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terça-feira, 1 de março de 2016

AS PEQUENAS VIRTUDES


Não é uma tarefa fácil escrever sobre esse livro, um misto de ensaio e de biografia ou memórias. Eu já havia visto e lido bastante sobre ele, mas não me animava a comprá-lo, tinha um certo receio. Mas, no Natal ele surpreendentemente aportou por aqui. E um dos meus compromissos/metas é não acumular mais livros que ganho de presente, sempre tento encaixar algum entre as minhas leituras. E já que março o tema é livro escrito por mulher (igual ao ano passado),  resolvi tirá-lo da pilha. Sem esquecer que também serve para o Leia mais mulheres na categoria não ficção,


Para ver se ia funcionar eu o abri aleatoriamente e me deparo com isto "houve a guerra e vimos desmoronar muitas casas e agora não nos sentimos mais seguros em casa como antes quando estávamos quietos e seguros ". (67) 
O que me remete aos escritos do Monge Thich Nhat Hanh, em seu livro Medo, que acabo de ler. E volto a pensar que os livros conversam entre si, ou então somos atraídos para determinados escritos e temos que estar atentos para percebemos o querem nos dizer. 

Li um artigo/informe publicitário/resenha ou seja lá que nome queiram dar que dizia que eu deveria começar a ler o livro pelo ensaio que dá título ao livro, ou seja, devo começar pelo fim. Claro que não aceitei o conselho e li do começo, e me encantei com Inverno em Abruzzo, onde tive um misto de enlevo e contemplação, me diverti muito com a mordacidade de Elogio e lamento da Inglaterra.  E vejam só o último As pequenas virtudes me pegou vejam só ela fala de educação financeira, e finanças faz parte do ofício da pessoa. 

Grifos:

A cidade que era amada por nosso amigo continua a mesma.
A natureza essencial da cidade é a melancolia. 
Ele ama os museus, e eu o acompanho com esforço com uma desagradável sensação de dever e de cansaço. Ele ama as bibliotecas, e eu as odeio.

Artigo Estadão:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,novo-livro-de-natalia-ginzburg-ensina-como-educar-em-tempos-de-barbarie,1722970


Título:  As pequenas virtudes
Autor:  Natalia Ginzburg
Editora: Cosac Naify
Pág: 160
Leitura: 15 a 17/02/2016
Tema: Escrito por mulher
Sinopse: O livro reúne onze textos da italiana Natalia Ginzburg situados entre o ensaio e a autobiografia. Lançado em 1962, é considerado uma das grandes obras da escrita memorialística do século XX. Trata-se de uma prosa límpida, elegante, aliada ao vigor típico dos escritores que, ao falar das coisas mais prosaicas, desvelam as vivências mais profundas. Entre os escritos, está “Retrato de um amigo”, o mais belo perfil do poeta e amigo Cesare Pavese; em “As relações humanas” e “As pequenas virtudes”, a autora disseca todos os fios que conectam as gerações; sua experiência em tempos de guerra estão narradas em “Sapatos rotos” e “O filho do homem”; uma visão irônica e cômica da inóspita Londres aparece em “Elogio e lamento para a Inglaterra” e “La Maison Volpé”.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

TODA MAFALDA

Título: Toda Mafalda 
Autor: Quino
Editora: Martins Fontes

Pág: 420
Leitura: 20/11/2014 a 11/04/2015
Tema: Ganhadores de prêmios 
Data: Natal
Sinopse: Toda Mafalda - Mafalda é apenas uma garotinha. Gosta de brincar, de dançar e odeia tomar sopa. Mas, com apenas seis anos de idade, a menina criada pelo cartunista argentino Quino na década de setenta tem plena consciência do mundo em que vive, cheio de injustiças,guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade.A última tirinha dessa personagem foi publicada em 1975, mas continua mais atual doque nunca. Esta edição contém todas as tirinhas publicadas por Quino, da primeira à última, e mostram, com muito humor e carisma, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto. 



*****

Grata surpresa descobrir que Quino ganhou o Prêmio Príncipe das Astúrias, em 2014. Afinal Mafalda, é um dos preferidos, e Toda Mafalda  me acompanha desde novembro de 2014.  Ao mesmo tempo causa certa estranheza, descobrir a referência a um único prêmio para ele. 

Lembro que o interesse por Mafalda foi ampliado durante um curso de Educação e Filosofia que fiz tempos atrás. Uma colega apaixonada pelas tirinhas de Quino, as usava sempre que tinha que fazer uma apresentação.  E de lá para cá já as li vezes sem conta. Durante muito tempo Toda Mafalda foi o sonho desta leitora que vos escreve. Nunca tive coragem de pagar o que pediam por ele... até que um belo dia a Fnac fez uma destas promoções malucas da internet, permitiu que eu me presenteasse com este livrinho (?) maravilhoso.

Ficou na estante por um ano, o peso e o tamanho do livro tornaram-se quase que proibitivos para quem anda sempre com a cervical reclamando e uma tendinite que parece uma sombra que não quer ser esquecida [minha Nossa Senhora dos Ombros Doloridos olhai por nós!]. Mas, daí em novembro de 2014 eu o tirei da pilha, e a maior descoberta (será que já não sabia?) é que livro tem época certa e hora marcada. Mesmo para textos curtos e divertidos como estes, tenho que estar no espírito do livro, e aí ele se torna magistral. Quando a leitura é forçada (tipo obrigação, tenho que ler para acabar e ler outro ou algo do gênero) acaba todo o encanto, tira todo o brilho. E depois que me convenci disto, relaxei. O ritmo da leitura imprimido pelo próprio livro e pelo estado de espírito, teve momentos de longas pausas, às vezes dias, outras meses. Mas, é a melhor leitura. 

Grifos:




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

LEITURAS AO LUAR

Me interessei por este livro ao ler a resenha da Cris no blog Roda dos Livros,  pensei deparar-me com um livro no estilo de O clube do Livro do Fim da Vida,  mas não foi assim para mim. 

A autora, Brenda Walker não é uma leitora comum, é uma acadêmica, e os comentários acerca dos livros que lê pareceram-me mais com pequenos  ensaios, e devo confessar não instigaram-me a querer ler nenhum livro ali citado.

Logo no começo ao buscar um livro para levar consigo ao hospital  a autora nos diz: "Mas eu gosto de ler livros que apontem para uma crença mais forte, que nos mostrem a forma como outras pessoas lidaram com o problema do sentido da vida." Esperava encontrar leituras mais amenas e quiçá otimistas, mas creio que todos os livros lidos ou citados aqui falam de dor e sofrimento, não sei em que momento estes livros apontam para uma crença mais forte, o que sei é que a mim parecem leituras que levam mais ao desespero, pessimismo ou desalento. Não entendi muito bem as escolhas feitas para um momento por si só já repleto de dor, angústia, desespero e medo. 

"Quando digo para mim mesma que os livros podem salvar uma vida não quero dizer que eles possam adiar a morte. Esse é o trabalho da medicina." Concordo, mas creio que podem dar conforto e esperança, diversão, riso e alegria, não é o caso aqui. Jamais entenderei aqueles que escolhem livros tão densos ou tensos em momentos como estes. Mas, quem sou eu para questionar algo desta ordem?

Segundo a Wikipedia a autora ganhou dois ou mais prêmios, mas escolhi o livro para tema de novembro, porque quem luta contra o câncer estar a lutar para não morrer. 


Título: Leituras ao luar
Autor: Brenda Walker
Pág. 326
Editora: Estrela Polar
Tema: Morte e morrer
Data: Finados
Leitura: 27/05 a 01/06/2015
Sinopse: Brenda Walker, escritora e professora de literatura, fala das cinco fases do seu tratamento a um cancro da mama e dos diversos autores que a ajudaram a atravessar o complicado processo de recuperação. Ao mesmo tempo que nos oferece magníficas introduções e perspectivas do trabalho de escritores como Dante, Tolstoi, Nabokov, Beckett e Dickens, Brenda mostra como o próprio processo da leitura - a entrega e depois o regresso a si - é uma metáfora do processo de cura. Lendo ao Luar guia-nos, dá-nos confiança, ilumina os lugares escuros, mostra a beleza das histórias que encontramos nos momentos de perigo e demonstra que a leitura pode ser fundamental à própria vida.

domingo, 1 de novembro de 2015

O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO


Minha história com este livro vai longe, muito tempo mesmo,  nem sei quanto.  Tempos atrás lembro de ter visto este livro aqui e ali, não sei exatamente porque achei que era autoajuda e que não estava interessada. 
Mas, aí vem este tema de novembro no Desafio e tenho que procurar alguma coisa para ler. Não lido bem com o tema na vida real, nem no mundo da imaginação, então pensei: PASSO! 
Mas, ainda assim fiquei pesquisando para ver se encontraria algo que pudesse ler, e que o melhor seria ler logo e me livrar da porcaria. (desculpe-me! mas...)
Fiz uma listinha e fui pesquisar nas bibliotecas, porque em minhas prateleiras dificilmente encontraria alguma coisa. E encontrei este aqui, peguei o livro e começo a leitura, o tema é pesado. Me parece que a leitura flui bem, e apesar do tom de estupefação nos capítulos iniciais que leio  a leitura avança sem que me dê conta. Penso em alternar a leitura com algo mais leve, penso em ler apenas um ou dois capítulos por dia, mas apesar disso vou lendo naquele ritmo de só mais um capítulo, só mais um. E o livro acaba. Apesar disto, lá por volta da página 80 a leitura deu uma travada quando fiquei me perguntando o que era o tal do pensamento mágico. Sinceramente ainda não sei, mas também deixa pra lá. 
É sim um tema pesado, o livro mistura um estilo diário com reportagem e há demasiados termos técnicos/científicos/médicos.  
Chamou-me a atenção a foto escolhida para a contra-capa que traz uma Didion ainda jovem, e quando ela escreveu o livro já estava com cerca de 70 anos.  
Fico me perguntando porque...

Uma das coisas que me chama a atenção no livro é a generosidade que é vista e acolá por parte de amigos. Sempre me causa uma certa estranheza estes relatos, porque parecem mais raros por estas plagas, onde cada um vive em seu mundinho e finge não existir a dor. Aliás onde parece que todo mundo faz parte de propaganda de margarina.  

O livro ganhou o Prêmio National Book, seja lá o que isto signifique. 

Grifos:


Eu conversava com John sobre tudo o que acontecia.
Tudo estava indo bem, como sempre, e de repente aquela merda toda aconteceu.
A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante.Você se senta para jantar, e aquela vida que você conhecia acaba de repente.
Até o presente momento, eu só tinha podido sofrer, não realmente ficar de luto. Sofrer é uma coisa passiva. Apenas acontece. O luto, o ato de lidar com o sentimento de perda, requer uma atenção especial. 



Título: O ano do pensamento mágico 
Autora: Joan Didion
Editora:  Nova Fronteira 
Pág: 221
Leitura: 13/01 a 18/01/2015 

Tema: Morte/morrer 
Data: Finados
Sinopse: As frases iniciais de "O Ano do Pensamento Mágico" dão o tom exato da narrativa densa e contagiante que será compartilhada com o leitor: "A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente". Sem uma gota de autopiedade e com um estilo envolvente e emocionante, Joan Didion, uma das mais aclamadas escritoras e intelectuais americanas, narra o período de um ano que se seguiu à morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne, e a longa doença de sua única filha. Feito com uma contagiante dose de sinceridade e paixão, "O ano do pesamento mágico" nos revela uma experiência intensamente pessoal e, ao mesmo tempo, universal. Uma história que falará alto a quem ama ou já amou alguém, com a profundidade que as grandes relações têm, sejam elas entre pais e filhos ou entre companheiros de uma vida. Este é um livro para todos os que já se perguntaram: E agora? O que fazer se a vida parece não ter mais sentido algum? É um livro sobre a superação e sobre a nossa necessidade de atravessar - racionalmente ou não - momentos em que tudo o que conhecíamos e amávamos deixa de existir  

domingo, 4 de outubro de 2015

O CASTELO DOS CÁRPATOS

O castelo dos Carpátos começa muito bem. Com uma narrativa que mistura mistério com aventura, Verne nos leva até o castelo um castelo abandonado e que desperta medo e curiosidade nos habitantes. O começo é deveras divertido e dei algumas boas risadas (rindo às custas do médico covarde que se oferece para ir ao castelo e depois dá pra traz), mas eis que surge um forasteiro destemido que tem todas as repostas e promete desvendar todo o mistério. E pronto, para mim, acabou a graça. A história adquire um tom muito melodramático que não me agradou em nada. Ao que parece Julio Verne pretendia  criticar/satirizar  o romance gótico, mas acabou tornando o próprio texto um tanto raso. 
Não foi uma leitura de todo ruim, mas gostei bem mais do O bilhete da lotaria que li no ano passado. 

Grifos: 
A terça-feira, como se sabe, é dia de malefícios. Segundo rezam as tradições, expunha-se a encontrar algum gênio malfazejo quem se aventurasse a andar por fora. Por isso, na terça-feira, ninguém circula nas ruas nem nas estradas depois do pôr do sol.
Mas, se conseguiu acalmar a fome, não conseguiu acalmar o medo.

Título: O castelo dos Carpátos
Autor: Julio Verne
Editora: Centaur
Pág.  164
Leitura: 18 a 28/01/2015.
Tema: Terror
Data: Hallowen
Sinopse:A aldeia de Werst, na Transilvânia, oferece aos seus habitantes uma vida sossegada, em que cada um sabe que, desde que respeite os gênios da floresta, estará ao abrigo de qualquer malefício. Ao longe, a sombra protetora do castelo abandonado do barão Rodolfo de Gortz, desaparecido há já alguns anos, garante-lhe a solidez do tempo. 
Tudo decorre, pois, na mesma calma de sempre, como se o tempo ali tivesse parado. Mas um simples objeto do avanço científico – um óculo de aumentar –, apontado a um dos torreões do castelo vem desencadear toda uma série de acontecimentos que deixam estupefactos e temerosos os habitantes da aldeia. A fortaleza apresenta sinais de estar habitada. Para a imaginação fértil dos aldeões só o poderá ser por identidades não humanas. E, como se não bastasse, a ousadia de quem se atreve a desvendar o mistério é severamente castigada. 
Mas as surpresas mal haviam começado…

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CONTOS DE FANTASMAS

Todo mundo já sabe que eu não tinha nenhuma intensão ou pretensão de ler livro de terror, mas a Gláucia sugeriu estes Contos de fantasmas e aceitei a sugestão. Que bom que o fiz! 

O livro é bem interessante, embora seja bem curto. As narrativas fluem muito bem e algumas delas eu cheguei a ler duas vezes. Acredita? Não conhecia a escrita de Daniel Defoe e a julgar por este acho que vou tirar da pilha o meu Crusoé.
Dividido em duas partes: Histórias verdadeiras de fantasmas e Fantasmas falsos e aventuras divertidas. A maioria me pareceu ter uma veia ético/moral. E me fez lembrar as histórias contadas por minha avó quando eu era criança, que me deixavam cheia de medo, mas não me cansava de pedir para repeti-las.

Gostei muito de O fantasma em todos os cômodos e A aparição da senhora Val (parece com aqueles casos que a gente ouve por aí, e todo mundo jura que é verdade. E tudo o que posso dizer é que eu não acredito em bruxas, mas...)
O diabo brinca com o mordomo também é bem interessante. 

Que bom que existem Desafios, não fosse este eu não leria esses contos de terror. Que bom que existem amigos, não fosse a minha (amiga) eu não conheceria este. Obrigada, amiga!



Título: Contos de Fantasmas
Autora: Daniel Defoe 
Editora:  L&PM 
Pág: 
Leitura: 03/01 a 17/03/2015 

Tema: Terror 
Data: Halloween
Sinopse: As frases iniciais de "O Ano do Pensamento Mágico" dão o tom exato da narrativa densa e contagiante que será compartilhada com o leitor: "A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente". Sem uma gota de autopiedade e com um estilo envolvente e emocionante, Joan Didion, uma das mais aclamadas escritoras e intelectuais americanas, narra o período de um ano que se seguiu à morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne, e a longa doença de sua única filha. Feito com uma contagiante dose de sinceridade e paixão, "O ano do pesamento mágico" nos revela uma experiência intensamente pessoal e, ao mesmo tempo, universal. Uma história que falará alto a quem ama ou já amou alguém, com a profundidade que as grandes relações têm, sejam elas entre pais e filhos ou entre companheiros de uma vida. Este é um livro para todos os que já se perguntaram: E agora? O que fazer se a vida parece não ter mais sentido algum? É um livro sobre a superação e sobre a nossa necessidade de atravessar - racionalmente ou não - momentos em que tudo o que conhecíamos e amávamos deixa de existir  

sábado, 19 de setembro de 2015

A TEMPESTADE

Eu tenho A tempestade por aqui há algum tempo, não sei precisar quanto.  Gosto  de quase tudo que li de Shakespeare até agora, e não houve nenhum que eu pudesse dizer simplesmente não gostei. E assim foi com este, apesar de não ter sido uma leitura super empolgante, os livros do bardo sempre me trazem boas reflexões e quiçá boa diversão. 



A tempestade, vez por outra, saía das prateleiras e após a primeira página lida voltava para ela. Até que o vídeo da Gláucia me instigou a retirá-lo de lá, quando eu vi que A tempestade era uma peça com um viés "fantástico", tema de fevereiro aqui neste DL de 2015. Então resolvi que era agora ou nunca. Descubro que eu e minha edição de bolso da Saraiva com a magistral tradução da Barbara Heliodora não nos entendemos muito bem.  

Era para ser uma leitura de livros de fantasia, mas como os livros do bardo parecem ter sido banidos, e este A tempestade parece ter tido uma história recente de estigma, Deus sabe lá porque, resolvo deixar este para o mês dos banidos, já que A Greve dos sexos, foi um fiasco em termos de leitura. 

Infelizmente este foi um livro que tendeu para o divertido, algum encantamento e trechos e mais trechos de fraca concentração, de pensamento a voar por aqui e acolá.  Não faço ideia do porque. Talvez um dia eu pense numa releitura, talvez não. 

Acho que minha experiência de leitura com ele foi semelhante àquela que tive com Como gostais, também de Shakespeare. Não conseguiria recordar-me de muita coisa não fosse as referências vistas no filme com a Drew Barrymore. 

Grifos: 
Ninguém a quem eu ame mais que a mim mesmo
Tá tudo perdido. Vamos rezar, vamos rezar! Tá tudo perdido.
Ora, meu senhor! Onde está ela, a consciência?
Lembrai-vos primeiro de tomar posse dos livros dele; sem os livros, ele é só mais um palerma embriagado, que nem eu;
Queimai-lhe apenas os livros,

Título: A tempestade
Autor: Shakespeare
Editora: L&PM
Pág: 112
Leitura:  22 a 26/03/2014
Tema: Livros banidos
Data: Semana da liberdade de leitura
Sinopse: “A tempestade” é considerada a obra mais pessoal e ousada de Shakespeare. Relata a história de Próspero, duque de Milão, traído pelo próprio irmão e banido para uma ilha na companhia da filha. Depois de 12 anos no exílio, Próspero ? uma espécie de mago ? cria uma tempestade que faz naufragar o navio que leva seus desafetos, e pode finalmente colocar em prática a sua vingança.




terça-feira, 8 de setembro de 2015

AS AVENTURAS DE TOM SAWYER

Título: As Aventuras de Tom Sawyer
Autor: Mark Twain
Editora:   L&PM Pocket

Pág: 304
Leitura: 07/06 a 20/06/2015
Tema: Banidos 
Data:  
Sinopse: Tom Sawyer, um menino órfão, e seu grande amigo criam tantas aventuras quanto uma criança pode imaginar. No entanto, algumas de suas brincadeiras os conduzem a situações verdadeiramente perigosas, e Tom Sawyer se depara com o fortalecimento da amizade e a descoberta do amor. Muito mais que um simples livro de aventuras, é um romance sobre a difícil transição da infância para a fase adulta. Além disso, Mark Twain pontua as singelas estripulias de Tom com suas críticas a respeito da natureza humana e da hipocrisia da sociedade, o que faz com que a obra não seja destinada apenas a meninos e meninas, mas também a homens e mulheres. 


******

Desde muito que Tom Sawyer mora por aqui, e sabe Deus porque nunca li. Mas, Deus é Pai e protege os inocentes, e eu sou inocente ;-). Então, eis que em mais um desses tempos bicudos quando preciso de leituras mais leves e quiçá acalentadoras; corro à procura de algo assim por aqui e escolho  Huckleberry Finn e descubro que a primeira frase do livro é: Você não sabe nada sobre mim se não leu um livro com o nome As aventuras de Tom Sawyer. E então vamos a ele. 
Os primeiros capítulos são divertidos e engenhosos e deixam-me com um sorriso tolo no rosto, então é o livro ideal para ler antes de dormir. Tom é um garoto pra lá de esperto e está sempre aprontando. E no começo ele sempre me fazia pensar em Zezinho de O meu pé de laranja lima. Mas, Zezinho é bastante ingênuo enquanto Tom é mais esperto e peralta. Depois suas peraltices me fizeram pensar no Os meninos da rua Paulo.  
Em dado momento as peraltices transformaram-se em diabruras inconsequentes e incomodaram-me bastante,  e as cenas com uma certa carga de violência quase me fizeram abandonar a leitura. Ao final chego a conclusão de que ainda que concorde que o livro do Mark Twain seja uma obra-prima sou obrigada a confessar que o livro não 
é para mim. E não sei quanto tempo levarei para pensar em ler o Huckleberry Finn que está na prateleira há um bom a olhar para mim,  deverá permanecer lá por um bom tempo.   

De todo modo  o livro foi em algum momento proibido/banido.  

Grifos: 
Na verdade, turma inteira de Tom seguia o mesmo padrão - eram inquietos, barulhentos e encrenqueiros. 

Quanto mais Tom tentava aplicar sua mente ao livro, tanto mais errantes se tornavam suas ideias.  

A igreja não tem graça nenhuma perto de um circo. (?1) 


Bons comentários/resenhas: 
https://mscamp.wordpress.com/paginas-escritas/as-aventuras-de-tom-sawyer/ 




sábado, 5 de setembro de 2015

A REVOLUÇÃO DAS MULHERES / A GREVE DO SEXO

Quando vi este livro disponível na biblioteca, fiquei bem satisfeita. Já estava interessada nele há algum tempo, instigada por mais uma micro resenha do Tito, lá no Skoob. Mas, infelizmente a edição que encontrei não me agradou em nada, aliás deixou-me bastante irritada em muitos trechos. 
Esperava uma obra divertida e ao mesmo tempo revolucionária, mas encontrei uma obra adaptada e não sei onde começa Aristófanes e termina Mário da Gama Kury, o tradutor. Diversas passagens irritaram-me demasiadamente. Um excesso de adaptações onde até Lula foi parar na obra de Aristófanes...  num diálogo entre duas mulheres:
''1ª MULHER Mostrando a barba postiça que traz na mão. Veja que barba linda! 
2ª MULHER E a minha? Parece a do Lula"
E tem mais esta pérola, que ainda traz talvez o ranço do preconceito contra o nordestino, não sei:
Muito bem! Muito bem! Fala, baiano!
E mais esta:
“Por Nossa Senhora do Parto”, sua errada! 
Coisas desta ordem na obra me deixaram tão chateada que acabei não aproveitando a leitura como deveria. Embora tenha visto comentários elogiosos justamente a estas "atualizações". Se encontrar no futuro uma tradução diferente ficarei feliz de poder ler algo menos "adaptado". Mas, tem trechos divertidos e ao final a gente já sabe o poder? Corrompe!


Título: A revolução das mulheres / A greve do sexo
Autor: Aristófanes
Editora: Brasiliense (é a mesma tradução da Zahar)
Pág. 94
Leitura: 15/02 a 19/02 
Tema: Livros banidos
  






terça-feira, 11 de agosto de 2015

DENTRO DE UM LIVRO

02.08.15 _ Já que pegar livros ao acaso na prateleira funcionou tão bem  com Não temas o mal (leitura em andamento), ontem resolvi dar uma olhada nas prateleiras e resgatei de lá este Dentro de um livro. 


E ao final do primeiro conto já penso em separar o livro para doar à biblioteca, perdoem-me os apaixonados pela autora. 
Mas, ao chegar ao segundo conto que ainda não terminei porque releio pequenos trechos a todo momento, mudo de ideia no mesmo momento.

10.08.2015 _ Vez por outra compro livros que tenho muito pouca ou quase nenhuma informação, geralmente com alguma expectativa estapafúrdia tirada Deus sabe de onde. Não faço a mínima ideia do que esperava quando comprei esse livro aqui, mas lembro nitidamente de ter ficado extremamente decepcionada quando o livro chegou. E desde então (uns bons cinco anos ou mais)  estava  esquecido na prateleira. Isto sem contar a torcidinha de bico a cada vez que arrumava as prateleiras e deparava com o bendito. 

Tenho dito, com mais freqüência do que gostaria, que livro tem hora e data marcada, e sendo assim li essa coletânea de contos no tempo certo: leitura das mais prazerosas. Claro, tem um ou dois contos que não gostei, cheguei até a pular algumas páginas (três para ser exata), quando lá pelo meio do caminho empaquei na leitura de um conto que não me agradou absolutamente, aliás me desagradou. Mas, no conjunto a leitura foi puro deleite.
Por ser um livro de dimensões reduzidas, poucas  páginas e textos curtos  era ideal para carregar na bolsa. Por bom tempo mantive-me fiel à determinação de não ler o livro em casa, já que havia outras leituras esperando por esse tempo precioso, até chegar ao penúltimo conto quando não resisti e parei tudo para devorar os dois últimos contos. 

E aquela ideia de doar o livro para a biblioteca?! - talvez você me pergunte
Eu respondo:  Passou!  

Grifos (muitos): 
COMO ERA RIDÍCULO AQUILO: NINGUÉM receia um verso. Mas ele sim.
MEU NOME É HANS. Nasci numa família miserável, e miserável fui, por toda a vida. 
Sentada no vagão, observo as pessoas no seu vaivém de caras amuadas e olhares ausentes. Alguns desdobram jornais, leem livros, abrem revistas, ou de braços abertos, ocupam o próprio espaço e o do outro. 
 EU VOU DAR VÁRIAS VOLTAS PARA FALAR DO meu livro preferido.
Título:  [dentro de] um livro - contos
Autor: Diversos autores
Editora: Casa da Palavra
Pág: 149
Leitura: 01 a 10/08/2015
Tema: Língua mãe
Data: Dia da Língua Nacional

Sinopse: Dezessete autores e as mais diferentes visões de uma paixão comum a todos eles, aos leitores e à Casa da Palavra: os livros. Esta antologia reúne contos que exploram todo o universo literário, revelam as paixões que a ficção desperta e as delícias e torturas do ofício do escritor. Quem nos coloca dentro de um livro e dos mecanismos dessa obsessão são escritores com longa experiência no traçado e nomes que começam ainda a despontar.





sexta-feira, 7 de agosto de 2015

AS 14 PÉROLAS BUDISTAS

Quem me conhece sabe que eu adoro os escritos do rabino Nilton Bonder, e foi justamente seus   escritos que despertaram o meu interesse para estas Pérolas aqui. Nos livros que li do rabino há com relativa frequência  algumas narrativas curtas (eu creio que são lendas judaicas, mas posso estar completamente equivocada) para ilustrar seus pensamentos. Estas pequenas histórias sempre me encantaram e quando descobri estas Pérolas Budistas não resisti. Como sempre dormiram um  tempo na pilha esquecidas entre tantas outras aquisições e/ou mimos. Mas, estes dias olhando o que tem por aqui lembrei deste aqui. 
O que posso dizer acerca destas pequenas histórias? Que gostei muito? Sim, eu gostei muito! Que se lê de uma sentada? Sim, dá para ler de uma sentada (mas, eu li em três dias, para pensar melhor sobre as pequenas histórias que estava lendo, afinal são histórias de sabedoria...  Acho que podem ser como uma pausa no nosso atribulado cotidiano.

Para ler e reler.

Faltou dizer que o livro é ilustrado.

Favoritas (desta primeira leitura):
  • O Arqueiro Zen
  • Fé
  • A Peneira e a Xícara

Grifo:
Uma mente cheia não se ilumina.


Título: As 14 Pérolas Budista
Autores: Ilan Brenman
Pág.: 64
Editora: Escarlarte
Leitura: 19 a 21/06/2015
Tema: Lendas
Data: Mês do Folclore
Sinopse: Num templo budista, um monge queria porque queria alcançar a iluminação o mais rápido possível. Para isso, meditava mais que os outros, recitava mantras sem parar e jejuava mais do que o necessário. Com o passar do tempo, o jovem foi emagrecendo, seu aspecto era terrível, mas mesmo assim, continuava suas práticas sem esmorecer. Certa manhã, o mestre do templo interrompeu um mantra do seu ansioso aluno e perguntou Por que tamanha pressa, meu querido monge.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

AS HISTÓRIAS DE TIA NASTÁCIA

Título: Histórias de Tia Nastácia
Autora: Monteiro Lobato
Editora: Globo
Leitura: 18/05 a 25/05/2015
Tema: Lendas  
Data: Mês do Folclore
Sinopse: 
Monteiro Lobato reúne neste livro o melhor das fábulas clássicas de autores como Esopo e La Fontaine ao lado daquelas saídas da imaginação popular. Tia Nastácia, que sabe contar casos e histórias como ninguém, vai revelando à turminha do Sítio tudo o que ouviu dos seus pais e avós durante a infância. E quando ela termina uma história, Pedrinho, Narizinho e Emília dão palpites e fazem seus comentários inteligentes. Nos 43 textos de Histórias de Tia Nastácia vamos encontrar narrativas para todos os gostos com reis, princesas, homens minúsculos e bichos fantásticos.

*****

Não vai acreditar! Mas, esta é a minha primeira leitura de Monteiro Lobato...
E que delícia de livro, tem gosto de infância. Me fez lembrar de minha vó, algumas histórias minha avó contava do mesmo jeito que tia Nastácia, do jeito do povo, a história oral passada de geração em geração. Outras, ouvia nos disquinhos e algumas eu li nos idos da infância. 

Ao final de cada narrativa  os moradores do sítio comentam rapidamente sobre as histórias, e alguns destes comentários causaram-me certo desconforto, acostumada que estou com os textos politicamente corretos. 

Tão gostoso de ler, que não queria que acabasse e relia algumas histórias. E queria dizer a toda gente: leia, leia, leia.

Histórias de Tia Nastácia foi minha zona de conforto durante a leitura de A vida em tons de cinza que me tocou tanto.





sábado, 1 de agosto de 2015

NOVAS LENDAS ORIENTAIS

Lembro do encantamento sentido quando li O homem que calculava, por isto quando vi estas Novas lendas orientais, do mesmo autor pensei reviver um pouco daquela magia. 
Infelizmente isto não aconteceu, esperando encontrar seres míticos e/ou lendários nestas curtas narrativas, deparo-me com parábolas nitidamente de cunho ético e moral. Não que tenha algo contra parábolas, eu até gosto bastante delas. Mas, achei meio decepcionante não encontrar nada do que esperava, ainda que alguns dos contos/parábolas fossem bem interessantes. Não há muito o que falar acerca deste livro e por isto acho que encerrarei por aqui.

PS. Não entenda, por Aaamor, que o livro é ruim, só não é o que eu esperava/procurava/precisava.

Sem grifos




Título: Novas Lendas Orientais 
Autor: Malba Tahan
Editoras: Editora Record
Pág: 208
Leitura: 03 a 13/06/2015
Tema: Lendas e Mitologia
Data: Mês do folclore
Sinopse: Novas Lendas Orientais - O professor de matemática Júlio César de Mello e Souza, conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan, apresenta 14 histórias inspiradas no Oriente. Todo o imaginário sobre o mundo árabe - caravanas de beduínos, xeques, princesas e sultões - são trabalhados nestas belas lendas

sábado, 4 de julho de 2015

JÁ NÃO SE ESCREVEM CARTAS DE AMOR

Meu primeiro Zambujal, foi O diário oculto de Nora Rute, visto lá no canal da Inês. Gostei, e resolvi que havendo oportunidade não me furtaria a conhecer outros escritos do autor, e como ainda não encontrei a grande ou boa história de amor que queria  ler para o Desafio pensei que talvez este aqui viesse a calhar. Vamo combinar o título sugere... Já não se escrevem cartas de amor  Devo dizer que o livro é gostosinho de ler e em muitos momentos divertido, mas ainda não foi desta vez que encontrei a história de amor que me deixasse satisfeita (eita desafio difícil, sô!) , ainda não sei se jogo a toalha e desisto de encontrar uma leitura emblemática e dou por encerrado este tópico afinal já li seis livros para o tema e nenhum me deixou com a sensação de ter lido Aaaquela história. Ou será que sou eu que já estou muito "véia" pra isto? ;-)

Grifos: 
Os chás-dançantes eram, aliás, moda em vários locais de diversão e nunca deviam ter acabado. Se chamam a isso progresso, confundem avanço com marcha-atrás.
lembro-me dos tempos em que se vivia sem telemóvel e sabíamos esperar
a vida é feita de imprevistos


Título:  Já não se escrevem cartas de amor 
Autor:  Mário Zambujal 
Editora: A Esfera dos Livros
Pág: 190
Leitura: 22/06 a 02/072015
Tema: Casais
Data: Namorados
Sinopse:  Duarte é um jovem bon vivant, que, entre as noites glamorosas passadas no Grande Casino Internacional do Estoril, as tardes de café no Chave D’Ouro, no Palladium ou no Martinho do Rossio e a vida boémia nas boîtes da capital, vê o seu coração ser arrebatado por uma jovem alta, esguia, loura e de sorriso luminoso, de nome Erika. 
Mário Zambujal transporta-nos, nesta novela de prosa clara e original, pautada de humor, imaginação e sensibilidade, numa viagem de imagens e memórias, à Lisboa dos anos 50. Uma época de apetites e excessos. De paixões e desventuras. Era um tempo em que havia tempo. Até se escreviam cartas de amor
*-* 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

NOITE DE REIS

Eu não lembro exatamente como cheguei a Trisha Ashley,  o que sei é que eu tenho aqui dois livros dela (este Noite de Reis e o Desejos de Chocolate). Gosto de ter livros mais leves  na pilha para quando quero uma leitura mais descomprometida e menos reflexiva. E este é bem assim.

Não me decepcionei de modo algum, embora pensasse que era mais divertido, ou talvez a leitora aqui estivesse tão preocupada que acabou por não entender as piadas.


O livro é ideal para leituras de inverno, vai bem com chocolate quente. Mas, combinará muito bem com leituras de final de ano. Por isto ele está aqui no mês do frio,  mas vale também para o mês dos casais. Com uma história de amor bem comum, mas recheada de receitas e preparativos para a ceia de Natal, a autora conseguiu fazer um livro bem gostoso de ler e para mim, daquele tipo que a gente lê quase sempre com um sorriso nos lábios.

Gostei bastante e não fosse as absurdas altas nas taxas de câmbio compraria outros livros da autora, mas desta vez em papel, porque livro que se preza e para ser reconfortante de verdade tem que ser no bom e velho formato.

Grifos:

No entanto, nunca conseguiu resistir a um sabonete de lavanda da Yardley
Seria simplesmente demasiado presunçoso partilhar do aniversário do Senhor, não é?
Por uma extraordinária coincidência, o destino conduzira-me ali, mas pensando bem, também é costume dizer-se que a realidade é sempre mais estranha que a ficção.
Título: Noite de Reis

Autor: Trisha Ashley
Pág. 472
Editora: Quinta Essência
Leitura: 24/05 a 07/06/2015
Tema: Inverno
Data: Frio/Inverno
Sinopse: O Natal sempre foi uma época triste para a jovem viúva Holly Brown, por isso, quando lhe pedem para cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, a oportunidade de se esconder é irresistível - a desculpa perfeita para esquecer as festividades. 



Escultor, Jude Martland, decidiu que este ano não haverá Natal depois de o irmão ter fugido com a sua noiva, e faz questão de evitar a casa da família. No entanto, terá de voltar na Noite de Reis, quando a aldeia de Little Mumming celebra as suas festividades e toda a família é obrigada a comparecer. 

Enquanto isso, Holly começa a descobrir que, se quer evitar a Natal, veio para o local errado. Quando Jude regressa inesperadamente na véspera de Natal não fica nada contente ao constatar que Holly parece estar a organizar a festa de família que ele esperava evitar. 

De repente, uma tempestade de neve surge do nada e toda a aldeia fica isolada. Sem fuga possível, Holly e Jude encontram muito mais do que esperavam - parece que a quadra natalícia vai ser bastante interessante!