluída e a leitura corre de maneira muito boa. A história começa na década de 1950 e em seguida dá um salto para a década de 1970. Algumas vezes, o tempo histórico não me convencia totalmente. Era como se eu estivesse em um baile à fantasia.  
Embora o livro seja bem curto a partir de determinado ponto a leitura emperrou e não conseguia avançar. Livro errado no momento errado? Não sei.  E cheguei ao final mais como uma forma de me livrar logo do livro que de saber o final da história, uma pena porque começou muito bem. 
Se você já leu me conta como foi a leitura para você.  Mas, se você não leu não desista da história tem resenhas bem positivas no Skoob. Talvez eu não esteja mais acostumada a ler histórias de amor...

PS1: Lembrei. eu encontrei este livro da Letícia enquanto procurava os ganhadores de prêmio.

PS2. Ah! Faltou dizer que a história de amor (possível/impossível/ardente/caliente) não me convenceu.  Aliás, não a história, os motivos da história. Talvez amor não se explique, até se complique, mas...

Grifos:


A minha rinite e a minha alma, Zeca. Uma mulher louca, uma bela mulher e um pintor suicida.  Estamos muito bem, é uma bela combinação. Nem imagino o que aquelas telas podem estar guardando...
Um pintor que escrevia. A tela era sua página.
Por que conto isso agora? Talvez porque, hoje, eu pinte apenas para ter este lenço esticado.
Depois deste céu você quer um Valium?
De outro nicho, sai correndo uma barata, assustada com aquela presença inconveniente e perturbadora.

Título: O pintor que escrevia: amor e pecado
Autora: Letícia Wierzchowski
Editora:  Record
Pág: 144
Leitura: a 13/01  a 20/01/2015
Tema: Casais
Data: Dia dos namorados

Sinopse: Duas pessoas apaixonadas e um pecado que transforma suas vidas são os protagonistas de O Pintor que Escrevia , novo romance de Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres . Em O Pintor que Escrevia , a autora conta a história de Marco Belluci, pintor italiano que se refugiou no Brasil durante a Segunda Guerra e suicidou-se sem explicações. Belluci deixou muitos quadros, que foram encaixotados e assim permaneceram por muito tempo. Vinte e um anos depois da morte de sua morte, um conhecido marchand ao avaliar sua obra, descobre textos escritos atrás de cada tela, que revelam um amor que custa crer que tenha existido.

sábado, 18 de abril de 2015

MRS DALLOWAY

Mrs Dalloway disse que ela própria iria comprar as flores, a frase é emblemática e sempre me atraiu, contraditoriamente o livro não. Na adolescência tentei ler As ondas e Orlando, instigada por críticas literárias lidas em revistas e jornais (hoje sei o que são informes publicitários, que tola que eu era) e eu que estava na idade dos arroubos e paixões, e dos grandes amores possíveis e impossíveis me dei melhor com as Brontë (O morro dos ventos, ah! como eu sofri junto com Heathcliff), com Austen (O orgulho) e até com o casal representativo do amor shakespeareano: Romeu e Julieta. Só muitos anos depois é que a Woolf voltou a aportar em minhas mãos através das leituras para a pós em antropologia, quando li Um teto todo seu, que adorei. 
Confesso que comprei Mrs Dalloway porque gostei da capa e porque era fininho, ideal para carregar na bolsa em dias de tendinite em crise (valei-me minha Nossa Senhora dos Ombros Doloridos) .  Eu sei é um sacrilégio, mas eu não vou mentir, estou no mês das mulheres, o da mentira é no mês que vem. 
E agora que leio tenho pensamentos e sentimentos dúbios, em dado momento sinto-me lendo um dos contos da Katherine Mansfield, em outros passeando pela Avenida Niévski, do Gógol, e em outros é como se estivesse em um caleidoscópio com suas múltiplas imagens. 
Gosto da narrativa, mas é para mim uma leitura lenta que exige degustação e atenção, muita atenção. Talvez um dia eu tente relê-lo tipo de uma sentada, visto que esta foi entremeada de tantas pausas. 
Vi comentários de algumas pessoas que não gostaram porque aparentemente não acontece nada. Cristo! eu acho que acontece tanta coisa. Há toda uma vivacidade e vida interior contida aqui que me deixa exausta. 

Grifos: 
No casamento precisa existir uma pequena liberdade, uma pequena independência entre as pessoas que vivem juntas na mesma casa dia após dia;
Sentia-se muito jovem; ao mesmo tempo indizivelmente velha.
O fracasso a gente esconde.
Quando as pessoas são felizes, tinha dito a Elizabeth, elas têm uma reserva à qual podem recorrer.
As pessoas não me convidam para festas
Título: Mrs Dalloway 
Autor: Virginia Woolf
Editora: L&PM
Pág: 224
Leitura: 25/02 a 13/04/2015
Tema: Escrito por mulher
Data: Dia Internacional da Mulher
Sinopse:  Mrs. Dalloway - Num aprazível dia de verão do ano de 1923, Clarissa Dalloway, representante da elite londrina, se prepara para a festa que dará à noite. Ela sai para comprar as flores para a ocasião e, enquanto caminha pela cidade, os mais variados pensamentos ocupam sua mente – muitos dos quais não seriam adequados para uma dama da alta sociedade. Clarissa pensa em Peter Walsh, velho amigo cuja proposta de casamento recusou décadas atrás; repassa suas escolhas de vida, seus momentos de mais intensa felicidade, seu casamento com Richard Dalloway; pensa na filha adolescente, Elizabeth, em miudezas da existência e no esplendor da vida.
Iniciando com o ponto de vista de Clarissa, Mrs. Dalloway – publicado pela primeira vez em 1925 – inova a arte romanesca de forma a um só tempo delicada e radical ao alternar o foco narrativo de um personagem para outro e ao lançar mão do fluxo de consciência como maneira de acompanhar seus sentimentos, suas sensações e suas reflexões. Passado num só dia, o romance é rico em flashbacks e flashforwards, misturando, além disso, discurso direto e discurso indireto livre. Com Mrs. Dalloway, considerado por muitos sua obra mais importante, Virginia Woolf (1882-1941) comprovou que ações corriqueiras, cotidianas – como comprar flores –, podem ser tema de grande arte, e que a vida e a morte acompanham todos os momentos da existência humana.

terça-feira, 3 de março de 2015

NUMA PENSÃO ALEMÃ

Título: Numa Pensão Alemã
Autora: Katherine Mansfield
Editora: Raven
Leitura: 25/01 a  01/02/2015
Tema: Escrito por mulher
Data: Dia Internacional da Mulher
Sinopse: Esta coletânea apresenta ao público os primeiros contos desta extraordinária escritora, publicados no jornal New Age em 1910 e, em dezembro de 1911, reunidos no livro "In a German Pension".


Fui apresentada a Katherine Mansfield por uma amiga, que na época estava mudando-se para a Europa. Na partida ela me brindou com alguns livros, dentre eles dois livros de Katherine Mansfield, e me disse que era uma de suas escritoras favoritas. Não lembro bem quanto tempo ela ficou por lá, três, quatro, cinco, ou mais anos,  não faço ideia. O que sei é que nunca li os tais livros, e um dia quando conversávamos ao telefone  surgiu o nome de Mansfield   e foi aí que eu resolvi tirá-los da prateleira. Você já conhece a frase... ah! meu Deeeus! Porque eu não li antes?

E quando surgiu o tema escritoras (livros escritos por mulheres)  imediatamente pensei em Nômade, de Ayan, pensei em Woolf, aliás eu deveria enfim ler a Mrs Dalloway, que todos os anos entra na lista dos Desafios  e nunca sai de lá. E pensei, pensei também na Mansfield. O livro da Ayan seria emblemático para este mês dedicado às mulheres, mas é um livro tenso, denso e volumoso, e não sei se daria conta a tempo para o Desafio. Então fiz a opção pela Mansfield. Que é sempre uma leitura agradável e encantadora.  Ao terminar de ler o segundo conto eu já o queria reler. 

Já disse outras vezes e em relação a outros livros e correndo o risco de tornar-me repetitiva, direi de novo:  não creio que este seja um livro para toda a gente. Aqueles que procuram arroubos, emoções fortes, tramas intricadas não encontrarão nada disto aqui. A escrita de Mansfield é prosaica, cálida  e trata do cotidiano, e muitos até dirão: mas não acontece nada! É talvez sim, talvez não, depende de quem lê, como lê e porque lê. 

Fico a me perguntar o que tem a escrita de Mansfield para me agradar tanto?... Lendo o quarto conto me dei conta de que durante toda a leitura eu estive sorrindo, o que me fez olhar para os lados e ver as caras e bocas que iria encontrar. Mas, parece que ninguém notou a leitora encolhida atrás do livro, sorrindo tolamente. 
Eu diria que este é um livro para ler devagar, e é puro deleite.

Alguns contos  desta coletânea não têm como cenário a Pensão Alemã e um deles eu achei bastante melancólico, quase triste, ou triste mesmo: o conto da criança cansada. Que me fez pensar na infância narrada por  Phipppe Ariès, o que é contraditório já que eu  ainda não li Ariès. 

Grifos:


Juntas, no grupo, deveríamos ser umas oito ou dez casadas, trocando confidências com relação a roupas íntimas e às características peculiares dos maridos. As solteiras discutiam as roupas e os atrativos dos Possíveis Maridos.
Ora, há alguma coisa peculiar, íntima, na partilha de um guarda-chuva.
Nós estávamos deitadas, encolhidas no chão, enquanto uma senhora húngara, gordíssima, nos contava sobre o bonito túmulo ela havia comprado para seu segundo marido

segunda-feira, 2 de março de 2015

SEJAMOS TODOS FEMINISTAS

Em 2013 ao participar pela primeira vez do Desafio Literário, uma das minhas estratégias para garantir a participação e cumprir as metas foi sobretudo a leitura de livros curtos. Eu lia um livro pequeno, e depois encarava livros mais robustos.A segunda estratégia era antecipar leituras. E como funcionou naquele Desafio eu ainda sigo fazendo assim.  Para março a ideia sempre foi ler escritoras e escritos que falassem do universo feminino, da condição feminina. Não queria apenas um livro escrito por uma mulher, uma escritora. Foi daí que surgiu a ideia de ler Sejamos todos feministas, da Chimamanda Ngozi Adichie. Não que a ideia inicial de ler Nômade, de Ayaan Hirsi Ali, tenha sido de todo descartada. Infiel, da mesma autora,  foi um dos livros mais impactantes que já li em minha vida.

A maioria daqueles que me conhecem sabem que geralmente passo longe de livros/autores que estão no topo da lista dos mais vendidos, aclamados, aplaudidos, etc. Esta minha resistência/desconfiança vem de reiteradas decepções. Assim geralmente estou sempre atrás dos esquecidos/poucos lidos e por aí vai, e muitas vezes eles me surpreendem.  Verdade que posso perder coisas muito boas e interessantes,  mas de um modo geral tem funcionado melhor para mim desta forma, do que aventurar-me por águas muito revolvidas ou navegadas.  

Assim este Sejamos todos feministas, não segue exatamente o tipo de caminho que costumo percorrer. Não pelo tema, mas pelo oba oba (com todo respeito à aclamada e premiada) em torno da escritora. Gostei da leitura, chama a atenção para pontos que estão tão entranhados na cultura ocidental/oriental que até parece "natural". Mas, lógico não dá para ser profundo/extenso numa palestra.  O livro me fez lembrar dO Contrato Sexual, da Carole Pateman, um dos melhores livros que já li a tratar da condição feminina. 

Grifos: 
Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar. 
Por que ensinamos as meninas a aspirar ao casamento, mas não fazemos o mesmo com os meninos? 
Homens e mulheres são diferentes [e aqui é preciso complementar: mas não desiguais]


Título: Sejamos todos feministas 
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Pág: 36 páginas
Leitura: madrugada de 06/01/2015 
Tema: escrito por mulher
Data: Dia Internacional da Mulher
Sinopse: O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo."A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

domingo, 1 de março de 2015

BAGAGEM


Quando nasci um anjo esbelto, 
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira. 

Assim começa este livro de poemas... 
"Acho" que nunca li Adélia Prado e não me pergunte porque a escolhi para compor minhas leituras para o Desafio do mês de março, o mês da mulheres, porque eu acho que  não sei. Primeiro eu absolutamente  não sou a melhor leitora de poesia que existe, aliás eu nem sou leitora de poesia. Então,  por que?  Lembro que pensei em escolher escritos/escritoras que tivessem um olhar/falar feminino  ou sobre o feminino. E a figura de Adélia sempre me remete a isto, então talvez este seja o motivo. Talvez alguém pense que seja porque poesia se lê rapidamente, não para mim!

Trouxe Bagagem e O pirotécnico Zacarias quando fui devolver o Knulp. 
Começo a ler os poemas planejando ler um pouco a cada dia, dizem que poemas não se deve ler de uma sentada, mas um poema puxa outro e mais outro e quando dou por mim já ando a meio. E depois tudo se repete, e o livro acaba. Gosto dos poemas, mas não me sinto particularmente tocada como deveria ser quando se lê poesia, afinal poesia é escrita para/pela alma;  necessita de musicalidade, e minhas escassas leituras poéticas carecem de. 

E provavelmente quando eu publicar este post, já devo ter esquecido quase tudo que li. Deprimente! :(

A Adélia ganhou o Jabuti em 1978. 

Gosto particularmente:
IMPRESSIONISTA
Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante
Por muito tempo moramos numa casa.como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo.

Título: Bagagem 
Autora: Adélia Prado 
Editora: Record 
Pág: 143
Leitura: 08/01 a 11/01/2015
Tema: Escritoras  (livro escrito por mulher) 
Data: 08 de março (internacional da mulher)
Sinopse: O livro Bagagem, foi a primeira publicação de Adélia Prado, de 1976, por indicação de Carlos Drummond de Andrade. Declaração da autora sobre a obra: "Meu primeiro livro foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento”. Os poemas mostram sua profunda religiosidade e o amor pelas coisas simples da natureza.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

BLISS: UMA PITADA DE MAGIA

Quando vi Bliss na livraria a primeira vez não resisti à capa. Eu o li  para o Desafio Literário de 2014 . E embora achasse que a história não pedia continuação, não resisti quando soube que haveria mais um volume, e agora que estou lendo este Uma pitada de magia, descubro que foi lançado mais um terceiro. (aff!!!)  

Não sou interessada em séries e não tenho paciência para elas. De um modo geral acho que é só uma forma de fazer caixa. Mas, a gente sempre quer saber o que vem a partir daí, não é?

Neste a autora utiliza-se de ingredientes que atraem muito nos tempos pós modernos: competição, reality shows, intrigas e maldades. A linha segue a mesma trilha do volume anterior em que todas as estratégias pensadas e utilizadas pelos garotos para recuperar o Tomo de Culinária roubado pela tia Lily (afinal toda família tem uma banda podre, e a tia Lily é uma grande trapaceira) acabam funcionando às avessas. É  uma história que  envolve magias e culinária, afinal temos uma família de bruxos confeiteiros, bruxos do bem claro,  a história é leve e até divertida.  

Adorei o ratinho flautista. 

Aparentemente este volume da série  foi melhor revisado que o anterior  

Eu diria que é um livro gostosinho,  para ler sem comprometimento quando se quer apenas relaxar.




Título:  Uma Pitada de Magia
Subtítulo: Confeitaria Bliss - Livro 02
Autor:  Kathryn Littlewood
Editora: Salamandra
Pág: 368
Leitura: 05  a  13/02/2015
Tema: fantasia
Data: carnaval
Sinopse: Rosemary Bliss fará qualquer coisa para conseguir de volta o Tomo de Culinária Bliss - livro ancestral, que contém receitas mágicas de sua família, que sua falsa tia Lily roubou. Por isso Rose a desafia Oara em uma competição internacional de culinária em um programa de TV! Neste segundo livro da trilogia Bliss, Kathryn Littlewood combina mágica divertida com ousadas aventuras, resultando em uma receita para leitor nenhum botar defeito.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O HOMEM DE OLHOS DANÇANTES

Quando comecei a preparar a minha listinha para o Desafio Literário de 2015 me deparei com dois temas que dificilmente iria encontrar alguma coisa nas prateleiras aqui de casa: 
- Outubro: Terror
- Novembro: Finados (personagens que têm que lidar com a morte – já ocorrida ou iminente). 
Passo longe disso aí. :(
Então o jeito seria  apelar para as bibliotecas, e foi o que fiz, entrei no site de uma delas e comecei a fuçar. Mas, vamos jogar limpo por aqui, eu não tinha/tenho a menor vontade de ler nenhum dos dois temas. Mas, como Deus é pai e protege os inocentes, e eu sou inocente, claro! Encontrei algumas possibilidades, como por exemplo o livro do Saramago, As intermitências da morte, que dizem que chega a ser divertido. Coisa que duvido, mas vá lá. 
Mas, foi dessa busca que veio a ideia de tentar ver o quanto poderia cumprir do Desafio lendo apenas livros emprestados da (s) Biblioteca (s). Não fosse isto talvez este delicioso Homem de olhos dançantes, da Sophie Dahal jamais viesse parar por  aqui. A ideia original era incluí-lo no tema proposto para janeiro: Novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado). Mas, eis que me deparo com o primeiro problema: O homem dos olhos dançantes é um livro sobre uma doce história de  amor, e agora? O livro entra para janeiro ou fica para junho quando precisarei de um livro com casais? 
O livro é leve, rápido, fluído, doce e muito, muito poético. Cita Byron, Eliot, Dylan, Ella Fitzgerald, tudo isto para embalar o amor de Pierre e do homem de olhos dançantes. E tem umas ilustrações  bem interessantes. Se o livro fosse meu estaria cheio de marcações.
Uma delícia de livro, talvez acabe comprando um pra mim. E a ideia definitivamente não era esta.

PS. Seguindo a ideia original, manterei este belo Homem de olhos dançantes nas leituras de Janeiro.



Título: O homem de olhos dançantes
Autora: Sophie Dahal  [neta de Roald Dahal, segundo a Wikipedia]
Ilustrações: Anne Morris
Tradução: Adriana Falcão
Editora: José Olympio
Leitura: 03/01/2015
Livro não paginado. 
Tema: Novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)
Data: Ano novo Sinopse:  Era uma vez uma menina chamada Pierre, que se apaixonou pelo homem de olhos dançantes. Eles se amaram, brigaram, voltaram e foram felizes para sempre. Este conto de fadas dos sonhos de muitos enamorados ainda acontece. Bom, pelo menos nos livros!
Pierre é a protagonista desta doce história de amor. Foi numa festa à fantasia que ela conheceu os olhos do seu destino - o homem dos olhos dançantes. Infelizmente, no meio do romance glorioso, ele comete uma imprudência e Pierre foge para Nova York. Mas esquecer seu amor se mostra muito mais difícil do que ela imaginava...
Mágico, emocionante e charmoso, o livro de estréia de Sophie Dahl é um romance à moda antiga para um mundo moderno.