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domingo, 8 de janeiro de 2017

COMER COMO UM FRADE

Comer como um frade: divinas receitas para quem sabe porque temos um céu na boca, de Frei Betto.  É a leitura que correu por aqui esses dias, se bem que correr não é exatamente o termo já que procurei fazê-lo bem lentamente. O livro é delicioso, imagina as receitas. 

Foi através de S., amigo e colega de trabalho,  que conheci o livro do Frei Betto. Ele emprestou-me certa vez e eu li algumas receitas e devolvi.  Agora tenho um exemplar para chamar de meu. Não sei exatamente porque o escolhi para ler agora,  apenas o peguei ao acaso e me delicio a cada página.  

Lá pelas tantas lembro que a revista Vida Simples vez por outra traz matérias sobre nossa relação com a comida.  Resolvo procurar e encontro essa aí: Faça cada garfada valer a pena, de autoria de Rafael Tonon, publicada em março de 2016. Que tem tudo a ver com esse texto do Frei Betto. E devo dizer que é muito bom quando encontro essas leituras que se complementam. 

Quem me conhece sabe que para mim cozinhar é terapêutico.  E neste livro de receitas do mar, da terra, do açúcar, do ar e da carne.  Encontro novas possibilidades de para velhos ingredientes.  Um livro de receitas delicioso e singular,  primeiro não tem fotografias, o que nos aguça a imaginação; as receitas são contadas como numa conversa ao pé do fogão (quiçá fosse à lenha);  e cada receita tem excertos bíblicos sobre o comer.  Os nomes dos pratos são engenhosos:  Canjiquinha à venerável Stella, purê mistérios gozosos, risotos aos reis magos.

Ainda não sei por onde começar, tantas receitas com jeito apetitoso...

Grifos 

Jesus fez da refeição um sacramento - a eucaristia. Mesa = missa.  130

Grifo: 
O Natal não é apenas uma data. É um estado de espírito. É isso que tem mudado.

Título: Comer como um frade:  divinas receitas para quem sabe porque temos um céu na boca
Autor:  Frei Betto 
Editora:  Editora José Olympio
Pág:  152
Leitura:  04 a 08/12/2016
Tema: Autor brasileiro, escolhe um livro ao acaso
Sinopse: Considerado um dos mais atuantes intelectuais do Brasil, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte. Frade dominicano, estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Mas, uma de suas facetas mais originais é a gastronomia.
Como ele mesmo explica: "Selecionei para este livro receitas de apurado sabor e fácil preparo. Minha intenção é facilitar a vida de quem pretende receber amigos para almoçar ou deseja preparar um jantar de muito bom gosto com o que pode ser encontrado na feira ou no supermercado da esquina. Na Bíblia, busquei o alimento para o espírito, pois nem só de pão vive o homem".
Sucesso editorial, Comer como um frade traz delícias da terra, delícias da carne, delícias do mar, delícias do ar. Mas, não poderiam faltar as delícias do açúcar (por exemplo, "Mousse de laranja ao céu da boca"). Ao final do volume, as revelações - Mistérios gloriosos e Mistérios gozosos - dicas, sugestões e tópicos para orientar os leitores. 
Tudo com muito sabor, inteligência e prazer.
• Conhecido por seus dotes culinários, Frei Betto já cozinhou para três presidentes - Lula, Daniel Ortega (Nicarágua) e Fidel Castro (Cuba)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O PÃO DA AMIZADE


Tempos atrás quando li O clube do biscoito fiquei encantada com o livro e desde então sempre procuro livros que misturem comida e amizade. De um modo geral esses livros tendem a ter um caráter reconfortante e aquecedor. E foi assim, ou por isto, que acabei comprando esse O pão da amizade, de Darien Gee. Mais uma vez o livro levou bastante tempo para ser lido. Confesso que mais por pena do que por procrastinação. Mas, resolvi tirá-lo da pilha e incluí-lo nas leituras natalinas. Mas, já ia a meio de janeiro e ainda não o havia terminado. Para mim o livro alterna passagens de leitura extremamente fluídas com outras absurdamente lentas e entediantes. Há um excesso de personagens que entram e saem da história sem que eu consiga entender a que vieram. Por outro lado a Julia inicialmente é uma chata. Entendo sua dor, entendo seu sofrimento, mas não consigo sentir a mínima empatia/simpatia com a personagem e/ou seu sofrimento. A Hannah é patética. Mas a Madeleine é para mim o que faz com que o livro tenha um quê de reconfortante e valha a pena investir na leitura desse Pão da amizade, que diga-se de passagem tem um capítulo inteirinho dedicado a ele, com receitas que me instigam a testar uma das várias sugestões.

Vale dizer que a leitura ganhou fôlego em determinada altura, quando os personagens centrais conseguem perceber que o mundo é mais amplo do que eles mesmos e seus próprios problemas. Daí em diante gostei bastante, e talvez no futuro até invista em uma releitura.

Palavra chave: Solidariedade

Vale conferir:
http://www.friendshipbreadkitchen.com/
http://www.dariengee.com/
http://www.coletivoverde.com.br/pao-da-amizade/
http://wp.clicrbs.com.br/feitoemcasa/2011/12/20/receita-do-pao-da-amizade-para-fazer-e-compartilhar/?topo=67,2,18,,38,67&status=encerrado
http://ayurvedicamente.blogspot.com.br/2012/07/pao-da-amizade-por-fermentacao-natural.html
Grifos:
Ela adora trabalhar no salão de Madeline e Madeline praticamente lhe dera carta branca para fazer o que achar apropriado para ajudar o negócio e oferecer um serviço serviço ao cliente. Conie não apenas se sente útil, ela se sente necessária.
Ela se vira para olhar Norman, que parece triste. E velho. Oma não vê o marido dessa forma, não vê a si mesma assim, porém, nesse momento, é exatamente assim que ele parece.
Deixe que os que voam alto construam os castelos no céu.




Título:  O pão do amor
Autor:  Darien Gee
Editora:  Lua de papel 
Pág: 392
Leitura: 20/12/2015 a 24/01/2016
Tema: Escritor africano 
Sinopse:  Um presente anônimo conduz uma mulher a uma jornada que ela jamais poderia imaginar. Certa tarde, Julia Evarts e Gracie, sua filha de cinco anos, chegam em casa e encontram um presente na varanda da frente: um pão da amizade com o simples bilhete "espero que você goste". Junto, há um pacote de farinha, instruções de como fazer o pão e um pedido para que ele seja compartilhado com outras pessoas. 
Ainda abalada pela tragedia que a distanciou da irma, antes sua melhor amiga, Julia continua perdida quanto aos rumos de sua vida. Ela jogaria fora o presente anônimo, mas, para alegrar Gracie, concorda em assar o pão. 
Quando Julia conhece duas recém-chegadas a pequena cidade de Avalon, Illinois, ela desencadeia uma ligação ao oferecer a elas uma parte da massa. A viúva Madeline Davis esta trabalhando para manter aberto o seu salão de chá, enquanto a famosa violoncelista Hannah Wang de Brisay esta numa encruzilhada, com o fim da carreira e o do casamento. Na cozinha do salão de chá de Madeline, as três mulheres firmam uma amizade que mudará suas vidas para sempre.
Não demora para que todos em Avalon estejam assando o pão em suas cozinhas. Mas este momento feliz e as novas amizades também apresentam um novo desafio: a necessidade de reencontrar a irma e lidar com uma situação que ela preferia esquecer.
O pão da amizade conta uma historia espiritual e comovente sobre vida, amizade, dores e dificuldades, comida e família, mas também sobre a necessidade de mantermos acesa a esperança.